Guia da Semana

Inside Llewyn Davis mostra lado mais melancólico dos irmãos Coen

Filme que abriu a Mostra Internacional de Cinema conta a trajetória de um músico errante

O novo filme dos irmãos Ethan e Joel Coen, Inside Llewyn Davis, tem um nome difícil de pronunciar – algo como “Lúin”. Não é de se espantar, portanto, que seu protagonista esteja tendo dificuldades para tornar seu nome conhecido na vila de Greenwich nos anos 60. O filme abriu a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, foi vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes, e surpreende pela sutileza em comparação a outros trabalhos da dupla.

+ Confira a programação da Mostra Internacional de Cinema
+ Saiba quais são os filmes imperdíveis da Mostra
+ Veja as apostas do Guia para o Oscar 2014

Llewyn (Oscar Isaac) é um cantor folk. Sua voz é limpa e sua interpretação, emocionada. Mas ninguém parece se interessar por sua música e, para piorar, ele teima em fazer escolhas erradas, como abandonar um trabalho seguro na marinha ou não assinar um contrato de royalties quando deveria. Agora, ele não tem mais teto e vive entre o sofá de um amigo e de outro.

Se Llewyn depende de seus colegas para dormir, ele não se mostra muito bom em retribuir o favor: como é tradicional entre os protagonistas dos Coen, o músico é egoísta, mesquinho e pode ser frio o suficiente para abandonar um animal solitário na estrada. Dividem a tela com Isaac os figurões Justin Timberlake e Carrey Mulligan, o primeiro num papel secundário e a segunda, com uma personagem no mínimo desagradável.

O humor, quase sempre presente nos filmes de Ethan e Joel (responsáveis por Fargo e Queime Depois de Ler), vem diluído em pequenos momentos espirituosos, e não concentrado em grandes absurdos narrativos como em outros anos. Este humor é melancólico e aparece, por exemplo, nos freqüentes e irritantes encontros de Llewyn com outras pessoas que sabem cantar tão bem quanto ele, ou melhor.

Chama a atenção o fato de que certos problemas, que normalmente tomariam grandes dimensões na trama, aqui acabam caindo no esquecimento e, simplesmente, passando sem maiores consequências. A impressão que se tem é a de que Llewyn não se importa o suficiente para se esforçar em resolvê-los ou para tentar mudar sua situação.

Para alguns, isso será a fraqueza do filme; para outros, sua força: se Llewyn não se importa, fica difícil para o espectador torcer por ele ou por qualquer virada em sua história – afinal, esse é o seu jeito de viver, levando dia após dia, sem passado nem futuro, apenas com a companhia do seu violão.

Assista se você

- Gosta de filmes que quebram expectativas

- Aprecia a música folk

- Quer ver Justin Timberlake e Carrey Mulligan soltando a voz

Não assista se você

- Está muito cansado e quer ver um filme mais agitado

- Não gosta de filmes dos irmãos Coen

- Espera ver um filme tão engraçado quanto Queime Depois de Ler

Atualizado em 24 Fev 2014.

Por Juliana Varella
Compartilhe

Comentários

Outras notícias recomendadas

“Gostosas, Lindas e Sexies” – Sex and the City à brasileira chega aos cinemas com elenco plus-size

Filme estreia nesta quinta, 20 de abril

Será? Will Smith pode ser o Gênio no live-action de "Aladdin"

Segundo o Deadline, ator está em negociações com a Disney

“Paixão Obsessiva”: suspense trash com Katherine Heigl estreia nesta quinta

Heigl interpreta uma ex-mulher determinada a eliminar a atual

“Paterson” - Adam Driver é um poeta do cotidiano em novo filme de Jim Jarmusch

Filme conta a história de um motorista de ônibus que escreve poemas nas horas vagas

Cinemark exibe “...E O Vento Levou” na próxima terça-feira

“2001: Uma Odisseia no Espaço” e “O Mágico de Oz” serão os próximos clássicos na programação

Serviço permite ir ao cinema todos os dias por mensalidade fixa

Assinaturas do Primepass variam de R$ 39,90 a R$ 139,90