Guia da Semana

Com o spray na mão

Osgemeos comentam sobre o processo conjunto de suas criações

Fotos: Leonardo Filomeno e Nathalya Buracoff


Guia da Semana: Como se dá o processo criativo de vocês?


Gustavo Pandolfo:
Vem sempre da improvisação. Na maioria das vezes a gente mistura o surreal com o real. Às vezes só nos inspiramos na parte lúdica, mágica, sem nenhuma relação com a realidade. Em compensação outros desenhos são um retrato da própria realidade.

Guia da Semana: Como vocês combinam a divisão na hora de compor o desenho?


Gustavo:
A gente não combina, vai rolando naturalmente. Temos uma sintonia muito grande. Talvez pelo fato de trabalhar juntos por tanto tempo. A gente desenha junto desde moleque, então já sabe o que o outro quer fazer, é só chegar e desenhar.

Guia da Semana: Que critérios vocês utilizam para escolher os locais que vão abrigar os desenhos de vocês?


Gustavo:
Depende. Quando é um muro nas ruas de São Paulo, a gente sai em busca de um lugar deteriorado, que está precisando de um trabalho. Mas atualmente recebemos muitos convites, vários projetos que nos chamam para trabalhar, em prédios e fachadas.

Guia da Semana: Como vocês tentam se manter originais, já que atualmente são tidos como referência?

Gustavo:
Eu não me preocupo com isso, nem se tem alguém copiando. A gente já tem o nosso estilo. Independentemente de copiarem ou não, é isso o que fazemos. Se alguém copia para aprender, tudo bem, eu acho que é normal. De repente, o cara copia para aprender mas depois pega outra vertente, sai fora. Isso é fase. Pior é quem quer tirar proveito disso. O cara fotografa e usa para uma publicidade, ou então para uma campanha. Isso,sim, é vergonhoso.

Guia da Semana: Que dica vocês dariam para quem está começando no grafitei?


Gustavo:
Em primeiro lugar acreditar no que você faz. Não fazer por moda ou porque o outro faz, e sim porque você realmente precisa dizer alguma coisa através da sua pintura. Encontrar na arte, na pintura, ou no grafite, a veia, o instrumento que você precisa para falar o que sente. Acho que é isso o que te mantém vivo.

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Atualizado em 6 Set 2011.

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