Guia da Semana

Crítica: “As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras” tem roteiro genérico, mas se aproxima mais do espírito fantástico dos anos 90

Segundo filme da franquia chega aos cinemas no dia 16 de junho

As Tartarugas Ninja estão de volta, para quem quiser ver. “As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras”, segundo filme da franquia iniciada em 2014, estreia neste mês trazendo mais uma história de parceiros que precisam aceitar suas diferenças para agir como uma equipe; mais uma história de mutantes que têm a chance de se tornarem humanos (mas, é claro, acabam aprendendo a se aceitarem como são); e mais um vilão que quer destruir o mundo, atravessando um portal no céu de Nova York.

Se todo esse déjà-vu não for suficiente para afastar o público dos cinemas, então “Fora das Sombras” será um sucesso. Apesar de repetir diversas fórmulas dos filmes de ação contemporâneos, o longa traz uma identificação muito maior com o material original do que o anterior. Ele é mais infantil em muitos sentidos – nas piadas inocentes, na empolgação dos heróis com seus gadgets tecnológicos (seus “brinquedinhos”) e na ingenuidade dos vilões – e, como talvez os fãs tenham sentido falta no primeiro filme, este deixa de lado o realismo para se permitir abraçar a fantasia, assumindo como antagonista o mais bizarro dos inimigos das tartarugas: o cérebro alienígena gigante e rosado chamado Krang.

Isso tudo pode ser positivo se suas expectativas estiverem alinhadas: é um filme bobinho, que talvez lembre aquilo que você gostava de assistir na infância – mas tenha em mente que o público-alvo é de 12 a 13 anos no máximo. Na verdade, até as crianças podem se irritar um pouco com o excesso de didatismo, afinal, depois de um filme inteiro, seria de se esperar que o público já soubesse quem é cada tartaruga e qual é a sua personalidade estereotipada (o intelectual, o musculoso, o líder e o engraçadinho). Ainda assim, o roteiro insiste em reforçar essa informação a cada minuto.

“Fora das Sombras” traz alguns personagens novos e queridos pelos fãs: Stephen Amell (“Arrow”) é Casey Jones, o policial que gosta de combater o crime com uma máscara de hockey; e Gary Anthony Williams e Stephen Farrelly são os capangas Bebop e Rocksteady, presidiários transformados num javali e num rinoceronte homanoides. Jones vem para preencher o papel do coadjuvante capaz de lutar, já que April O’Neil, interpretada por Megan Fox, se reveza entre ser a personagem inteligente (o que só acontece em alguns momentos bem específicos) e ser a mocinha que corre de um lado para o outro. Will Arnett retorna ao papel de Vernon Fenwick – felizmente, com muito menos espaço para suas piadas sem graça.

O que realmente prejudica a experiência neste filme é a trilha sonora. Genérica e “heroica” demais, ela poderia se encaixar num “Vingadores” ou num “Transformers”, mas não combina com a alma jovem de “Tartarugas Ninja”. Mais adequada seria uma trilha musical moderna e criativa, rica em pop e hip hop, como no clássico de 1990.

“As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras” é dirigido por Dave Green (“Terra para Echo”) e tem os mesmos roteiristas de “As Tartarugas Ninja” (2014), Josh Appelbaum e André Nemec. Estreia no dia 16 de junho.

Atualizado em 19 Jun 2016.

Por Juliana Varella
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