Guia da Semana

Entrevista: Zezé Di Camargo

Depois de completar 46 anos de idade, o cantor fala sobre a carreira, os prêmios e o novo trabalho

Fotos: divulgação


Dono de uma voz inconfundível, Zezé Di Camargo soma, junto ao irmão, 24 milhões de discos vendidos, 19 álbuns gravados e 16 anos de carreira. Tanto sucesso assim deve-se, segundo ele, a autenticidade. No dia 17 de agosto o cantor completou mais um aniversário, como sempre, em Goiânia fazendo show.

Em entrevista rápida ao Guia da Semana, Mirosmar José de Camargo, o filho mais velho de seu Francisco e dona Helena, fala sobre o novo projeto, o DVD Duas Horas de Sucesso, que será gravado em 28 de agosto, em São Paulo. Além disso, o cruzeiro É o Amor, o mercado fonográfico e a carreira de Wanessa Camargo também foram comentados por ele.

Guia da Semana: Você completou 46 anos. Grande parte da sua vida já foi exposta na telona. Depois de tantas realizações, qual é o sonho de Zezé Di Camargo e onde você quer chegar?

Zezé Di Camargo: O sonho é continuar cantando para o meu público no Brasil inteiro e um dia formar um quarteto: eu e o Luciano, na frente cantando, e duas enfermeiras atrás segurando a gente, já bem velhinhos. (risos)

GDS: O que mudou, além do visual, desde 19 abril de 1991, quando vocês lançaram o primeiro CD?

ZC: As capas dos CDS são o retrato vivo de nossa mudança no quesito visual. Mudou muita coisa. É o Amor, nossa primeira faixa de trabalho, que estourou no Brasil inteiro, é um divisor de águas em nossa vida tanto profissional como pessoal. Ajudamos nossa família, montamos nosso escritório, aumentamos nossa equipe, investimos em produção... Sei lá, foi um desenvolvimento muito grande. Fizemos turnê em todas as cidades do Brasil, lançamos dois DVDS, são mais de 24 milhões de cópias vendidas, muitos prêmios, turnês no exterior. Até para o Japão já fomos.

GDS: Dois Grammys latinos, Melhor Dupla da Academia Brasileira de Letras e dois Prêmios Tim de Música. Como vocês vêem esses títulos?

ZC: Como o reconhecimento do público com o aval da crítica e um apoio especial da mídia.

GDS: Como você disse, mais de 20 milhões de cópias vendidas e um dos três únicos artistas brasileiros a superar a marca de 100 mil DVDs vendidos para cada um dos títulos lançados. Esses números são recordes no meio da pirataria que o país possui. Já que o mercado fonográfico brasileiro passa por crise, como vocês fazem para que as pessoas comprem discos originais?

ZC: Não é a gente que faz. É uma questão de consciência de nosso público.

GDS: Em uma pesquisa rápida pela Internet conseguimos achar o último CD a dupla por R$ 22,90. Há algum projeto para que os discos saiam com preços mais baratos, visto que o público de vocês é bastante popular?

ZC: Não somos nós quem definimos. Isso é uma questão tratada pela gravadora e não por este ou aquele artista. O imposto que as gravadoras pagam é muito alto. Já cheguei a falar neste assunto com o presidente Lula.



GDS: Vocês fazem campanhas publicitárias para a Marabraz e outras tantas marcas. Qual é a visão de vocês quanto a participação em milhares de campanhas publicitárias?

ZC: Não fazemos milhares de campanhas. Fazemos a da Marabraz (eu e o Luciano). Tem uma do sabão em pó ACE que eu faço sozinho. Também fizemos uma campanha regional para os irmãos Soares, uma rede de material para construção e o dinheiro do cachê usamos na construção de 32 casas populares que doamos para a população carente do interior de Goiás.

GDS: "É o amor" é o primeiro cruzeiro da dupla. Porque decidiram fazer? Vocês imaginam como será passar alguns dias rodeados por fãs?

ZC: Eu acharei o máximo e quero ficar todos os dias no navio e no agito. Decidimos fazer porque a proposta partiu de dois empresários que admiramos e confiamos muito, que são o Rossi e o Alejandro Figueiroa.

GDS: A critica tem sido bastante negativa quanto a carreira de Wanessa Camargo. Como Zezé Di Camargo enxerga a música dela? O que você acha dessas críticas?

ZC: Não vejo que as críticas têm sido negativa. Tem um ou outro crítico, que não conhece o trabalho e o talento de minha filha, e fala o que não ouviu.

GDS: Estamos em ano de eleição. Desta vez você vai fazer campanha para algum político?

ZC: Não fizemos campanha. Eu apoiei o Lula. Fizemos showmícios para alguns candidatos. Cantar em showmício não quer dizer que é apoio. Ninguém nunca me viu apoiando prefeito, governador ou vereador. Ressalto: apoiei o Lula para a presidência.

GDS: No dia 28 de agosto você grava o novo DVD. Quais as expectativas sobre esse novo trabalho? Quais os próximos projetos?

ZC: Em linhas gerais, será o mesmo show da turnê Duas Horas de Sucesso, ou seja, a mesma concepção. Mudaremos o repertório e o cenário será mais eletrônico, com grandes painéis. Teremos algumas músicas inéditas como O Povo fala e Nóis Namora, Chega, Não Quero te Perder, O que vai ser de nós, Nunca Amei assim e Quando a gente canta. Gravaremos dia 27 sem público, o que chamamos de insertes. No dia 28, com público, claro, para ter mais emoção.

Atualizado em 6 Set 2011.

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