Guia da Semana

Festival de Curitiba 2011

A cidade respirou teatro entre os dias 29 de março e 10 de abril com comédias, dramas, novos grupos de teatro e suas e propostas

Foto: Divulgação

Atores da peça "Um coração fraco"

O Festival de Curitiba é o mais importante evento da cena teatral no Brasil. Move todos os envolvidos com esta arte no país e é momento de estreias, apresentações de peças famosas e experimentos. Movido por esta energia, acompanhei os últimos dias do festival deste ano, procurando mesclar montagens que estavam na mostra principal com as do Fringe, que dá a oportunidade de grupos se apresentarem em Curitiba.


O envolvimento do público com esta edição pareceu muito maior, talvez porque este ano o Twitter tenha sido utilizado como ferramenta para não só para divulgação, mas também para promoções e para integrar as pessoas que participavam das sessões. Era como se todos só pensassem em teatro.

Do que acompanhei na mostra principal, pude ver o público aclamar Marjorie Estiano pelo seu brilhante desempenho no papel de uma prostituta em O Inverno da Luz Vermelha, e Caio Blat dominar o palco com sua interpretação vigorosa e acertada em Um Coração Fraco. Ambos se apresentaram com o teatro lotado. Mas foi o programa da Band, É Tudo Improviso, em sua versão show, que levou um enorme público aos teatros e teve reações fervorosas, comprovando a tendência do gosto brasileiro pelo humor, percebido com a explosão da comédia stand-up nos últimos anos.

Não quero ser cri-cri e, é claro, o humor tem muito mérito por levar o público ao teatro e fazer este renascimento que estamos vivendo. Tanto é que conquistou destaque no Festival e figura como uma mostra paralela à principal. Mas sonho em ver esta comoção pelas peças mais "tradicionais". Já estamos no caminho... Muitos jovens vibravam e comentavam as peças que conferiram durante as semanas em que Curitiba respirou teatro. Ponto para o Festival!


Agora o Fringe... Aqui reside o perigo. Existem muitas montagens boas na programação, mas algumas bombas também e, como as sinopses são sempre muito atraentes e nem sempre verdadeiras, fica complicado. Mas sem citar uma ou outra peça, digo que vi propostas interessantes, novos caminhos a serem explorados e textos que conseguiram emocionar com a sua simplicidade.


A verdade é que voltei de Curitiba feliz pelos dias que passei lá, por ver tantas pessoas mobilizadas pelo teatro e acreditando cada vez mais nas artes cênicas como algo para entreter, mas, mais do que isso, mexer com as pessoas, emocionar e transformar. Que venha o Festival de Curitiba 2012.

Leia a coluna anterior de Guilherme Udo:

Muito além do humor

Quem é o colunista: Um pedaço da loucura desse mundo!

O que faz: Um radialista que trabalha como jornalista e se aventurou por outras áreas, como o teatro.

Pecado gastronômico: Frozen yogurt com granola.

Melhor lugar do mundo: Plateia de um teatro ao lado de amigos.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Complicado! Sempre vario muito, mas normalmente são trilhas de musicais da Broadway, como Spring Awakening.

Para falar com ele: Visite seus sites www.guilhermeudo.com, http://www.enteatro.com.br/ ou siga-o no Twitter.


 

Atualizado em 1 Dez 2011.

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