Guia da Semana

Transex da Praça Roosevelt

A cubana Phedra Córdoba é uma das sensações do grupo de teatro alternativo Satyros

Por Flávia Faccini


Ela nasceu Filipe, na terra de Fidel, há 69 anos. A estrela dos Satyros, porém, é mais conhecida como Phedra D. Córdoba, nome que credita a sua paixão pela mitologia grega.

Uma das mais ilustres transexuais da cidade, Phedra veio para o Brasil pelas mãos do produtor Valter Pinto, em 1958, antes de Fidel Castro assumir o poder. Pinto a viu atuando em Buenos Aires e a trouxe para o Teatro de Revista. Nestes mais de 40 anos de teatro, brilhou na noite nos anos 60, passou pela Les Girls nos anos 70, fez Teatro de Revista e televisão.

A passagem dos anos fez com que Phedra fosse perdendo espaço, até que em 2001 ela conheceu o grupo Satyros. "Renasci das cinzas com a amizade deles", conta. Fez cinco peças com o grupo. O grande destaque, sem dúvida, é A Vida na Praça Roosevelt, escrita pela dramaturga alemã Dea Loher e inspirada em suas histórias.

Durante a Virada Cultural do ano passado, em São Paulo, Phedra surpreendeu mais uma vez. Aos 68 anos, dançou para o ex-prefeito José Serra vestida de espanhola. Phedra interpretou a personagem Aurora D. Córdoba, dublando I Will Survive, da cantora Gloria Gaynor.


A atriz não pensa em voltar à Cuba. "Tenho cada notícia de lá... Gosto mesmo é da democracia brasileira". Entre os projetos para o futuro está um musical do cubano Eduvier Fernandez, com o título de "Uma noite cubana com ela", que está em fase de captação de recursos. "Estava na hora de fazer algo que me identificasse como cubana.", conta.

Phedra Córdoba é uma das principais atrizes do teatro dos Satyros. Para saber mais sobre o grupo clique www.satyros.com.br.

Atualizado em 10 Abr 2012.

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