Guia da Semana

5 animações do Estúdio Ghibli que você precisa conhecer

Saiba por que o estudio é um dos mais importantes do mundo quando se fala em animação

Muito se tem falado sobre o Studio Ghibli nos últimos meses. A insegurança no mais importante estúdio japonês de animação começou em setembro de 2013, quando Hayao Miyazaki, um de seus fundadores e principal diretor, anunciou (mais uma vez) sua aposentadoria.

Há quem diga que a decisão não se manterá por muito tempo, e há quem diga que, desta vez, é pra valer. Seja qual for o caminho de Miyazaki, porém, paira sobre a casa um futuro incerto – reforçado, recentemente, por entrevistas de outros membros do estúdio afirmando que a produção deverá ser interrompida, pelo menos por algum tempo, para adaptar a empresa às demandas modernas.

Vale lembrar que o estúdio é um dos únicos no mundo que ainda utiliza técnicas tradicionais de animação, com cada quadro desenhado à mão, de forma que o resultado lembra uma pintura em movimento.

Se você ainda não conhece o trabalho do Studio Ghibli, confira cinco longas que vão fazer você se apaixonar:

 

1. Túmulo dos Vagalumes
(Hotaru no Haka, Isao Takahata, 1988, 89’)

Para quem pensa que animação é só para crianças, “Túmulo dos Vagalumes” é um filme mais do que obrigatório. Dirigido por Isao Takahata (co-fundador do estúdio), ele acompanha a trajetória decadente de dois irmãos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Depois que sua mãe morre num bombardeio e seu pai é convocado para lutar, os garotos vão morar com parentes, mas acabam abandonados quando a comida e a água começam a faltar. Sozinhos, eles tentam sobreviver enquanto admiram a beleza dos vagalumes.

 

2. Meu Amigo Totoro
(Tonari no Totoro, Hayao Miyazaki, 1988, 86’)

Diferente de “Túmulo dos Vagalumes”, “Meu Amigo Totoro” é um filme de Hayao Miyazaki e, como tal, traz uma visão mais fantástica e ecológica do mundo. Além disso, é voltado para crianças. Suas protagonistas são duas irmãs, Mei e Satsuki, que acabam de se mudar para uma casa no campo com o pai. A mãe está doente e vive num hospital nas montanhas. A princípio assustada com as criaturas que encontra no local, a pequena Mei acaba fazendo amizade com um animal enorme chamado Totoro – que, na verdade, é um espírito da floresta. Quando ela mais precisa, Totoro a ajuda e acaba sendo seu protetor e de sua irmã nesse momento de mudanças.

 

3. Princesa Mononoke
(Mononoke Hime, Hayao Miyazaki, 1997, 134’)

Miyazaki sempre aborda o conflito do homem com a natureza em seus filmes, em especial em “Princesa Mononoke” e em “Nausicaa do Vale do Vento” (considerado um “Ghibli”, mas lançado um pouco antes da fundação do estúdio). Em “Mononoke”, o protagonista não é a princesa, mas um príncipe ferido durante o ataque de uma criatura da floresta. Ele parte para descobrir por que a natureza está tão desregulada e acaba encontrando Mononoke (que, na verdade, se chama San): uma garota criada com lobos, que trava uma guerra contra os humanos por explorarem recursos naturais e confeccionarem armas de fogo.

4. A Viagem de Chihiro
(Sen to Chihiro no Kamikakushi, Hayao Miyazaki, 2001,125’)

Vencedor do Oscar de melhor animação e dono da maior bilheteria da história no Japão, “A Viagem de Chihiro” é, provavelmente, o filme mais conhecido nesta lista. Infantil como “Totoro”, mas mais complexo, o longa conta a história de uma garotinha que vê seus pais serem transformados em porcos durante uma viagem. Para salvá-los e sobreviver a esse novo mundo cheio de espíritos e criaturas mágicas, Chihiro se aproxima da bruxa Yubaba, trabalhando para ela enquanto tenta encontrar um jeito de voltar para casa.

5. Laputa: O Castelo no Céu
(Tenkû no shiro Rapyuta, Hayao Miyazaki, 1986, 124’)

Considerado oficialmente o primeiro filme do Studio Ghibli, “Laputa” deve seu nome à ilha voadora do livro “As Viagens de Gulliver”. Aqui, também existe uma ilha suspensa no céu e, mesmo que ninguém acredite nela, o jovem Pazu acredita e quer encontrá-la. Nessa aventura, ele terá a ajuda de Sheeta, uma menina que caiu do céu enquanto fugia de piratas aéreos e cuja identidade é um mistério.

 

Atualizado em 21 Mai 2015.

Por Juliana Varella
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