Guia da Semana

5 ícones culturais que viraram moda e as pessoas não sabem nada a respeito

Saiba mais sobre personalidades e símbolos que caíram no gosto popular, mas você mal conhece

Hoje em dia é muito comum ver camisetas, capinhas de celular e diversos objetos inspirados em personalidades e símbolos que tiveram grande relevância cultural passeando pelas ruas. Quantas pessoas "vestindo" Ramones, Frida Kahlo, Che Guevara e muitos outros ícones de relevância histórica você vê por dia? Será que todos que "compram a moda" sabem a essência do que tais figuras e movimentos significaram e ainda significam?

Pensando nisso, o Guia da Semana lista 5 ícones que caíram no gosto popular e boa parte das pessoas não sabe nada a respeito. Confira:

Frida Kahlo

Frida Kahlo está no topo da lista. Presente em camisetas, moleskines, capinhas de celular e muito mais, são poucos os que sabem que Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. 

Patriota declarada, comunista e revolucionária, Frida ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores pintoras do século.

Além de uma grande artista, é também símbolo de mulher forte e guerreira. Fazia de suas tragédias (como contrair poliomelite na infância, passar por 35 cirurgias após um acidente, traições no casamento, abortos e muitas outras) inspirações para criar e, assim, tornou-se única.

Audrey Hepburn

A eterna bonequina de luxo das telas do cinema também caiu no gosto popular e seu papel mais icônico, o da prostituta que gostava de tomar café da manhã em frente à Tiffany’s, está estampado em vários produtos dentro e fora da mídia. 

Mas, engana-se quem pensa que Audrey Hepburn era só um rostinho bonito. Além de extremamente delicada, elegante e bela, era autêntica, sensível e forte. Com a invasão nazista, passou fome, viu muitos de seus parentes serem assassinados, participou do movimento de resistência ao nazismo, dançou clandestinamente e levou diversas mensagens escondidas dentro de sua sapatilha.

Fez história no mundo cinematográfico, lançou tendências de moda que servem de inspiração até hoje e tornou-se embaixatriz da UNICEF (tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" -que deu origem à UNICEF - que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida), ganhando o Prêmio Humanitário Jean Hersholt.

The Ramones

A banda The Ramones está entre as estampas mais encontradas nos dias de hoje. Porém, muitas pessoas que usam não sabem, sequer, o nome dos integrantes, das músicas ou o motivo pelo qual está presente nos dias de hoje. 

A banda norte-americana nasceu em 1974, foi precursora do estilo punk rock e uma das mais importantes da história do rock. Vinda do subúrbio de Nova York, três amigos - cansados de alguns estilos musicais da época - juntaram-se para seguir o caminho oposto. 

Compraram instrumentos baratos e fizeram a primeira formação: Johnny na guitarra, Joey na bateria e DeeDee no baixo e vocal. O tempo passou e Tommy assumiu a bateria, Joey ficou com o vocal, Johnny continuou na guitarra e DeeDee no baixo. 

Todos eram fãs dos Beatles e adotaram Ramone como sobrenome (nome homônimo usado por Paul McCartney para tentar despistar a imprensa e os fãs nos hotéis que ficava) e nomearam a banda como: The Ramones. 

Ficaram conhecidos também pelo estilo: jaquetas de couro, calças jeans rasgadas e o habitual tênis sujo. 

Che Guevara

Ernesto Rafael Guevara de la Serna nasceu na Argentina e foi guerrilheiro, político, jornalista, escritor e médico. Ao ver a vida financeira de sua família decair, foi trabalhar como funcionário público enquanto também estudava medicina. Mais tarde, acompanhado de um amigo e sua moto, viajou pela América Latina, fugindo dos pontos turísticos e conhecendo algumas minas, aldeias indígenas e leprosários.

Assim, conviveu com os oprimidos e passou a ver a realidade de um outro ponto de vista. Mais crítico, modificou sua visão política, antes nacionalista, e escreveu um diário sobre esta jornada - fundamental em sua vida.

Passou a dedicar-se à política e optou pelo caminho revolucionário. Che desejava levar à toda a América Latina o sonho revolucionário, e queria para isso o apoio cubano. Como não teve, abandonou o governo e seguiu como guerrilheiro.

Sua figura desperta grandes paixões, tanto a favor como contra, e converteu-se em um símbolo de importância mundial. Para muitos, representa a rebeldia, a luta contra a injustiça social e o espírito incorruptível. Em contrapartida, muitos o consideram como um criminoso e responsável por assassinatos em massa.

Caveira mexicana

Diferente da forma como interpretamos a morte no Brasil e em muitos outros lugares, no México ela é celebrada e cultuada no dia dos mortos, representada pela caveira mexicana, que simboliza a vida e afasta os maus espíritos. Os povos pré-colombianos guardavam o crânio de seus ancestrais e o consideravam um troféu, uma lembrança boa do falecido, visto que a cabeça para eles, era a parte mais importante do corpo, aquela que carrega as memórias. 

Diferentemente da caveira tradicional, a caveira mexicana é estilizada, colorida e decorada, com desenhos de flores, muito utilizado no "Día de los Muertos". Está presente em todo o festival em forma de pulseiras, doces, objetos além das máscaras de maneira que tanto para ricos ou pobres, a morte chega para todos.

Atualizado em 24 Abr 2015.

Por Nathália Tourais
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