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COLUNAS
Os primeiros "passinhos" a gente nunca esquece!
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Confira como começou e também como se encerrou a carreira de "dançarino de balada" do colunista
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| Foto: Stock.xchng |
Sou sagitariano e nascido no fim dos anos 70 com muito orgulho, diga-se de passagem. Quando me convidaram para fazer essa coluna, disseram que o tema seria "Noite", com liberdade para escrever sobre qualquer coisa. Eu, como uma pessoa que caiu na noite muito cedo, tenho milhões de histórias, dicas, curiosidades e até alguns dramas para contar. Vou começar relatando como foram meus primeiros "passinhos" na pista de dança.
Comecei a sair com os amigos para a baladinha do bairro no início dos anos 90. O lugar se chamava Night Point e tocava os houses e os remixes das músicas famosas da época.
O que mais me chamava atenção na balada eram os passinhos (coreografias com movimentos repetitivos para quem nunca ouviu essa expressão). Tinha uma turminha que fazia uns passinhos impossíveis de se aprender ali, naquele momento. Era sofisticado demais e aquilo me deixava muito impressionado. Para mim, eram todos dançarinos profissionais que iam humilhar os outros.
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Foto: Stock.xchng |
Fiquei amigo da turma dos passinhos e descobri que, realmente, eles ensaiavam durante a semana e tinham noção que aquilo lhes dava um certo status na balada. Ensaiei todos os passos na sala de alguém, enquanto na TV passava sessão da tarde. Cada um tinha um nome e existiam truques, formas de se dançar diferente o mesmo passo, que eles mudavam quando alguém estava prestando atenção e supostamente quase aprendendo.
A minha noite de estréia foi linda! Entrei no meio de um passo muito difícil, consegui dançar até o final e me senti muito orgulhoso, coisa difícil para essa época de adolescente, onde a insegurança é diária em tudo que fazemos. Enfim, acabei dançando com esse pessoal durante um tempo.
Certa vez fomos na Toco, que ficava na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo, e quando eu estava prestes a entrar no passinho, um carinha, do nada, veio me perguntar por que eu não parava de olhar para a mina dele. Eu, meio desconcertado, ri da situação. Não havia um ser que eu estivesse olhando naquele momento e a minha atenção era totalmente voltada para os "passinhos".
O cara não sabia disso e, quando eu ri, me deu um soco na cara. Eu fugi desesperadamente. Era minha primeira briga na balada. Fui correndo para o metrô e voltei pra casa. Pelo que eu me lembre, não fiz mais "passinhos" na balada depois disso.
Quem é o colunista: Nando Champss
O que faz: É analista de suporte técnico, gosta de reality shows e não dispensa uma cervejinha com os amigos.
Pecado gastronômico: Os maiores pecados da gula são cometidos depois das baladas. Citando alguns, lanches industrializados da rede Am.Pm. com MUITO cheddar, hamburger no Burdog com molho extra, cachorro-quente do Black Dog e, pra fechar com chave de ouro, 3 pastéis na feira com 1 litro de caldo de cana.
Melhor lugar do Brasil: Qualquer lugar onde tenha cerveja gelada.
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FÓRUM |
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| E você? Já arriscou algum passinho na pista de dança? |
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NOTÍCIAS | |
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São Cristóvão oferece jazz com Sara Chrétien
Publicação: terça, 09 de fevereiro de 2010

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