Guia da Semana

Ator, diretor e autor teatral: Pedro Brício

Artista comenta as cinco indicações de seu espetáculo do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro


Por Thiago Kaczuroski


Confira aqui a resenha da peça A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica.

A comédia A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica chega aos palcos paulistanos no dia 11 de março, no Teatro do Sesc Santana. O diretor do espetáculo, Pedro Brício conversou com o Guia da Semana de sua casa No Rio de Janeiro e falou sobre a expectativa de se apresentar em São Paulo e sobre as cinco indicações ao prêmio Shell.

Pellica, dono de uma confeitaria decadente, é o protagonista da história, que tem como foco principal um concurso de tortas que é a grande esperança para que o confeiteiro volte aos seus dias de glória. Nos cinco atos do espetáculo, o diretor e dramaturgo segue o modelo de comediógrafos clássicos da Europa dos séculos XVII e XVIII, como Molière, ou Goldoni, dando uma visão mais brasileira e atual.

A peça foi sucesso de público e crítica, e concorre em cinco categorias do 18º Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, figurando como o espetáculo com maior número de indicações: melhor autor (Pedro Brício), melhor diretor (Pedro Brício), melhor figurino (Rui Cortez), melhor iluminação (Tomás Ribas) e melhor música original (Felipe Rocha). Brício afirma que as indicações " deram mais visibilidade à peça. A temporada no Rio de Janeiro foi curta, então muita gente acabou não assistindo. Depois de apresentar em São Paulo, queremos voltar pro Rio, e aí atrair mais gente para o espetáculo".

A Incrível Confeitaria... foi escrita em fevereiro de 2003, e depois de dois meses já estava ensaiada, pronta para ser apresentada. Para as sessões de São Paulo, está presente o mesmo elenco, que fica no Rio de Janeiro, e só vem para a capital paulista nos finais de semana " todo mundo trabalha aqui (Rio de Janeiro) em outras coisas, tem filhos, família, cachorro, papagaio. A gente tem ido só para os espetáculos mesmo".

Brício acha o público de São Paulo um pouco mais acostumado a ir ao teatro. " Aqui no Rio, a comédia ainda é o forte. Coisas um pouco mais experimentais ainda enfrentam alguma resistência. Já em São Paulo, a audiência está mais acostumada a ver coisas diferentes, tem um grau de informação mais sofisticado", conta o autor e diretor, que já esteve nos palcos paulistas como ator (nas peças A Morte do Caixeiro Viajante e Volúpia).

Após a temporada da peça no Sesc Santana, Pedro pretende voltar aos palcos cariocas com mais uma temporada de A Incrível confeitaria e já tem planos para o futuro: dirigindo O Fim do Jogo, de Samuel Beckett, e com o espetáculo que está escrevendo atualmente, chamado Aeroporto Babel.

Atualizado em 10 Abr 2012.

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