Guia da Semana

Do gueto ao topo

Rappers americanos esbanjam dinheiro e lançam a moda do "livre consumo"

Diddy esbanja jóias e se destaca no mundo dos rappers milionários
Foto: divulgação

Década de 70. O hip-hop ou ato de saltar o corpo movimentando os quadris (em português) desponta como movimento cultural liderado por negros nas ruas de Nova Iorque, Estados Unidos. Na época, era considerado o único meio da periferia e guetos expressarem suas dificuldades e necessidades. Hoje, ser um astro do hip-hop é um negócio para lá de atraente. Prova disso é a quantidade de dinheiro que os ícones do gênero esbanjam por aí. Eles são simplesmente milionários, bem vestidos e dominam a cena musical de boa parte do mundo, inclusive entre as classes A e B.

Quando o assunto é gastar dinheiro, eles não são nada tímidos. Em um dia ensolarado destes, por exemplo, o empresário de hip hop Russel Simmons, fundador de um dos selos mais influentes do rap norte-americano, o Def Jam, encomendou uma Hello Kitty pra lá de valiosa. A gatinha branca possuía "apenas" nove quilates de diamantes.

Simmons não é o único representante da onda do "livre consumo". Ao lado dele está o rapper Big Boi, do Outkast. O cara celebrou seu aniversário de 30 anos em três dias, em três diferentes danceterias e gastou US$ 215 mil.

Foto: divulgação

Por falar em assoprar velinhas, a musa Beyoncé (acima), ao completar 23 anos, ganhou um presente e tanto do namorado Jay-Z. O músico de rap impressionou-a com uma performance de US$ 550 mil na famosa casa noturna de Nova Iorque, The Soho House. A balada foi decorada com esculturas de gelo feitas à mão e uma piscina olímpica de mármore. Jay já produziu um disco de Mariah Carey, criou a gravadora Roc-A-Fella e tem uma fortuna estimada em US$ 286 milhões.

O Tio Patinhas do rap pode ficar tranqüilo em relação a golpes do baú por parte de Beyoncé. Há um tempo, sua concubina pagou em um casaco com revestimento de chinchila a cifra de US$ 25 mil.

Quando o assunto é roupa, eles barbarizam. O rapper Winner West ama tanto a sua sunga de US$ 3 mil dólares, que resolveu comprar mais cinco. E entre todos os gastadores, não há quem se compare ao músico Ludacris, que torrou aproximadamente US$ 15 mil em 50 pares de tênis, de uma só vez.

Outro quesito de tirar o fôlego de qualquer rapper americano é automóvel. Ao comprar seu Bentley (carro de luxo britânico), Foxy Brown pagou US$ 200 mil. Mas, Fat Joe é imbatível: comprou 30 Escalades, um para cada uma de suas casas. A conta final foi superior a US$ 1,6 milhão.

Entre os milionários há sempre aquele que adora dividir a fortuna com seus amigos, pelo menos essa é a regra que funciona para Diddy (ao lado). Para comemorar seus 35 anos, o cara fez uma festa no badalado New York Cipriani´s. Entre os convidados VIPs estavam Paris Hilton e Janet Jackson. O saldo final foi de US$ 3 milhões! Detalhe: isso não é nada para ele. O rapper é tão rico que adora distribuir relógios caríssimos. Foi assim durante a cerimônia em uma premiação dos melhores da MTV, em Miami. Sem mais nem menos, Diddy tirou um exemplar do pulso e ofereceu a uma pessoa da platéia.

A fortuna do rapper empresário está avaliada em US$ 315 milhões. De onde vem tanto dinheiro? A resposta é simples: Diddy tem a própria gravadora, a Bad Boy Records, a própria grife, já foi garoto-propaganda da Pepsi e de um creme antiacne. E mais uma fofoquinha: o americano já namorou Jennifer Lopez e a lançou como cantora no mercado.

Foto: divulgação

Seguindo o lema: "dinheiro é para torrar", o rapper 50 Cent (acima) extrapolou. Para comemorar seu aniversário, ele contratou uma equipe para construir, dentro de sua mansão, um espaço para receber os amigos com direito a palco, sala de jogos, balanços para strippers e bar abastecido com uísque e espumantes. Depois da festa, tudo foi desmontado.

Estes figurões do hip hop internacional faturam mais em um dia do que a maioria da população ganha em uma vida. "Essa realidade é restrita aos norte-americanos que produzem essas melodias comerciais. Aqui no Brasil é diferente. Tem gente que não tem dinheiro para gravar um disco. Somos todos pobrinhos (sic)", comenta o brasileiro Rappin Hood, um dos pioneiros do movimento hip-hop no país.

Foto: divulgação

Na terra do tio Sam, os cachês são gordos. Só para cantar uma melodia em uma igreja, o cachê de Kanye West (acima) foi de US$ 30 mil. Usher ganhou US$ 450 mil por cada apresentação na turnê pelos Estados Unidos. E, a pop star Beyoncé recebeu US$ 4,5 milhões da Tommy Hilfiger para colocar seu belo rosto na nova fragrância do perfume True Star.

Todo este glamour não fica restrito apenas ao mundinho dos rappers, ele se reflete também nas classes econômicas A e B do Brasil. Uma turma chique adotou o rap como cultura, com direito a roupas sensuais e exibição de ouro, no estilo conhecido como ´´ghetto chic´´. Tal moda fez a cabeça de Negra Li. A artista, que recentemente participou da série e filme Antônia, adotou o jeito "Beyoncé de ser", esbanjando vestimentas de grifes. "Não acho que a forma de se vestir descaracteriza o hip hop nacional. A minha amiga Negra serve de espelho para a maioria das minas (sic) da periferia. Ela venceu na vida e merece tudo isso", comenta Rappin Hood. Quem não gosta de se sentir como um rapper americano, pois, afinal, eles têm ou não têm tudo?

Leia também:

CNN da periferia: um balanço sobre o hip hop nacional

Atualizado em 6 Set 2011.

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