Guia da Semana

Sets para incendiar

Os DJs brasileiros estão levando muita técnica e animação para a batalha internacional Red Bull Thre3Style e a expectativa, agora, é saber o nome do representante nacional

Foto: Red Bull Photofiles

A batalha de DJs Red Bull Thre3Style, que até o ano passado só existia no Canadá, está acontecendo em dez países e vai ter a final em dezembro, em Paris

Fazer a pista ferver com o set certo para a galera pirar é a missão dos DJs que estão participando da batalha Red Bull Thre3Style. O evento, que chega pela primeira vez no Brasil, levou oito DJs para os pickups em cada cidade que passou  e a expectativa agora é para a etapa final que acontece em 23 de outubro, no Rio de Janeiro. A primeira eliminatória do Red Bull Thre3Style aconteceu em Curitiba e na sequência veio São Paulo e Belo Horizonte.

A jornalista e DJ Claudia Assef teceu vários elogios ao evento, pois antes de tudo ela considera que o diferencial da premiação é por ser destinada aos DJs que costumam tocar nas casas noturnas, mesclam boa música com ótima técnica, e não para aqueles que se preocupam apenas com as performances. "A ideia do festival é eleger o melhor partier rocker, o melhor animador de festa, que faça um som agradável e tenha um repertório legal", destaca Assef, que foi uma das juradas da etapa paulistana, no dia 24 de setembro.

O grande nome da última etapa em BH foi Nedu Lopes e em Sampa, o primeiro lugar foi para o DJ Pedrinho Dubstrong. O paulista aposta na credibilidade do evento, que acontece em 10 países simultaneamente, para ajudar a dar maior visibilidade para os DJs brasileiros. A etapa de São Paulo contou com um dos DJs mais respeitados e procurados do momento, o canadense Skratch Bastid, que além de fazer parte do júri incendiou a galera com seu som.

Foto: Christine Schon/Marcelo Paixão

 O grande destaque da seleção brasileira da competição foi a presença do DJ canadense Skratch Bastid, que participou do evento como jurado e agitou a galera no último dia 24, em São Paulo

Impressões de quem participou

Claudia Assef afirma que os participantes do concurso são de altíssimo nível e todos tinham bons repertórios aliados à intimidade com as técnicas da discotecagem. Muito mais do mixar uma música na outra, os DJs mandaram muito bem na hora de brincar com a aparelhagem, a maioria usou o programa Traktor, da Native Instruments, em seus notebooks, assim puderam aliar as músicas digitais com a plataforma vinil.

"Principalmente os dois primeiros colocados na etapa São Paulo (Dubstrong e Nunez) foram muito bem no quesito técnica, sem serem exibicionistas gratuitamente. Ser virtuoso apenas não enche barriga", fala a jurada. Ela completa que eles produziram um repertório que pontuou a favor deles e garantiu a animação da festa, que é o propósito da batalha.

Assef ainda destaca a humildade de Dubstrong ao participar do evento, pois, para ela, ele é um dos DJs mais top do Brasil e sua presença na batalha valoriza ainda mais o trabalho dele. Pedrinho revela que foi chamado para participar de última hora do Red Bull Thre3Style e não chegou a se preparar. "Naquela semana, montei dois sets de 15 a 20 minutos e procurei mesclar os ritmos que costumo tocar, como hip-hop, rock, breaks, house, dub", conta.

O vencedor da noite paulistana vai disputar a final na capital carioca, no dia 23 de outubro, e promete que, dessa vez, vai treinar e preparar um set bem diferente do de São Paulo. E, se vencer a batalha brasileira, ele vai concorrer com os melhores do mundo na última etapa, em Paris. "Caso isso aconteça, será um reconhecimento bacana desses 15 anos de discotecagem e garimpagem de música", pontua Dubstrong. Ele revela ainda que se for para a final, a característica brasileira que levará será sua vivência e não mixagens com baterias de escolas de samba apenas para impressionar os jurados.

Foto: Christine Schon/Marcelo Paixão

O grande vencedor da batalha paulista, Dubstrong (à esquerda), com o DJ Babão, que foi convidado para abrir a noite e colocar a galera para dançar entre uma apresentação e outra

O evento que dá volta ao mundo

São dez países ao redor de todo o mundo que estão participando da batalha de DJs Red Bull Thre3Style. O evento existe há três anos e até 2010 era exclusivamente realizado no Canadá. Nas etapas do concurso, os participantes precisam tocar uma seleção em exatos 15 minutos e devem incorporar às suas listas pelo menos três gêneros diferentes, como hip-hop, electro, funk, house e até country, se couber no set.

Não importa os estilos de músicas escolhidos, desde que o DJ consiga faze-los funcionar juntos. "Na hora se selecionar o set vale tudo, não há proibições. Se Lady Gaga estiver dentro do contexto do set, o DJ pode tocar. O importante é animar a pista", afirma Assef. Após as apresentações, os profissionais são julgados pelos jurados, que avalia as performances a partir de alguns quesitos, como seleção de músicas, habilidade técnica, criatividade e, sobretudo, pela capacidade de levar o público ao êxtase.

Os vencedores nacionais irão representar o seu país na grande final internacional em dezembro, em Paris. Quem levar a melhor na última batalha ganhará além dos prêmios, o título do melhor agitador de festa e o primeiro campeão internacional do Red Bull Thre3Style.


Atualizado em 6 Set 2011.

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