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Cultura democrática

Com o intuito de divulgar diferentes tipos de expressões artísticas, a Funarte de São Paulo reabre suas portas com a proposta de se aproximar da comunidade local

Foto: Divulgação

A fachada da Funarte ganhou uma nova cara após a reforma

Fechada parcialmente desde dezembro de 2007, a Funarte de São Paulo reabriu suas portas no começo de maio, agora de cara nova. O espaço acabou de passar por grande reforma, que expandiu e modernizou um dos principais centros de artes cênicas, visuais e musicais da cidade. Fundado em 1978, no bairro Campos Elíseos, o espaço volta a funcionar com a proposta de receber mais eventos segmentados para a comunidade local da região, através da interação entre diferentes formas de arte.

O que continua

Os antigos frequentadores não precisam sentir nenhum receio das mudanças, que conservou a infraestrutura básica do local. Desse modo, a Funarte continua com dois teatros, cinco salas de exposição, livraria online, sala de vídeo, espaço virtual e biblioteca, em um espaço com cerca 2.500 m², divididos em sete galpões datados do início do século XX, que se estendem da Alameda Nothmann à Rua Apa.

As cinco salas de exposição continuam homenageando celebridades da cultura brasileira, com os nomes de Galeria Mário Schenberg, Ala Jorge Mautner, Espaço Almeida Salles, Sala Universal e Espaço Darcy Ribeiro. Em todas elas serão exibidas exposições de artistas regionais durante o ano. Na Galeria Mário Schenberg, por exemplo, acontece o Projeto Galeria de Ocupação, no qual os artistas selecionados produzem as obras em tempo real, interagindo com o público.

Foto: Divulgação

Visando a democratização cultural, o espaço passará a divulgar editais

A livraria virtual também continua operando normalmente. Considerada um dos projetos mais vanguardistas do espaço, ela disponibiliza cerca de 800 títulos editados pela instituição, de diversas editorias, incluindo teatro, dança, ópera, circo, artes plásticas, fotografia, cinema, vídeo e muitos outros. Entre as raridades encontram-se vídeos dos primórdios do cinema nacional, partituras e coleções de CDs remasterizados.

O que muda

Dividido em seis setores diferentes, o galpão agora conta com equipamentos de som e luz mais modernos, para dar mais vida às manifestações artísticas ali realizadas. De acordo com a atriz Esther Góes, coordenadora do espaço, as mudanças aconteceram com o objetivo de estreitar a relação com a comunidade. "Queremos transformar os espaços em um lugar onde é possível trocar experiências, realizar debates e discussões sobre arte, dança e música, atrelando isso a muitas oficinas culturais".

Por essa razão, os ingressos para os espetáculos estão sendo vendidos a preços populares, enquanto as demais atrações, como mostras, são gratuitas. Segundo Esther, isso proporciona um ambiente informal, que favorece a inovação das artes contemporâneas, reforçada por uma releitura da programação do local. "Queremos mostrar uma programação que traga cada vez mais novidades ao público. Nosso objetivo é evoluir nas atividades experimentais, com muitas participações de artistas de diferentes meios e o principal, envolvendo a comunidade", afirma.

Nova programação

A ocupação dos espaços vêm sendo feita por meio de curadorias, mas a instituição já anuncia que pretende preparar editais, que serão divulgados em breve. A ideia é que diversos grupos possam utilizar as salas de forma justa. Até lá, o público pode conferir algumas atrações especiais para o mês de reabertura, como a reestreia dos espetáculos Calendário de Pedra (com Denise Stoklos), Maria Peregrina (com a Cia. Teatro da Cidade), seis apresentações musicais (popular e de câmara), teatro infantil e oficinas culturais. A programação completa pode ser conferida no Site Oficial da Funarte.

Histórico
Órgão do Ministério da Cultura, A Fundação Nacional de Artes (Funarte) abrange diversos tipos de manifestações artísticas nacionais, da música erudita ao picadeiro. Para isso trabalha no incentivo da produção cultural, através da capacitação de artistas, com desenvolvimento de pesquisas e a formação de público. A unidade paulistana foi marcada, sobretudo, pelas manifestações musicais, revelando nomes como Zizi Possi, Tetê Espíndola, Ângela Rorô, Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé e Chico César.


Atualizado em 6 Set 2011.

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