Guia da Semana

Anti-Flag e This is a Standoff

O Carioca Club não estava tão cheio - e deixou o público muito mais à vontade para cantar e dançar bastante

Foto: Thiago de Oliveira


Mais uma tarde e noite com punk rock & hardcore de qualidade no "pagodeiro" Carioca Club. This Is a Standoff (T.I.A.S) e Anti-Flag pisaram pela primeira vez em solo brasileiro na turnê que contou com shows em Porto Alegre, Curitiba e encerrou em São Paulo.

Banda formada pelos ex- Belvedere Steve Rawles (guitarra e vocal) e Graham Churchill (bateria), o This Is a Standoff é uma das bandas adoradas pela molecada de 20 anos de idade e que tem no próprio Belvedere uma das maiores influências do fast melodic hardcore.

Diferentemente do show do Rise Against no mês passado, a casa não estava abarrotada, o que tornou o evento agradável para todos - desde o moleque agitado querendo pogar (quando as pessoas se reúnem para dançar), moshar (quando uns caem por cima dos outros) até os mais velhos que preferem assistir o show tranquilamente em algum canto.

Pontualmente às 18h50, as cortinas se abriram e o T.I.A.S. entrou no palco mandando ver com as músicas Better Than All Of Us e You Won`t Pass, que também abrem (nesta mesma ordem), o primeiro disco dos caras, o Be Excited.

Seguindo com Graveyards e Where I Can`t Be Heard, o T.I.A.S. fez a galera cantar junto, verso a verso, além do mosh pit (grupo de pessoas dançando) que se formou no centro do Carioca Club. Sempre carismático, Steve Rawles fez a galera enlouquecer quando disse que o show em São Paulo tinha sido, até aquele momento, o melhor da turnê pelo Brasil (ele deve ter dito a mesma coisa nas outras cidades, não?).

O baixista Nick Kouremenos foi apresentado por Steve como Jesus "fucking" Christ, e é lógico que a galera adorou o apelido, inclusive fazendo coro com o nome do "salvador". Mais alguns petardos: Can`t Take Them All, Dream Beater (uma das minhas favoritas), e encerraram o show com a música Silvio, que acredito ser a mais conhecida (e também foi a mais pedida durante o show).

Steve e companhia se despediram do Brasil prometendo voltar no ano que vem, logo que for lançado o disco novo. A noite ainda não havia acabado, e agora era a vez da banda Anti-Flag mostrar seu punk rock engajado. Os shows da banda eram pra ter acontecido no ano passado, mas foram cancelados sem nenhum motivo divulgado.

Menos de meia hora de espera, abriram-se as cortinas para o início do show punk rock do Anti-Flag, que iniciou seu set com Rank-In-File e, na sequência, Fuck Police Brutality. A energia da banda era surpreendente: o baixista Chris subiu várias vezes na grade da galera, depois também chegou a dizer que o show de São Paulo estava sendo um dos melhores da história da banda (e essa afirmação, inclusive, foi postada pelo vocalista Justin Sane em seu Twitter).

Alguns sons em que a galera pogou muito foram: That´s Youth, Turncoat, Underground Network e Drink Drank Punk. Imensos circle pits foram abertos durante o show, e sem superlotação, foi um espetáculo sensacional. Quando tocou a música 911 for Peace, um fã subiu no palco e logo foi detido de uma forma um pouco bruta pelo segurança da casa. A banda parou a música, tirou o segurança e that`s Ok, it`s punk rock. Esse foi o estopim para que muita gente subisse no palco durante a música. O palco ficou completamente tomado por boa parte da galera.

Quando parecia que as surpresas haviam terminado, a banda se retira do palco e volta para o bis com a música Power To The Peaceful, mas montaram a bateria no meio da pista para que Pat Thetic tocasse no meio da galera. Também no bis, tocaram o cover de Clash, Should I Stay Or Should I Go. Fechou com chave de ouro este evento que, em todos os aspectos, foi sensacional. Bandas, público, todos saíram satisfeitos com certeza. O punk rock, o hardcore, os fãs, todos agradecem!

Leia as colunas anteriores de Thiago de Oliveira:

StreetLight Manifesto no Brasil?

Rise Against no Brasil

Dead Fish 20 anos - e beneficente

Quem é o colunista: Thiago de Oliveira, Thiagones.

O que faz: Tecnólogo em informática/desenvolvimento de sistemas, e músico quando me é permitido.

Pecado Gastronômico: Massa, molho e queijo!


Melhor lugar do mundo: O Meu Quarto.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Matisyahu Novo (disco Light), Snowing, Farside, I Shot Cyrus e algumas barulheiras.

Fale com ele: thiagoneshc@hotmail.com



 



Atualizado em 6 Set 2011.

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