Guia da Semana

Nova ordem

New Order é considerado um marco para o rock eletrônico e promete aparações no Brasil

Por Humberto Baraldi


Divulgação

Tudo o que se ouve hoje em uma pista de dança ou rave tem inspiração no som do New Order, pelo menos essa é a opinião da maioria dos críticos musicais. Verdade ou não, os fãs do grupo inglês, que se tornou um dos maiores nomes da música pop nas décadas de 80 e 90, já podem garantir uma vaga nas apresentações que o grupo fará no Brasil. A turnê começa por Belo Horizonte, no Mineirão em 11 de novembro; segue para São Paulo, na Via Funchal (13 e 14); e termina no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso (16).

A banda inglesa foi formada por três ex-integrantes do Joy Division: Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria), após o suicídio do vocalista Ian Curtis. No início, alguns jornalistas acreditavam que o nome do grupo, que em português quer dizer "nova ordem", fazia referências a Adolf Hitler. Na realidade, o termo utilizado pelos integrantes significava uma nova fase na carreira dos músicos.



Depois de algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert entrou para a banda, assumindo os teclados e a guitarra, enquanto Bernard Sumner se consolidava como vocalista. O primeiro single do New Order veio em 1981. No mesmo ano, os caras lançaram o compacto Procession, que antecedeu o lançamento de Movement, o primeiro álbum, um marco para o rock eletrônico.

Apesar do novo disco possuir ainda características depressivas e monolíticas do Joy Division, o New Order começou a investir em música eletrônica. Por conta dessa mudança de direcionamento musical, que aconteceu gradualmente, grande parte do público considera a morte de Ian Curtis como o marco que separa radicalmente os dois grupos, Joy Division e New Order.



Muitos críticos acreditam que os New Order foram os pioneiros na ligação da musica electrónica ao rock e revolucionaram a que é hoje conhecida como Dance Music.

Em 1986, foi lançada uma das melodias mais famosas do quarteto, Bizarre Love Triangle, e em 1987, a lendária coletânea de singles e b-sides Substance. Em 1993, após um show no Reading Festival, os integrantes do grupo se separaram inesperadamente. Simplesmente viraram as costas e foram embora. Durante anos Rob Gretton, o empresário do New, recebeu convites para que a banda tocasse ao vivo novamente, até que em 1998 ele conseguiu convencer os membros a se reunirem. Em 2001, o guitarrista Phil Cunningham tornou-se um membro oficial do grupo, após a saída de Gillian Gilbert.

Em 2005, o conjunto lançou Waiting For The Siren´s Call, um CD que repete a fórmula do seu antecessor, Get Ready (2001), marcado pelo som da guitarra. Singles como Krafty e Jetstream foram muito bem recebidos. A banda atualmente está em turnê e Peter Hook já afirmou que há músicas suficientes para um novo disco. Vamos aguardar!

Atualizado em 6 Set 2011.

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