Guia da Semana

Tears For Fears

Fique por dentro da história da dupla de pop rock mais famosa da Inglaterra



Considerada a maior dupla do pop rock dos anos 80, o duo britânico Tears For Fears foi formado pelos amigos de infância Roland Orzabal e Curt Smith. Tudo começou na cidade de Bath, onde moravam, em 1981, após a saída dos amigos da banda de ska The Graduate - inspirada no visual dos Beatles da fase inicial. No mesmo ano, eles conheceram o tecladista Ian Stanley e o baterista Manny Elias, que se juntaram ao projeto, porém o sucesso sempre foi creditado à dupla de fundadores.

 

Influenciados pela onda de sintetizadores, além de Orzabal escrever letras baseadas no conceito filosófico Grito Primal, do escritor e psicólogo norte-americano Arthur Janov, o nome do grupo também partiu da ideias de Janov. Tears For Fears quer dizer "trocar medos por lágrimas". Após alguns ensaios, o quarteto marcou shows pela cena local e mandavam fitas demos para diversas gravadoras, até conseguirem um contrato com a Mercury Records, em 1982. No ano seguinte, chegou às lojas o primeiro LP, The Hunting, que trouxe os hits Pale Shelter, Change e Mad World - o trabalho demonstrava amplamente a influência do Grito Primal, fazendo com que Janov ganhasse muito dinheiro pelos direitos autorais.

 

O estouro mundial veio em 1985, com o lançamento do álbum Songs from the Big Chair, quer contou com os sucessos Shout, Head Over Heels, Mother´s Talk e Everybody Wants to Rule the World - todos com clipes exibidos pela MTV americana. Além de Everybody Wants to Rule the World liderar as paradas musicais da Europa e EUA e o disco vender mais de 10 milhões de cópias no mundo inteiro. A partir daí, saíram em uma exaustiva turnê. Depois de um hiato de quatro anos, o grupo voltou a gravar novo material em 1989, no disco The Seeds Of Love. Mais pop que os antecessores, mas não o mais vendável - que trouxe a balada Woman in Chains, um dueto entre Orzabal e a cantora de soul e jazz Oleta Adams. Á época do lançamento, o Tears For Fears foi acusado de plágio pela indústria fonográfica, por considerar o LP baseado em ideias iguais a dos Beatles, no álbum Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Eles foram motivo de piada em todo o planeta - até Paul McCartney entrou na brincadeira, dizendo que reataria sua amizade com Yoko Ono, para que juntos pedissem a Roland e Curt uma coautoria nas músicas para ele e John Lennon.

 

Com a pressão em cima do grupo, Curt Smith deixou a banda em 1990, após sérias divergências com Orzabal, e mudou-se para Nova Iorque. Nesse período, o baterista Manny Elias e o tecladista Ian Stanely também abandonaram o projeto. Roland registrou a marca Tears For Fears e continuou a carreira com músicos de apoio. Em 1993, lançou o CD Elemental, no qual o single Break it Down Again conquistou relativo sucesso. Dois anos depois, chegou às lojas o disco Raoul And The Kings of Spain - segundo o vocalista, o melhor trabalho do Tears em sua opinião por ele homenagear seu filho Raoul. No ano seguinte, ele gravou o CD Saturnine Martial & Lunatic, um fracasso de vendas, além de mal-sucedida turnê pela América do Sul, incluindo o Brasil, onde foi ridicularizado por aqui ao saber que os brasileiros se referiam a eles como "a dupla das tias fofinhas". Com a popularidade em baixa, Roland decidiu dar um fim ao Tears For Fears.

 

Paralelamente à carreira do grupo, Curt Smith também colecionou alguns fracassos com discos solos. Em 2000, os dois voltaram a se encontrar e decidiram retomar a formação original. Após ensaios e composições, em 2004, a dupla lançou o álbum Everybody Loves a Happy Ending, considerado pelos velhos amigos como uma continuação de The Seeds of Love. Atualmente, o Tears For Fears está em turnê mundial, onde passará mais uma vez por terras brasileiras, com shows em outubro de 2011, nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte Brasília e Fortaleza. Com seus altos e baixos, a importância da dupla para o pop rock mundial é indiscutível.

 

Foto: Divulgação

Atualizado em 1 Dez 2011.

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