Guia da Semana

As vozes por trás das vozes

Vale tudo para cantar: fazer teatro musical, banda de programa de televisão, MySpace. Vale até cantar na banda do irmão.

Tatiana Parra já cantou pop, rock e mpb

Teatro musical, jingles, pé na estrada e muito trabalho. Por trás dos holofotes sob os quais brilham bandas aclamadas pelo público, há os backing vocals. São cantores que fazem coro, ajudam na gravação de CDs e encorpam as apresentações ao vivo. Mesmo longe das manchetes e ainda sem o assédio do público, com muita criatividade esses artistas tocam a carreira.

A cantora Tatiana Parra é um bom exemplo. Paulistana, começou a cantar aos 5 anos de idade e, desde então, não parou mais. Em seu MySpace, que já registra mais de 85 mil acessos, é possível ouvir um pouco do seu som "verdadeiro".

Em mais de 20 anos de carreira, Tatiana sempre trabalhou com diferentes gêneros. Do pop da dupla Sandy & Júnior ao som caliente do Buena Vista Social Club, passando pela MPB de Jane Duboc e Toquinho, André Abujamra e o rock de Rita Lee. "Eu atuava como backing vocal, que é desafiador! Foi uma bela escola, técnica e pessoal, pois, para melhor servir à cada trabalho, precisava me despir um pouco de mim e estudar as peculiaridades de cada linguagem".

Depois de duas décadas apenas absorvendo influência de tanta gente, a cantora conta que "sentiu necessidade de registrar idéias num CD, fazer shows". Dessa forma, o caminho pela frente é longo. "Arrumar dinheiro pra gravar o disco, descolar tempo para criar e desenvolver uma estética que expresse o que quero no momento e democratizar o acesso do publico aos shows".

Na televisão
Outra oportunidade de trabalho para cantores fora do circuito são bandas de programas de televisão. Graça Cunha, integrante do grupo vocal da banda Altas Horas, da Rede Globo, luta para divulgar seu 1º álbum solo, De Virada. Definindo seu som como "bem brasileiro, bossa, jazz e pop", a cantora conta que "sentiu que chegou a uma maturidade musical e essa é a hora de lançar o trabalho", após 8 anos como vocalista da banda Mo´Jama e trabalhar como backing vocal para Patrícia Marx, gravar jingles e teatro musical. "Me considero sortuda, pois nunca precisei fazer coisas que não gostava apenas para sobreviver, então sempre gostei das minhas participações". Respeitando todos os artistas, afirma que não participaria de coisas "muito funk do Rio ou estilo banda Calypso".

Graça Cunha faz parte da banda Altas Horas desde 2005

Trabalhar com jingles também foi importante, segundo a cantora: "Quando você canta, precisa fazer algo com a sua cara. O jingle, não! Você está a serviço do produto, e não aparece a Graça cantando". Apesar das dificuldades, o trabalho longe dos holofotes é prazeroso e "dá pra viver disso, sim. Com criatividade e correndo muito atrás, dá para ganhar bem e fazer carreira longe do circuito... Com um pouco de sorte, né?", completa a cantora com uma risada. E ela ainda deixa um recado para quem quer tentar a carreira musical: "não tem rótulo, não tem preconceito. Tem que gostar de música bem feita".

Do rancho fundo
Um dos gêneros que mais vende CDs no país, o sertanejo também tem histórias. Ana Paula Félix, irmã de Bruno, da dupla Bruno & Marrone, está atualmente na gravação de seu segundo CD. Ou primeiro? "Na verdade é o segundo, mas com gostinho de primeiro. Fiquei 14 anos trabalhando com Bruno & Marrone e lancei meu primeiro trabalho solo há 5 anos, porém sem poder divulgar, fazer shows, acho que por isso não deu certo. Agora que estou há um ano como artista solo, poderei me dedicar." O álbum já está em fase de finalização e deve ser lançado até o fim do ano.

Um dos pontos decisivos para a saída da banda do irmão foi o lançamento do ensaio na Revista Sexy, em setembro de 2007. "Eu teria que ficar longe por dois meses. Com isso, a idéia de sair da banda e aproveitar para investir na carreira solo ganhou força". O estilo é diferente do sertanejo romântico: são músicas mais pra cima, com pitadas de reggae e axé.

Da mesma forma que Tatiana Parra e Graça Cunha, Ana Paula também já fez outros trabalhos: "Até banda de Pop Rock eu já tive, mas durou só uns dois meses". Adepta da filosofia de quem "fazendo o que gosta, sai bem feito", ela afirma que "não conseguiria cantar algo que não gosta".

Atualizado em 1 Dez 2011.

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