Guia da Semana

Diversão de gente grande

Voltada aos adultos, a toy art abocanha espaço entre os amantes de moda, design, arte e, claro, brinquedos


Foto: Monstro Coisa/Divulgação

Em 1998, o então desconhecido Michael Lau customizou 101 bonecos GI Joe com roupagem hip hop, correntes, jeans e os levou para uma mostra de brinquedos em Hong Kong. As peças foram as que mais chamaram a atenção no evento. A ideia de Lau reverberou em diversos cantos do mundo e é tida por muita gente como o pontapé inicial do que hoje é conhecido como toy art. Ao lado do artista da ilha chinesa, nomes como James Jarvis, Eric So, Tim Tsui e Jason Siu estão entre os precursores do conceito que mescla design, moda, arte e, claro, brinquedos.

Os efeitos da iniciativa pioneira de Lau ainda podem ser sentidos na forma como boa parte dos toys são produzidos no exterior. As peças importadas costumam ser  idealizadas tendo por base materiais como plástico, resinas e vinil. Talvez por isso no exterior a arte também seja conhecida como urban vinyl. Por aqui, as matérias-primas mais utilizadas são tecidos de diferentes texturas e enchimentos como a lã de acrílico antialérgica, o que torna possível a confecção artesanal das peças. Mas também é possível encontrar toys de madeira, metal e até mesmo de papel e papelão.

Apesar do nomes, os toys em questão não são brinquedos como os que conhecemos convencionalmente. Consumidos por gente que já passou da idade de brincar, esses objetos exigem cuidado e muitas vezes são tidos e tratados como obras de arte.

Monstro Coisa

Foto: Monstro Coisa/Divulgação

Na ativa desde 2007, a Monstro Coisa, de Lílian Fonseca, utiliza os tecidos e enchimentos como principais materiais para as suas criações. Com clientes como Coca-Cola, Axe, Roche, a agência de internet Gringo.nu, a grife A Mulher do Padre e muita gente comum, Lílian dá acabamento manual a cada um dos toys que produz. Com experiência no mundo da moda e influenciada pela estética de Tim Burton, ela entrou para o universo quando passou a costurar seus próprios desenhos. Marcados pelas cores fortes e vivas, seus bonecos vêm participando de exposições e conquistando o seu espaço na toy art brasileira.

Madame Trapo

Foto: Madame Trapo/Divulgação

A paulista Glá Quicolli, que responde pela marca Madame Trapo, confecciona toys desde 2005. Como inspiração tem o imaginário lúdico, que é traduzido através da diversidade de cores e modelos de suas peças, que ressaltam as texturas, estampas e macetes típicos da matéria-prima com que trabalha: o tecido. A Madame Trapo resgata as características artesanais de um tempo que já se foi para desenvolver produtos, mas sempre aliada a uma estética tipicamente contemporânea.

Josh Finkle

Foto: Josh Finkle/Divulgação

De encontro ao padrão gringo, o designer estadunidense Josh Finkle criou uma série em madeira que vem chamando a atenção no mercado internacional. Intitulada Extinct Toys, a coleção retrata animais que estão se extinguindo rapidamente. Utilizando técnicas de marchetaria, o conjunto conta com roedores e mamíferos aquáticos que são transformados em toys com traços simples que sintetizam as principais características das espécies. A série se destaca também pelas embalagens que, além da caixa de papelão, vêm com uma outra de base de madeira e um vidro ovalado que cobre as peças, servindo assim como expositores.

James Jarvis

Foto: Divulgação

Nascido em Londres, James Jarvis começou sua carreira como ilustrador. Mas só se tornou mundialmente conhecido quando produziu o icônico Martin, boneco que o ajudou a se tornar um dos mais notáveis criadores da toy art mundial. Ele ainda produz quadrinhos e ilustrações e as pesquisas para esses trabalhos também influenciam na criação de seus bonecos, todos produzidos em plástico. Em 2003, em parceria com Russel Waterman e Sofia Prantera, Jarvis criou a Amos, que promove e vende os toys.

Onde comprar

Em São Paulo, há algumas casas que vendem toy art. Entre elas, a Coisas da Doris, que fica nos Jardins, a Japonique, na Vila Madalena, e a Sorriso do Gato, que fica na rua Comendador Miguel Calfat, 295, no Itaim Bibi.  O telefone é (11) 3044-1614. No Rio, uma das opções é a Lovemark, que fica na Avenida das Américas, 7607 ou informações pelo telefone (21) 3325-1552. A Artefatos Extraordinários é uma das opções para quem quer comprar toy art em Brasília, a loja fica no CLN 102, Bloco B, Loja 56. Para falar com eles é só ligar para (61) 3326-3504.



Atualizado em 6 Set 2011.

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