Guia da Semana

O fenômeno Paul McCartney

O colunista foi nos dois dias do show do ex-beatle e conta como foi a maratona

Foto: Getty Images


O ultimo show de Paul McCartney no Brasil havia sido em 1993. Eu tinha 11 anos e nem sabia do que se tratava. Os tempos passaram, e hoje trabalho com entretenimento. Quando foi confirmado que iria ter o show do Paul em São Paulo, e que iríamos fazer o camarote, os telefones e e-mails não pararam.

Fiquei impressionado, claro. Sabia que iria ter uma alta procura, porém, não sabia que seria esse fenômeno. Os convites se esgotaram em uma semana e, logo que foi anunciado o segundo show, a procura foi incrivelmente igual.

Foram dois dias de show com casa cheia, mais de 60 mil pessoas por dia e o mais incrível foi ver a quantidade de famílias que havia no estádio. Filhos levando os pais, e os pais apresentando o ídolo de uma geração para seus filhos.

Diferente de qualquer outro show de hoje em dia, em que a febre é temporária, quem foi não estava ali porque era um show da moda, mas estava ali por que era realmente fã. O publico cantava com Paul, gritava a cada palavra que era dita, e muitos choraram durante as homenagens aos companheiros de Beatles.

Com 68 anos e um ânimo invejável, ele mais parecia um artista em começo de carreira. Tocou por três horas, com direito a dois bis. Super carismático, fez questão de mexer com o público, arriscou diversas palavras em português e até chamou fãs ao palco. Realmente, uma pessoa que gosta do que faz.


Quem é o colunista: Empreendedor, sempre buscando novas ideias, novos projetos.

O que faz: Relacionar pessoas através do entretenimento.

Pecado gastronômico: Strogonoff de camarão.

Melhor lugar do Brasil: Trancoso.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Jota Quest.

Fale com ele: bruno@haute.com.br ou www.twitter.com/_bruninhodias


Atualizado em 6 Set 2011.

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