Guia da Semana

Assalto ao Banco Central

Conheça o segundo maior assalto a instituições bancárias do mundo na megaprodução de Marcos Paulo

Foto: Divulgação

Giulia Gam e Lima Durante vivem delegados que são parceiros na investigação do crime

Três meses de escavação. Mais de 30 pessoas envolvidas. Um túnel de 80 metros, com instalação elétrica e até ar condicionado. E R$ 164,8 milhões furtados. Os números exorbitantes levam ao segundo maior assalto a banco do mundo, que aconteceu no dia 6 de agosto de 2005, no Banco Central de Fortaleza, que apenas perde para um roubo feito em Londres, em 1987.

Só para ter ideia da dimensão, a quantia furtada empilhada alcançaria 33 metros e chegaria a 3,5 toneladas. No entanto, dessa fortuna, apenas R$ 20 milhões foram resgatados pela Polícia Federal. A ação desses bandidos indignou os brasileiros na época, mas, por outro lado, não tiveram como deixar de admirar a maestria, a perspicácia e a precisão da quadrilha. O crime foi considerado cinematográfico pela grandiosidade que ele atingiu.

A partir dessa sacada, o renomado ator e diretor de teledramaturgia Marcos Paulo decidiu estrear no cinema. Com lançamento no dia 22 de julho, o longa Assalto ao Banco Central conta com uma superprodução e elenco de peso, com Lima Duarte, Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Eriberto Leão, Giulia Gam, Gero Camilo, Antônio Abujamra, entre outros.

Foto: Divulgação

A quadrilha reunida na casa onde foi construído o túnel e sediava uma falsa empresa de grama sintética

Ficção x Realidade

A produção do filme durou mais de dois anos, entre a elaboração do roteiro até a finalização das gravações e rodou com um orçamento de R$ 7,5 milhões. Para dar liga aos fatos reais nos quais o longa foi baseado, a decisão dos produtores foi unir fatores ficcionais a trama. Quem ficou a cargo do roteiro foi Renê Belmonte, autor de Sexo, amor e traição (2004), Se eu fosse você (2006) e Se eu fosse você 2 (2009).

Ele revelou ao Guia da Semana que todos os fatos mostrados no filme correspondem ao assalto real. Renê baseou-se em uma extensa pesquisa feita através das notícias divulgadas pela mídia na época e teve acesso a alguns autos do processo, nos quais conseguiu extrair vários detalhes do caso.

"Em uma segunda etapa, comecei a cruzar todas as informações, separar os fatos dos boatos. Já na terceira parte - a mais difícil -, tive que selecionar o material que seria importante para usar", conta Renê. Já quando teve que escrever sobre os personagens, o roteirista preferiu moldá-los de acordo com a necessidade do texto, e optou por condensar os mais de 30 bandidos da quadrilha em apenas 13.

"Sobre os personagens, o mais perto que a gente chegou da realidade, dentro do que foi publicado pela imprensa, foi o papel inspirado no Alemão, que foi tido como o bandido principal do assalto real. Esse personagem corresponde ao assaltante que foi preso no lugar do Barão, personagem do Milhem Cortaz no filme, que é o verdadeiro líder", revela o roteirista.

A cena do longa em que o falso chefe da quadrilha é preso correspondeu fielmente à realidade. Dois anos e cinco meses depois do crime real, a Polícia Federal descobriu o Alemão - cujo verdadeiro nome é Antônio Jussivan Alves dos Santos - em um boteco de Brasília, mesmo tipo de estabelecimento em que o Firmino (Cadu Fávero), tido como o Barão, também foi preso.

No entanto, há indícios que levam a crer que essa cena é mais real do que se imagina. De acordo com advogado de defesa alguns dos principais líderes do assalto ao Banco Central de Fortaleza, como o Moisés Teixeira da Silva - conhecido como Tatuzão -, Isaac Minichillo, o real mandante e financiador do crime é Luis Fernando Ribeiro, o Fernandinho, que foi sequestrado e assassinado em outubro de 2005.

Foto: Divulgação

Eriberto Leão e Hermila Guedes formam um triângulo amoroso, juntamente com o personagem de Milhem Cortaz

Dificuldades na produção

A adaptação da historia para as telonas fluiu bem quando Renê Belmonte optou por usar personagens ficcionais. Mas ele confessa que surgiu uma grande dificuldade para fazer o filme: unir as duas histórias distintas que acontecem no caso. "Uma é dos bandidos que montam um assalto espetacular; a outra é a investigação da polícia", fala.

Assim, a escolha foi de cruzar as duas histórias e montar uma narrativa não-lienar para poder amarrar os acontecimentos. Quem teve dificuldade para montar seu personagem no Assalto ao Banco Central foi Hermila Guedes, que interpreta Carla, a mulher do Barão e vive um triângulo amoroso com Mineiro (Eriberto Leão). A atriz revela que precisou fazer um consistente trabalho de preparação para a sua personagem, já que Carla é aquela típica "mulherão" e ela estava vindo de personagens que tinham pouca ou nenhuma vaidade.

"Sou uma atriz que mergulha muito no personagem, não consigo sair rapidamente dele. Eu ainda estava com resquício da Sargento Selma, de Força Tarefa", lembra, referindo-se ao seriado da TV Globo. Hermila disse que Fátima Toledo, preparadora de elenco do filme, foi fundamental para conseguir incorporar Carla e trazer à tona aquela mulher sensual. Ela completa que o resultado teve êxito também pelo auxílio da equipe do figurino, maquiagem e do diretor Marcos Paulo, que ficava incentivando-a a todo o momento, dizendo que a Carla é linda e poderosa, assim como ela.

Quando questionada sobre a cena mais difícil no filme, Hermila não hexita em falar: as de sexo e nudez. "Sou recém-mãe, então a gente fica um pouco preocupada com o corpo. Mas meus parceiros de cena, Eriberto e Milhem, assim como o Marcos Paulo me ajudaram muito. Acho que as cenas ficaram lindas e de bom gosto", pontua.

Outro profissional que auxiliou no trabalho da produção de Assalto ao Banco Central foi o policial federal J. Monteiro. Ele foi o responsável por instruir o elenco durante toda a gravação do longa, principalmente o núcleo da polícia, sobre os jargões utilizados no meio. Paralelo ao filme, Monteiro e Renê Belmonte escreveram um livro contando de maneira mais detalhada a história do maior assalto a banco da América Latina, seguindo a mesma linha da história da película. Para quem ficou curioso para saber mais sobre o desenrolar desta trama envolvente, é bom saber: o livro Assalto ao Banco Central: O Maior Assalto a Banco do Século já está disponível nas livrarias.


Atualizado em 10 Abr 2012.

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