Guia da Semana

A Origem do Planeta dos Macacos

Na onda do novo filme, saiba mais sobre o que rolou na franquia do Planeta dos Macacos

por Edson Castro

No livro A Cultura da Convergência, de 2008, o escritor Henry Jenkins diz: "O mundo está cada dia mais conectado. E as mídias, cada vez mais, estão convergindo". Em 1968, não era comum que um filme levasse ao lançamento de séries, brinquedos, roupas. O Planeta dos Macacos, que influenciou uma geração, foi um dos precursores da mania, que rendeu até homenagens inusitadas como a música De volta ao Planeta dos Macacos, do Jota Quest, ou a sátira Os Trapalhões no Planalto dos Macacos.


Pois bem, os primatas voltaram. Em Planeta dos Macacos: A Origem, nova empreitada da FOX relacionada a franquia de sucesso, a obra foge do ambiente criado no romance de Pierre Boulle, que deu origem à saga, e conta uma história nova, mas cheia de referências.

O novo longa conta a história de Will Rodman, um cientista que procurar descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer, doença que atinge seu pai. No entanto, as experiências que realiza em macacos, ao lado da especialista, aumentam demais a capacidade intelectual dos animais, que passam a querer o comando da Terra

Confira um apanhado que o Guia da Semana preparou com o que rolou desde o lançamento do primeiro filme em diferentes mídias: quadrinhos, cinema e televisão.

Planeta dos Macacos (1968)

Um acidente em uma espaçonave faz com que três astronautas parem em um planeta desconhecido onde encontram um grupo de humanos primitivos - era o começo do problema deles. Logo, apareceriam a verdadeira raça dominadora daquele planeta: os macacos.

O primeiro longa é cheio de cenas icônicas e foi sucesso arrebatador de público e crítica. Uma das últimas versões do roteiro foi escrita por Rod Sterling, criador da série Além da Imaginação, responsável pelo inesquecível final do filme, com Charlton Heston frente a Estátua da Liberdade.

Até hoje o filme figura nas principais listas de melhores filmes de ficção cientifica, sem falar na maquiagem dos macacos, que foi uma inovação tão grande para a época que ganhou um Oscar honorário da Academia pela realização. Começava aí uma saga que duraria muitos anos.

As Continuações (1970 a 1973)

Hoje em dia, um filme que faz sucesso ganhar continuações não é grande novidade. Mas na década de 70, ainda era algo impressionante. Ainda mais no ritmo frenético que a saga ganhava novos filmes. Foram cinco filmes em cinco anos.

Começou com De volta ao Planeta dos Macacos (1970) mostrando os eventos que seguiram ao primeiro filme até a explosão de uma bomba que destroi o planeta Terra. Logo, veio Fuga do Planeta dos Macacos (1971), quando dois macacos voltam no tempo e têm que lidar com a sociedade humana. Os dois últimos narram a história de César, que liderou a revolução dos macacos em A Conquista do Planeta dos Macacos (1972) e lutou para se estabelecer no poder no último filme da franquia em Batalha do Planeta dos Macacos (1973).

É claro que o sucesso de público e crítica foi diminuindo conforme mais e mais filmes iam saindo. Mas isso não serviu para impedir que os primatas chegassem para o público em um novo formato. A televisão.

O Seriado (1974)

Apesar dos cincos lançamentos nos cinemas, a rede de TV americana CBS resolveu apostar também em um seriado baseado na história dos filmes. Na trama, dois astronautas chegavam ao Planeta comandado pelos macacos e têm que fugir do governo dos símios, sendo abrigados por uma espécie de resistência.

Mesmo com uma história diferente e que aprofundava a sociedade dos primatas, a iniciativa não deu muito certo, durando apenas 14 episódios. Por aqui, os episódios passaram no SBT. Mas os executivos americanos acreditavam que ainda tinha mais terreno para explorar.

O desenho animado (1975)

Com apenas 13 episódios, a versão animada podia explorar muitos outros territórios que as versões em carne e osso.

Para começar, a sociedade dos macacos era mais tecnológica, como a nossa, com carros e edifícios. Além disso, o desenho respeitava todo universo que havia sido criado, citando personagens do livro, filmes e até da série de TV. Mesmo assim, também não fez muito sucesso.

Quadrinhos (1974)

Um dos últimos esforços da época para manter a chama dos macacos vivos foi nos quadrinhos. De 1974 a 1977, a Marvel Comics lançou 29 edições de uma revista que adaptava o mundo dos primatas para as revistinhas.

No começo, as histórias se limitavam apenas a adaptar o conteúdo do filmes, mas quando acabaram as cincos obras, o autores começaram a lançar pequenos contos passados no mesmo universo, além de explicar os bastidores da série da TV e dos filmes. Enfim, dez anos depois, o interesse do público ao redor dos macacos acabou, e a revista foi cancelada.

O Remake (2001)

Mais de 30 anos depois do lançamento do filme original, chegava a hora de o Planeta dos Macacos conhecer o novo século. Com efeitos especiais de ponta, as maquiagens incrementadas e Tim Burton, um diretor de primeira linha, o filme tinha tudo pra renovar a série.

A versão de Burton acabou sendo uma das maiores decepções do ano. Apesar de uma qualidade técnica excepcional, o roteiro do filme não cativou nem o público nem a crítica, fazendo com que o final em aberto acabasse sem respostas. Que a nova tentativa na franquia seja mais bem sucedida e dê longa vida aos macacos!

Atualizado em 10 Abr 2012.

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