Guia da Semana

Consumo, atração e arte

Souvenires, roupas, peças de design e decoração, jóias e acessórios fazem parte da gama de variedades do comércio em museus e centros culturais

Foto: Shopmam


Se antigamente visitar museus se restringia a contemplar obras primas de artistas consagrados, hoje o passeio é bem mais completo. O público aproveita a abundância de produtos que as lojinhas instaladas nesses estabelecimentos oferecem e faz do consumo um programa cultural.

A princípio, as lembranças estavam diretamente vinculadas ao nome do museu ou à alguma obra que estivesse exposta. Agora é possível encontrar de tudo, desde chaveiros, ímãs, canetas, lápis, borrachas - os souvenires de sempre - até roupas, artigos de decoração, peças de designers famosos, bijuterias, louças, jóias e acessórios com ou sem o emblema do lugar.

Foto: Havaianas MAM R$ 24, Anel Betty Feffer R$ 1180
Brincos Acapulco R$ 407, Vasos Vera Souto R$ 550


A maior loja do setor é a Shopmam, que nasceu dentro do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São mais de quatro mil itens à venda. Atualmente já existem três filiais na capital paulista, uma no Shopping Iguatemi, uma no Villa-Lobos e outra no próprio museu, além de um stand na Casa Cor anualmente. A coordenadora do Shopmam, Solange Leite, explica que essas lojas são hoje lucrativas, mas também têm como foco contribuir para a manutenção e divulgação do museu.

Outra lojinha bastante requisitada pelo público é a do CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil. De acordo com o gerente de comunicação do Centro Cultural Banco do Brasil Rogério Campos, os objetos encontrados não têm necessariamente uma relação com as de exposições, embora existam linhas de produtos que o tema de algumas exibições. "Buscamos sempre a diversidade na oferta de produtos, com temas ligados à arte e cultura."

Foto: CCBB


Quem passou pela lojinha do Masp - Museus de Arte de São Paulo nos últimos meses percebeu que ela está fechada. O encerramento das vendas é temporário já que, segundo a assessoria de imprensa, desde sua fundação, há 60 anos, a loja fornecia nota de doação para os clientes que faziam suas compras e, no entanto, houve um pedido do Ministério Público para que a loja passasse a oferecer nota fiscal. Por conta disso, a situação está sendo regularizada. A equipe promete a reabertura da loja para o mês de junho e afirma que entre os produtos encontrados estarão livros de arte, catálogos de exposições, artigos de decoração e souvenires do museu.

O aumento da freqüência nos museus e centros culturais brasileiros nos últimos cinco anos é um dos fatores que aqueceu o pólo do comércio cultural. De acordo com o diretor do departamento de museus e centros culturais do IPHAN, José do Nascimento Junior, em 2003 14 milhões de pessoas visitaram as casas culturais do país e em 2007 o número chegou a 21 milhões. "Certamente o aumento do fluxo de pessoas impulsiona as vendas e exige, cada vez mais, qualificação e uma variedade maior de itens".

Confira uma lista dos museus que acomodam charmosas lojinhas em São Paulo:
Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, centro,
Telefone 3113-3652, Metrô Sé
Instituto Moreira Salles
Endereço: Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, Telefone 3825-2560.
Shopping Frei Caneca, Telefone 3255-8816
MAC
Endereço: Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária, Telefone 3091-3039;
MAM
Endereço: Parque do Ibirapuera, portão 3, Telefone 5549-9688, mais três
endereços;
Masp
Endereço: Avenida Paulista, 1578, Telefone 251-5644, Metrô Trianon-Masp; Oca, Parque do Ibirapuera, portão 2, Telefone 3253-5300;
Pinacoteca do Estado
Endereço: Praça da Luz, 2, centro, Telefone 229-9844.

Atualizado em 6 Set 2011.

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