Guia da Semana

R.E.M. ensina como fazer show

Colunista, que esteve no Rock In Rio quando a banda se apresentou no Brasil em 2001, conta como foi o show em São Paulo

Divulgação

O show da banda de rock alternativo R.E.M no via Funchal foi simplesmente fantástico. Eu particularmente não via a hora de rever esse super show. Sim, eu também tive o prazer de estar presente na apresentação que eles realizaram no Rock In Rio em 2001. No espaço montado em Jacarepaguá, denominado de Palco Mundo, quando a banda americana fechou o dia, que também contou com Cássia Eller, Barão Vermelho, Beck e Foo Fighters.

A única diferença que vejo do show na cidade maravilhosa para o realizado na capital paulista, foi a curiosidade de quem desconhecia a discografia maravilhosa do trio e o espaço que contava ainda com dois palcos em locais afastados e chamados de "tendas" - a Raízes e a Brasil. Em relação ao show, a energia era a mesma. Já no que diz respeito ao público, sem dúvida nenhuma, o do Via Funchal era mais elitizado e por já ter um melhor conhecimento do R.E.M, cobraria se faltasse algum sucesso.

Mas valeu a pena esperar por quase oito anos para presenciar o super trio, que ao vivo, se transforma em quinteto, comandado pelo elétrico, carismático e grande vocalista Michael Stipe. Acredite: ele está com 48 anos.

Apesar de não ter os mesmos holofotes de bandas como o U2 e Rolling Stones, por exemplo, o grupo não decepcionou os fãs e os adoradores de seu bom repertório, que lotaram a casa. A banda, que começou a ser conhecida no Brasil apenas em 1991, com o hit pop Losing My Religion, mostrou novamente como se faz um show para ficar na memória.

Promessa é dívida: Stipe disse que a volta ao país seria triunfante e que deixaria saudade. Eu, com certeza, já conto nos dedos os dias para uma nova visita. O R.E.M empolgou com suas letras politicamente corretas, que fazem qualquer pessoa mais séria dançar, cantar e entrar em transe, durante duas horas de espetáculo.

O show, que carrega o nome do novo álbum, Accelerate, não decepcionou fãs como eu. Puxado por um som de guitarra sensacional, tudo leva crer que essa nova "Era" do grupo, formado na década de 80, deva durar ainda muitos anos, para minha alegria.

Não tenho palavras para definir a sensação de escutar novamente ao vivo a seqüência de músicas tocadas brilhantemente por Peter Buck e Mike Mills como I Feel Fine, Drive, Imitation Of Life, Everybody Hurts Electrolite, The one I love e ouvir, depois de tantos outros sucessos, eles se despedirem com a sensacional Man On The Moon.

Para fechar com chave de ouro, no final do show, Stipe, nitidamente empolgado com o novo presidente americano, Barack Obama, se despede, afirmando que pela primeira vez estava feliz em voltar para a casa. Já eu, mesmo feliz, voltaria por várias vezes a esse grande espetáculo que foi a apresentação do R.E.M em São Paulo. Quem é o colunista: Rodrigo Viana Curty.

O que faz: Jornalista e Radialista.

Pecado gastronômico: Coxinha de camarão do Bar Rebouças no Rio.

Melhor lugar do Brasil: Sem hipocrisia, mas difícil escolher apenas um.

Fale com ele: rodrigovcurty@yahoo.com.br ou acesse seu blog

Atualizado em 6 Set 2011.

Compartilhe

Comentários

Outras notícias recomendadas

Obras do MASP agora podem ser vistas em plataforma on-line gratuita

Museu integra a partir de hoje o acervo do Google Arts & Culture

Museu do Café, em Santos, inaugura exposição gratuita sobre propaganda da bebida

A partir de 28 de dezembro, os visitantes poderão conhecer as estratégias das marcas de café de 1900 a 1959

Especial férias: MASP abre ao público em todas as segundas-feiras de Janeiro

Programação de férias disponibiliza cinco dias a mais para visitar o Museu

5 motivos para assistir ao documentário "O começo da vida" na Netflix

O filme mostra a importância dos primeiros anos de vida sob a ótica dos quatro cantos do mundo

5 hotéis ao redor do mundo que são verdadeiras obras de arte

Confira locais com acomodações incríveis, mas que têm obras como protagonistas

Evolução dos emojis ganha instalação no Museu de Arte Moderna de NY

Os primeiros emoctions, criados em 1999, também entram para a coleção MoMA