Guia da Semana

A batucada da HP

Vocalista do Inimigos da HP conta detalhes e curiosidades de Zoodstock na Estrada, novo DVD do grupo

Foto: Divulgação



Quando se ouve a batida do pagode de Sebá, Bruninho, Alemão, Bonilha, Cebola, Tocha e Gui, é claro que estamos falando do grupo Inimigos da HP. Com quase dez anos de carreira, os meninos que "só queriam tirar um sambinha vez ou outra por aí" caíram nas graças do público brasileiro, realizando shows para milhares de pessoas.

No fim de novembro os garotos lançaram seu terceiro DVD, gravado desta vez, em Curitiba. Intitulado Inimigos da HP - Zoodstock na Estrada, o novo trabalho traz canções de sucesso, músicas novas (praticamente todas compostas por Sebá), participações especiais de Edson e Hudson e Fundo de Quintal, além de truques de ilusionismo com o mágico Issau Imamura.

No repertório, canções como Toca um Samba Aí, Bye Bye, Quer Dizer, Bons Momentos, Isso é Amor, Zoodstock, Vem Buscar o que é Teu e Dá uma Chance, além de algumas regravações, que introduzem o ritmo do pagode como Beber, Cair e Levantar, Ilariê e Watch out. Para saber um pouco mais do que vem por aí, conversamos com o vocalista Sebá sobre o trabalho, a trajetória do grupo e seus planos internacionais. Confira abaixo os melhores trechos da entrevista.

Guia da Semana: Qual a diferença deste último trabalho em relação ao primeiro álbum?
Sebá: Muita coisa mudou. Amadurecemos como banda e pessoa. A técnica, o cenário, a estética, a tecnologia, os arranjos... Tudo isso ganhou novo formato, além da inserção de outros estilos musicais no samba, como a participação da orquestra sinfônica do Paraná, um número de mágica com o ilusionista Issau Imamura e um DJ fazendo uma bagunça.

Guia da Semana: O novo disco de vocês é praticamente todo composto por letras de sua autoria. Como é a experiência de escrevê-las?
Sebá: Para mim é fantástico. Sempre gostei de escrever, de arriscar em melodias, e dessa forma, colocamos o nosso toque especial nas canções. Tudo fica mais pessoal, sem contar que fico muito orgulhoso. Compor é muito particular. A inspiração pode surgir a qualquer momento, em uma frase que ouvi, um livro. Já aconteceu de estar dormindo, acordar, ter uma idéia, depois fazer a letra e tirar a melodia. Tenho músicas especiais com idéias malucas, mas todas as canções passam por todo o grupo e pelo aval de todos.

Guia da Semana: E o público? Mudou? Atualmente qual é o perfil dos fãs?
Sebá: Sim, junto com a gente o nosso público também mudou. Antes era a galera mais universitária, de faculdade, que se identificava com a gente, por também sermos ex-universitários. O pessoal freqüentava os nossos shows para curtir o chamado pagode universitário, dos mauricinhos do pagode (risos). Hoje é diferente. Atingimos todas as classes sociais e também todas as idades. As pessoas dizem que quando ouvem o começo das nossas músicas nas rádios só pela introdução já sabem que se trata do Inimigos da HP.

Guia da Semana: Em qual área vocês mais amadureceram? Como isso pode ser observado neste novo trabalho?
Sebá: Amadurecemos, sem dúvida nenhuma, como artistas. No modo de agir, no relacionamento com a imprensa, com as pessoas, com o público e fãs. Também pensamos que qualquer atitude nossa pode servir de exemplo. Passamos uma mensagem para milhares de pessoas e sentimos muita responsabilidade nisso. O DVD, consolida o estilo que desenvolvemos, o modo como passamos a tocar as músicas, arranjos, letras. Foram vários desafios, tanto na estrutura como musicalmente. Mas ficamos orgulhosos em ver o resultado.

Guia da Semana: Vocês começaram a carreira em São Paulo, com dois DVDs gravados na cidade. Por quê o terceiro foi produzido em outro estado?
Sebá: São Paulo é a nossa cara, mas fazer uma gravação em outro estado era um desafio para o grupo. Escolhemos Curitiba porque tocamos em um festival que estava completamente lotado. Éramos a última banda e ninguém foi embora, o lugar era maravilhoso, perfeito para gravar um DVD. Aí eu virei e disse para a galera: "Precisamos gravar um DVD e estamos pensando em gravar aqui". Eles concordaram e compareceram de novo ao show. Os outros dois tinham sido em casas fechadas. Dessa vez queríamos inovar, então fizemos em um lugar aberto.

Guia da Semana: É notável a influência pop nas músicas de vocês. Por quê introduzir este estilo no pagode?
Sebá: Somos uma banda numerosa, temos sete integrantes, cada um com um gosto musical diferente. Lógico que todos gostamos de samba e pagode, mas também ouvimos outros estilo. Isso é a nossa marca, essa mistura de ritmos que faz a cara do Inimigos da HP. É por isso que o público sente a batida pop em nossas canções.

Guia da Semana: Muita gente critica o chamado pagode universitário. Vocês acham que se enquadram neste estilo?
Sebá: São alguns rótulos, mas a gente concorda com o pagode pop. Nós sempre fizemos algumas coisas diferentes. Em músicas que não eram pagode, introduzimos o ritmo, como Caça e Caçador. Tem a batucada, mas entra guitarra elétrica, triângulo de forró, sertanejo e eletrônica. E é isso que faz o nosso diferencial: não ter medo e nem preconceitos para inovar.

Guia da Semana: Por quê o nome Zoodstock?
Sebá: Zoodstock é o nome de uma música do DVD, que mistura e faz uma brincadeira com o épico do Woodstock com uma floresta que imaginamos. A canção conta a história de vários bichos desta floresta, com diferentes estilos musicais, que resolvem fazer uma festa. Mas no meio da festa, o homem aparece, e por sempre devastar o ambiente deles, os animais não querem o bicho-homem por lá. A canção traz esta mensagem de preservação e por isso o nome do DVD.

Guia da Semana: E a carreira internacional?
Sebá: Tínhamos shows marcados no Japão para 2008, mas por causa do nascimento do meu filho adiamos. Mas já é um dos projetos para o ano que vem. Aguardem!

Atualizado em 6 Set 2011.

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