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NOTÍCIAS ESPECIAIS
Canções fora-da-lei
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Dos Rolling Stones a Elizeth Cardoso, diversos artistas citam drogas em suas interpretações
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|  | | Foto: EmirPenna |
Apesar
dos riscos à saúde serem evidentes, tem gente por aí que continua
deitando e rolando no mundo das drogas. Segundo um estudo realizado no
Brasil recentemente, 24,7% dos jovens entre 10 e 17 anos já
experimentaram algum tipo de entorpecente.
E o pior:
os números alarmantes não intimidam músicos que investem em hits que
fazem apologias a qualquer tipo de agente químico, incluindo álcool,
anfetaminas, maconha, ácido e até cocaína. Na listinha dos
"fora-da-lei", encontra-se nomes como The Beatles, Eric Clapton, Rita
Lee (acima), Raul
Seixas, e até Elizeth Cardoso.
Desde os
hippies
Nos anos 60 e 70, as drogas
eram parte do movimento hippie, que fervia em festivais como Woodstock.
Portanto, escrever melodias sobre entorpecentes era corriqueiro e até
certo ponto, necessário para manter viva a legião de fãs. Foi nessa
época que o Rolling Stones mostrou Brown
Sugar - gíria para a heroína -, e Mother´s Little
Helper
- que aborda tranquilizantes.
|  | | Foto:
divulgação |
Aproveitando
o embalo dos dinossauros do rock, Eric Clapton trouxe versos do tipo:
"Se você quer matar o tempo, tem de arranjá-la; cocaína / Se você quer
ficar deprimido, arrasado no chão; cocaína / Ela não mente, ela não
mente, ela não mente; cocaína", integrantes do hit Cocaine, um hino sobre a droga. Os garotos de
Liverpool, os Beatles (acima), também entraram na onda e
apresentaram Lucy In The Sky
with Diamonds, clássico que trazia o ácido lisérgico (LSD)
à tona.
Janis Joplin é outra que integra a lista. A
artista ficou famosa por gravar Mary Jane, carinhoso nome dado à
maconha, uma de suas drogas prediletas. A cantora morreu de overdose de
heroína em 4 de outubro de 1970, com apenas 27 anos. Seguidores da moda
"músicos e drogas", o Guns n´ Roses soltou Mr.
Brownstone
- sobre heroína. E Marlyn Manson arrebatou o mundo com
I don´t like the
drugs but the drugs like me, ou seja, "Eu não gosto das
drogas, mas elas gostam de mim".
A onda
brasileira
|  | | Foto:
divulgação |
Os
artistas brasileiros também não fugiram do modismo. Em,
Puro
Êxtase do Barão Vermelho (acima), por exemplo, a música representou uma
tentativa do grupo carioca de aderir à onda clubber, com sua referência
explícita à droga das baladas, o ecstasy. Mas por aqui, o desejo por
agentes químicos em música já é antigo. Elizeth Cardoso que o diga. Em
uma de suas interpretações ela soltou "eu bebo sim, estou vivendo, tem
gente que não bebe está morrendo", versos da canção Eu Bebo
Sim.
Considerado o hino da
dor-de-cotovelo e do deboche que menospreza a opinião alheia e afirma:
"se eu quiser fumar, eu fumo, se eu quiser beber, eu bebo, não me
interessa mais ninguém", Lama, interpretado por Maria Bethânia, também não
pode faltar nas paradas, assim como Moda da Pinga
com Inezita Barroso, no qual ela escracha a chamada
"marvada".
|  | | Foto:
divulgação |
Já
a pop Fernanda Abreu (acima) preferiu investir em uma história
inusitada que envolve muita maconha. Na melodia Veneno da
Lata, ela recorda o episódio ocorrido em 1987, quando
milhares de latas da erva foram chegaram ao litoral brasileiro entre o
Espírito Santo e Santa Catarina. A carga era levada pelo navio Solana
Star e foi despejada no mar depois que os tripulantes da embarcação
foram avisados de que a polícia costeira iria interceptá-los. Quando o
policiamento chegou, apenas o cozinheiro estava a bordo. O episódio deu
origem à expressão "da lata", utilizada para designar a
maconha.
Em 1980, Rita Lee estourou nas paradas com
Lança
Perfume, que chegou a ganhar versão em francês e inglês. A
letra mistura lança perfume com brincadeiras eróticas quase inocentes:
"vem cá, neném, só sossego com beijinho, vê se me dá o prazer de ter
prazer contigo". Raul Seixas também tentou disfarçar, mas no refrão de
Como Vovó Já
Dizia, soltou "quem não tem colírio, usa óculos
escuro".
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