Guia da Semana

Ângela Dip

A atriz, em entrevista exclusiva ao Guia da Semana, confessa que não tem vontade em interpretar papéis que já tenham sido feitos, seu negócio é criar!

Foto: divulgação


1) Como começou a sua história no teatro?
Eu era bailarina em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foi lá que tive os primeiros contatos com a arte. Participei de um grupo de criação e direção coletiva. Lá trabalhei com performance, figurino, música e texto. E desde então não parei mais.

2) Você já fez experimentou muita coisa em sua carreira. A maioria dos seus trabalhos hoje é cômica. Você prefere trabalhar com o humor?
Eu sempre digo que não quero fazer comédia porque é muita responsabilidade ter de fazer os outros rirem. Além disso, a piada muitas vezes é regional. Em alguns estados as pessoas não acham graça de algo que fez muito sucesso em outro lugar. É muito bom fazer os outros rirem, mas às vezes ficamos reféns da piada ou do riso. E isso acaba limitando o trabalho. Eu sei que alguns humoristas agradam a gregos e troianos. Mas eu sei que eu não. É porque eu me interesso muitas vezes por algo mais específico, mais absurdo. Em muitas piadas que eu faço as pessoas não gargalham, mas sorriem. É muito difícil contar uma piada, você não pode perder o volume, o tom, a intensidade, enfim, temos que ficar espertos porque se bate um vento a gente perde a piada. Eu prefiro o riso do que o aplauso.

3) Como é sua nova comédia Stand Up La Putanesca?
La Putanesca é uma Stand Up Comedy, mas mesmo assim eu inclui umas musiquinhas e fui evoluindo a idéia. Na verdade, no palco sou eu falando. Ouço besteiras de pessoas em relação ao assunto sexo e por isso ando com o meu caderninho para anotar o que eu escuto quando saio na rua, quando fico ligada em uma conversa de bar entre as pessoas. Eu tenho mania de anotar. Eu vou adaptando o texto com o passar do tempo. Antigamente se as pessoas não rissem de uma piada ficava me sentindo mal, mas hoje sou macaca velha. A comédia La Putanesca explora o universo feminino, ela conta histórias do cotidiano.

4) Na comédia O Casal De Segunda você sobe ao palco junto com Marcelo Mansfield. Vocês já fizeram muita coisa juntos. Quem mais são os humoristas atuais que você gosta ou gostaria de trabalhar junto?
Patrícia Gaspar, Flávia Garrafa, Cristina Bona, Camila Rafanti, Roney Facchini, Yara Janra, entre outros.

5) No que você se inspira para escrever, criar e incorporar novos personagens?
Então, eu sou uma pessoa muito observadora, que presta atenção nas pessoas, no cotidiano.Gosto dos atores/criadores que através de uma situação ou uma música, por exemplo, retratam o dia-a-dia através de uma obra de arte.

6) O que você acha dos programas humorísticos da televisão?
Eu tenho um problema que não assisto TV. Raramente a ligo. Mas o que sei é que os humoristas deste programas são muito bons, só ótimos comediantes. Eu sou uma pessoa que de riso difícil, por isso não acho muita graça no texto da televisão, no geral. Isso porque a linguagem dela é nivelada e você não pode florear muito então acaba ficando muito simples.

7) Quais são seus projetos para esse ano de 2008?
Por enquanto fico em cartaz com as comédias Um Casal De Segunda e La Putanesca. Em outubro, pretendo dar uma mudada e partir para um projeto pessoal, não será uma comédia como tenho feito, estou pensando em algo diferente.

Leia a resenha da peça Um Casal De Segunda

Atualizado em 6 Set 2011.

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