Guia da Semana

Dia Mundial do Rock

Saiba algumas curiosidades do dia mais festejado do ano pelos roqueiros de plantão


Por Gabriela Guimarães


Foto:
Divulgação

Banda de heavy metal Judas Priest

10 de setembro de 2011. Esta data marca mais uma passagem do grupo de heavy metal Judas Priest ao Brasil. Porém, Vinte e seis anos antes, a banda liderada pelo cantor Rob Halford subia ao palco do JFK Stadium, Filadélfia, no dia 13 de julho de 1985. O festival do qual participava era o Live Aid, idealizado e produzido pelo ex-vocalista da banda de rock britânico Boomtown Rats, Bob Geldof e do guitarrista e compositor Midge Ure. A partir deste concerto, que reuniu artistas consagrados da música internacional, nascia o Dia Mundial do Rock.

Resultado do bom índice de vendas do single Do They Know It´s Christmas?, que trouxe as maiores vozes da música inglesa e irlandesa, o Live Aid tornou-se a extensão desse sucesso. Primeiro festival de grande porte já realizado, foi transmitido simultaneamente entre Londres e Filadélfia, além de pequenos shows em Moscou, Japão e Sydney. O objetivo das mais de 16 horas de shows era o de arrecadar doações para a faminta população da Etiópia. Mesmo sofrendo algumas críticas, Geldof conseguiu mobilizar o mundo para esta questão e arrecadou cerca de 150 milhões de libras.

Entre os destaques do palco montado no estádio Wembley, o Queen foi considerada a melhor atração, ovacionada pelo público presente e por telespectadores dos quatro cantos do planeta. Em canções como We Will Rock You e We Are The Champions, Freddie Mercury levou a plateia ao delírio. Outro ponto alto do espetáculo foi a participação de David Bowie interpretando o hit Heroes, que dedicou a seu filho e a todos os filhos do mundo.

 
Foto: Divulgação

Banda Queen nos anos 80

Naquele ano de 1985, o U2 começava a despontar em sua carreira internacional, tornando-se uma das maiores bandas da atualidade. À época do Live Aid, acreditava-se que Bono Vox teria descido do palco para dançar com uma fã, o que acarretou na diminuição do tempo de show deles. Porém, em 2005, a mesma garota deu um depoimento afirmando que Bono salvou sua vida, pois estava sendo esmagada pela multidão que se aglomerava na frente da grade de proteção. Como penúltimo artista da noite de Wembley, o ex-beatle Paul McCartney teve problemas com o microfone e mal pôde ser ouvido ao cantar Let it Be. O encerramento ficou por conta da Band Aid, reunindo novamente os músicos da canção Do They Know It´s Christmas?.

No estádio JFK (EUA), os shows marcantes foram de Led Zeppelin, Crosby, Stills, Nash & Young, Bob Dylan em parceria com Ron Wood e Keith Richards, dos Rolling Syone. Durante esta apresentação, uma das cordas da guitarra de Dylan quebrou e Ron Wood emprestou a sua. Enquanto esperava por outra, Ron Wood animou a plateia simulando tocar um instrumento imaginário, imitando os trejeitos de Pete Townshend, do The Who. Ainda compondo a lista de shows desse palco, Mick Jagger realizou um duo pra lá de sensual com a Rainha do Pop Tina Turner. Para terminar a noite, os integrantes do projeto USA for Africa, capitaneados por Lionel Ritchie, cantaram o sucesso We Are The World.


Foto: Divulgação

Reunião do Pink Floyd em 2005, no Live 8

É por fatos como este que, em julho de 2005, Bob Geldof organizou mais um evento, ocorrido nos países que compunham o G8 e África do Sul, o festival Live 8. Além de marcar o 20º aniversário do Live Aid, a megafesta foi exibida por mais de 140 canais de televisão e cerca de 400 estações de rádio. No Brasil, a MTV transmitiu mais de dez horas de shows. Mais uma vez, Geldof levantou os problemas de miséria na África e tentou conscientizar o público sobre a importância de exigir o fim da pobreza deste continente. Em relação à música, o grupo mais esperado do dia foi o Pink Floyd, pois desde 1981 eles não tocavam com sua formação clássica, que incluía o baixista e vocalista Roger Waters. Nesta edição, o espetáculo também aconteceu na África do Sul, em Joanesburgo, com apresentações de artistas locais.

 

Atualizado em 14 Set 2011.

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