Guia da Semana

Divertimento à beira do abismo

Definição do autor e diretor para o musical Havana Café

Por Douglas Brito




Entrar no Avenida Club às quartas-feiras pode ser a chance de voltar no tempo e se encontrar em um típico cabaré europeu dos anos 30. Muitas mulheres dançando, música, bebida e todo um realismo dado pelo diretor Luiz Fernando Lobo no musical Havana Café, que estréia nesta quarta, 11, em São Paulo e fica até 29 de junho.

Baseado na obra do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, o espetáculo tem a intenção de descontrair e conscientizar. "Diversão não pode ser sinônimo de alienação. A nossa idéia é divertir, mas sem alienar", explica o diretor. A parte política da peça é de suma importância para ele, pois a capacidade do teatro em divertir e atingir as pessoas é muito grande. "Discuto sobre questões contemporâneas como a alienação do homem, a necessidade da ilusão e do sonho como mercadoria. Sempre buscando que o espectador tenha um novo olhar sobre cada coisa".

O espetáculo aproxima público e platéia, já que os artistas andam entre as mesas e passam toda a veracidade com o perfume, cheiro de charuto e cigarro. Além disso, as bebidas usadas na apresentação são divididas com o público. "É um espetáculo para se assistir com os sentidos abertos", diz Lobo ao se referir às surpresas da montagem.

Quando questionado sobre a diferença entre a platéia paulista e a carioca, Lobo admite que o público de São Paulo é mais sério, mais específico, mas ele não espera muito pelas pessoas acostumadas ao teatro tradicional. "A gente vai trazer talvez um público interessado em um outro tipo de teatro".

Para finalizar, Lobo dá a dica e define o musical Havana Café: "Divertimento à beira do abismo, é pensar um pouco o mundo contemporâneo se divertindo". Para você que ficou curioso e quer saber mais sobre o espetáculo, veja a resenha. Aqui!

Atualizado em 6 Set 2011.

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