Guia da Semana

Eletrônico, acelerado e com um toque de rock

Novo CD de Marcelo D2 chega às lojas com uma temática mais romântica e apostando nos riffs de guitarra

Fotos: Divulgação

"Está na hora de levantar e escrever a própria história". É com essa frase que o rapper Marcelo D2 define o álbum A Arte do Barulho. O disco traz 12 faixas inéditas, marcando sua estréia na gravadora EMI. Após quinze anos de carreira, o compositor, que já foi preso por apologia as drogas e teve shows cancelados, virou um dos queridinhos da mídia, estabelecendo parcerias com grandes nomes da MPB. Sem se preocupar com o que estão pensando sobre ele, D2 chega agora em uma nova fase, onde pretende apenas deixar que as pessoas contem a sua história.

Origem

A partir da faixa-título, Arte do Barulho, Marcelo D2 enxergou uma conexão entre as músicas, em um discurso comum, que acabou dando a cara do disco. Outro destaque fica por conta do hit Desabafo, primeiro a ficar pronto. É uma regravação de Deixa eu dizer, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro. Algumas rádios de MPB aproveitaram o momento para tocar a gravação original, de 1973. "Nas letras o discurso foi um pouco mais de relacionamento, coisa que há um tempo atrás eu tinha receio, achava piegas falar sobre isso e nesse disco eu resolvi botar para fora. Aqui estou mais preocupado com a música e não só com o discurso".

Mais barulhento

Para os que esperavam mais um disco de hip-hop com a levada de samba, como nos seus dois últimos álbuns - À procura da batida perfeita (2003); e Meu samba é assim, (2006) - D2 surpreende, apresentando um ritmo mais eletrônico e acelerado. Embora ainda presente em algumas faixas, o samba fica de lado para a introdução de elementos da bossa nova, sons africanos, funk e principalmente rock. O último, resgatado de seus tempos de Planet Hemp."A idéia era fugir um pouco do samba para não cair na mesmice. Queria dar uma coisa nova para aqueles que estão me ouvindo", ressalta Marcelo.

Fotos: Divulgação

A produção demorou quatro meses e foi concluída na Califórnia, Estados Unidos. Nas faixas, o público percebe o uso versos consagrados em álbuns anteriores. Todas elas trazem a presença de artistas de vários estilos, como Seu Jorge, Mariana Aydar ( Fala sério!); Thalma de Freitas ( Ela disse); Zuzuka Poderosa ( Meu tambor) e Roberta Sá ( Minha missão)".

Já a canção Atividade na laje, conta com a presença de Stephan Peixoto, filho de D2, que aparece como novamente como parceiro e convidado, após sua participação em À procura da batida perfeita, na música Lodeando. "Ele tem a banda dele (Start) que faz e cria músicas com os amigos. Me ajudou bastante nesse álbúm, fizemos os coros, escrevemos junto algumas letras. Mesmo assim, meu desejo maior é que ele seja feliz fazendo o que for".

Público e turnê

Conhecido inicialmente por um público contestador e segmentado, D2 atingiu o mainstream nos últimos tempos, buscando referências em estilos aparentemente opostos. É com essa fórmula de pluralidade que ele espera continuar atingindo cada vez mais pessoas, sem preconceitos. "É difícil a gente falar qual a cara do Brasil, preto ou branco. Tem o batuque do samba, mas também o piano do Tom Jobim. É um país tão plural que a gente não pode ficar preso em classes".

E para os fãs que quiserem conferir a turnê de A arte do barulho, ela só acontecerá no ano que vem, entre o final de janeiro e o início de fevereiro. A primeira apresentação ao vivo será aberta ao público e deve ocorrer nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.

Atualizado em 6 Set 2011.

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