Guia da Semana

Eu digo Sim!

O astro Jim Carrey conversou com o correspondente internacional do Guia da Semana depois de saltar de quase 100 metros de altura na Califórnia

De Los Angeles

Foto: Fábio M. Barreto
Cercado de jornalistas, Jim Carrey se arrisca num salto de bungee jump

O nome do filme é Yes Man, a história de um homem que decide dizer sim a tudo durante um ano inteiro. O ator principal é Jim Carrey. E o local é uma ponte histórica em Pasadena, na Califórnia, onde o grande circo do cinema está montado e esperando, há quatro dias, para apenas uma cena: um salto de "bungee jump". O longo tempo de espera é resultado das chuvas que varriam a região no final do mês de janeiro. Depois de duas remarcações, finalmente, um pouco de sol, previsão favorável e luz verde para a cena.

A imprensa local e correspondentes de vários países se amontoavam na pequena área de acesso livre na ponte para ver os preparativos, os testes, a orientação ao dublê e o trabalho do diretor Peyton Reed, que não parava um segundo. Surpreendidos por um frio absurdo, os jornalistas só podiam esperar. E eis que chega Jim Carrey, sorridente e brincalhão, descontraindo-se com equipe e cumprimentando a todos que tentavam falar com ele.

Antes do salto, Carrey disse estar confiante e, rindo, pediu que rezássemos por ele. Com todo aquele aparato de segurança, cabos checados e testados inúmeras vezes, havia pouca chance para que um acidente acontecesse. Mesmo assim, dava para notar um pouco de ansiedade no ator, que, pela primeira vez, arriscaria um "bungee jump".

Um salto do dublê, porém, estava planejado. Quando o sósia estava pronto para testar o equipamento, Carrey grita a plenos pulmões: "Que essa seja a primeira vez que um ator intercede por um dublê e, se eu cair, lembre de mim por isso!". E foi sorrindo em direção ao dublê, que foi até ali só para marcar presença mesmo.

Foto: Fábio M. Barreto
"O que a gente precisa fazer hoje em dia para aparecer e fazer mais sucesso que a Britney, não é?", brincou o ator já sob o parapeito da Arroyo Bridge. "Fedex, cartão de Natal, alguma coisa?", descontraiu-se com os jornalistas. E pulou!

O salto foi um sucesso, pudemos acompanhar a cena final nos monitores da equipe e produção, fomos filmados como extras de última hora e, por fim, a entrevista. Confira!

Fábio Barreto: Yes Man reflete seu atual momento pessoal?
Jim Carrey:
Ufa, deixe-me tomar um pouco de ar. Bem, o filme é uma metáfora. O personagem diz sim para a vida. Resolvi dizer sim para algumas coisas importantes da minha vida e deixar de ter medo de "bungee jump", por exemplo, foi uma delas. Foi ótimo fazer isso.

Hoje você pode dizer não, mas como era no início da carreira? Aceitava o que aparecia?
Jim Carrey:
Basicamente, sim. O espírito era dizer sim para todos os papéis, mas, aí, começou a ficar perigoso para a carreira e para a minha vida aceitar qualquer papel absurdo que imaginavam para mim. Não sei por que as pessoas ficam me vendo em papéis desmiolados (risos).

A decisão de pular e, de ultima hora, sem dublê foi difícil?
Jim Carrey:
Não muito, estava no roteiro desde a primeira versão, então, eu sabia que teria que pular. O engraçado foi que comecei a ver essa ponte em tudo quanto era anúncio, até parecia que ela estava me perseguindo. E, agora, entendi por quê. É difícil ficar ali em cima e saber que vai despencar! Acabei dispensando o dublê para resolver logo a parada e encerrar logo as filmagens. Vai que a chuva volta!

Foto: Fábio M. Barreto
Já havia feito algo tão perigoso assim antes?
Jim Carrey:
Não, definitivamente, depois de ir ao dentista (risos), essa foi a coisa mais alucinante que já fiz.

Você telefonou para os parentes e amigos. Vai saber, não é...
Jim Carrey:
Liguei para algumas pessoas da minha família, queria falar com eles e já aproveitei para deixar alguns bem desesperados. Embora não dê para ficar totalmente calmo numa situação dessas, especialmente pela adrenalina, eu sabia que tudo daria certo. Afinal de contas, disse sim e dizer sim faz bem!

Assim terminou o último dia das filmagens de Yes Man, que estréia nos Estados Unidos, no mês de dezembro.


Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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