Guia da Semana

Notas perdidas

Como é possível conseguir seguir a carreira musical sem precisar ter um trabalho paralelo?

Foto: Getty Images

Todo mundo sabe que é difícil arrumar um emprego. Aliás, poucos sabem como é difícil arrumar um emprego. O mercado é cruel, as empresas não ajudam, pois tem medo de criar e a riqueza fica concentrada na mão de poucos. Isso acontece em qualquer lugar com qualquer um. Até na música. A única diferença é que o músico sofre. Sofre, porque é um trabalho que precisa de reconhecimento. E quando ele não vem, não adianta insistir: a opinião passa por cima dele como um rolo compressor. Na música você não apresenta seu currículo para os seus ouvintes e ninguém quer saber a sua formação. Ou você gosta, ou não gosta. Simples.

Gosto é gosto, ponto final. Cada um tem o seu estilo musical preferido, sua banda favorita, cantor que idolatra. Mas e os músicos que exercem sua profissão por paixão e esquecem o dinheiro? Melhor: são capazes de gastar tudo o que tem para realizar o sonho de gravar um disco, mostrar o seu talento como um arquiteto que faz um projeto audacioso. Usam e abusam do melhor estúdio, de outros músicos e o resultado é a falta de sorte. Ou a falta de mercado.

Eu defendo a ideia de que todo mundo nasceu para ser alguma coisa. Não importa o quê? Seja matemático, físico, ator, gerente de banco, arquiteto. Cada um tem o seu dom e a imensa vontade de fazer algo que o completa. E não existe algo mais belo quando alguém descobre isso. É como se você conhecesse a sua alma-gêmea, uma auto-realização que não tem uma explicação científica.

Tenho um amigo que trabalha junto comigo e não dá para discutir: o cara nasceu para fazer música. Porém, por tudo isso que escrevi aqui (e mais um pouco), ele leva a música como um bom hobbie. Nada de errado quanto a isso, mas será que tem que ser assim? E os outros bons músicos, sufocados pela falta de sorte? E se ninguém tivesse escutado Chico Buarque, Caetano Veloso e outros tantos músicos natos brasileiros, queridos aqui e no mundo? O que nos resta é encontrar a nossa paixão. E torcer para que não seja proibido escutar música durante o nosso trabalho. Nem que seja baixinho.


Quem é o colunista: Fernando Segredo.

O que faz: Redator Publicitário.

Pecado gastronômico: Comida italiana ou japonesa.

Melhor lugar do Brasil: Os lugares que ainda não conheci.

O que está escutando em seu mp3, iPod ou no carro: Dave Matthews Band, João Gilberto, Vanessa da Mata

Fale com ele: fsegredo@gmail.com ou acesse seu blog

Atualizado em 6 Set 2011.

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