Guia da Semana

6 coisas que você precisa saber antes de conhecer o Memorial da Imigração Judaica

Novo espaço cultural une história, tradição e modernidade

Localizado na sede da Sinagoga mais antiga do Estado de São Paulo (a Kehilat Israel, no bairro do Bom Retiro), o novo espaço cultural - Memorial da Imigração Judaica - reúne importante acervo com documentos e obras raras que narram a história e a contribuição dos imigrantes judeus ao desenvolvimento do Brasil.

O Guia da Semana esteve na abertura do espaço e conta tudo o que você precisa saber antes de visitar. Confira:

LOCALIZAÇÃO 

O Memorial está localizado no bairro do Bom Retiro, que, para quem não sabe, é extremamente tradicional por suas contínuas levas migratórias, além de conhecido pelas suas diversas atrações culturais. Assim, o local passa a ser uma nova opção a ser incluída no roteiro histórico-cultural da cidade e, além da mostra permanente que contempla diversas obras, o Memorial pretende receber exposições temporárias. 

HISTÓRIA

Uma das características mais incríveis do local é que seus corredores e obras contam de forma didática e interativa a história e contribuições que os judeus trouxeram ao país.  

RARIDADES

Raridades como objetos, vestimentas, documentos e livros do século XVII, vindos de diversos países, são algumas das obras do precioso acervo. Entre as inúmeras peças que serão apresentadas aos visitantes, o Memorial traz preciosidades como o diário de viagem de Henrique Sam Mindlin (da famosa família Mindlin, da Metal Leve, e da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin), escrito em 1908, quando o garoto de apenas 11 anos narra sua migração de navio de Odessa (Ucrânia) até o Rio de Janeiro. 

Outra raridade é o livro Diálogos de Amor, de 1580, escrito por Leon Yuda Abravanel de Veneza, antepassado do apresentador Silvio Santos. Também estará exposto um documento com mais de 250 anos utilizado pelos imigrantes marroquinos como talismã, que contém frases cabalistas de proteção e saúde em hebraico. 

AÇÕES EDUCATIVAS E PARCERIA COM ESCOLAS

Diversas ações educativas fazem parte do projeto museológico, que receberá visitas monitoradas de escolas. História, arte e cultura em um só lugar, que será referência para aqueles que procuram cultura e conhecimento. “Criamos o Memorial da Imigração Judaica para preencher a lacuna que faltava sobre a imigração do nosso povo. O Brasil sempre foi um país tolerante que recebeu os imigrantes de braços abertos e grupos de outras origens como, por exemplo, os italianos e japoneses, já possuíam centros próprios que retratam sua história e percurso desde o país de origem. E até então não tínhamos nada parecido sobre a comunidade judaica no Brasil”, afirma Breno Krasilchik, Presidente do Conselho Consultivo do Memorial da Imigração Judaica.

DISPOSIÇÃO E ESTRUTURA 

Com várias atrações, o Memorial conta com diversos espaços, espalhados em cinco andares e repleto de recursos multimídias, com tecnologia moderna.

Eles estão divididos da seguinte forma:
 
Térreo 
É a entrada dos visitantes. O Memorial possui todas as facilidades para a visitação por cadeirantes e deficientes físicos, com um moderno elevador panorâmico à disposição.
 
Primeiro andar - Onde estamos
Neste andar, é possível visitar a Sinagoga, a Kehilat Israel. Aberta no ano de 1912, é reconhecidamente a primeira no Estado de São Paulo. Conserva suas características originais e está totalmente restaurada e preservada. Ao subir as escadas, o visitante ouvirá e receberá saudações com frases nas línguas que envolvem os imigrantes judeus. O objetivo é fazer imersão e mostrar como os imigrantes chegaram a este ponto.
 
Segundo andar - O que mantivemos
Neste andar, poderão ser vistos diversos objetos e documentos históricos que retratam o ciclo de vida de um judeu, do nascimento à morte e também dos hábitos e costumes da milenar filosofia judaica. Vídeos educativos e interativos apresentam alguns dos principais costumes e valores judaicos, as distintas tradições e diferenças regionais. Celebrações, feriados e festividades são destacados, dentre elas, o casamento. Para isso, foi montado um verdadeiro altar – a Chupá (lê-se rupah) – com uma taça virtual que pode ser quebrada, assim como nas cerimônias reais.

Do lado direito, foi construída uma grande galeria com imagens de diversas famílias imigrantes. Telas interativas com as legendas dos personagens estão à disposição dos visitantes. Além disso, judeus podem encontrar seus antepassados consultando estes monitores. A comida é entendida como nutrição espiritual e repleta de simbolismos e benefícios. Uma mesa virtual e interativa foi montada com diferentes receitas, que variam conforme as datas comemorativas.

Junto com o Memorial foi criado um centro de estudos e pesquisas para que as informações sobre o tema da imigração judaica continuem a ser estudados. Referência para pesquisadores e todos interessados em aprofundar na cultura e conhecimento do povo judaico, o Centro de Estudos e Análise do Acervo – CEAA está localizado nesta parte do Memorial.  
 
Terceiro andar (Será inaugurado em 2017)
Os 12 países de origem dos imigrantes, as conquistas pelo mundo, as diferentes razões para a imigração são alguns dos temas apresentados no último andar, onde será montado também o Jardim do Holocausto relembrando esta parte da história. 
 
Subsolo - O que construímos
Com painéis tecnológicos e interativos, possui uma galeria de personalidades judaicas já falecidas que contribuíram, no decorrer dos séculos, para o desenvolvimento do Brasil. Em outra ponta, foi montada uma grande mesa que projeta um antigo mapa do bairro e como as diversas organizações judaicas foram se estabelecendo na região. Uma loja com artigos e livros da cultura judaica e uma lanchonete com comidas típicas também foram montadas no subsolo.

FUNCIONAMENTO

O Memorial localiza-se na Rua da Graça, 160, no Bairro do Bom Retiro, e estará aberto para visitação de segunda a sexta, das 10h às 17h. A entrada é gratuita. “O Memorial da Imigração Judaica do Brasil surge como uma nova e importante instituição a ser incluída no roteiro histórico e cultural não só da cidade, como do país”, afirma o Rabino Toive Weitman, que coordena o Memorial.

Atualizado em 24 Fev 2016.

Por Nathália Tourais
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