Guia da Semana

Lições de vida que aprendemos com “Whiplash”

Filme sobre jazz pode ensinar muito sobre vida, carreira e relacionamentos

“Não existe expressão mais prejudicial do que ‘bom trabalho’.” Quem assistiu ao filme “Whiplash”, do diretor Damien Chazelle, sabe muito bem o peso desta frase. O longa apresenta os desafios que o estudante Andrew (Miles Teller) tem que atravessar para se tornar o baterista da orquestra de jazz da universidade, regida por um aterrorizante professor de música (Terence Fletcher, interpretado por J.K. Simmons), que não aceita alunos medianos.

Por motivos que vão muito além do apuro técnico, a produção foi, de longe, uma das mais impressionantes de 2014. Ao mostrar embates que qualquer pessoa deverá enfrentar em algum momento da vida, “Whiplash” traz lições que podem durar mais que seus 107 minutos de projeção – e o interessante é que a maior parte delas veio da experiência real do próprio diretor.

O curta que inspirou o filme

Assim como o protagonista de “Whiplash”, Chazelle também sonhava em ser um ás das baquetas, como seus ídolos Tony WilliamsCharly Antolini e Buddy Rich. Entretanto, um professor rigoroso fez com que ele desistisse da carreira.

A mudança de rumo não foi totalmente ruim, já que, alguns anos depois, Chazelle transformou essa parte de sua vida num curta-metragem. Com o mesmo nome do filme, “Whiplash” caiu nas graças do público e da crítica e abocanhou o grande prêmio da categoria no festival de Sundance de 2013, tornando o caminho para se tornar um longa-metragem ainda mais fácil.

Seja na forma de um curta, seja como um longa-metragem, a verdade é que “Whiplash” nos ensinou algumas boas lições de vida. Confira algumas delas:

Lições de "Whiplash"

Seja persistente

Mesmo tendo de encarar diariamente uma rotina estressante nas aulas do seu professor — que muitas vezes passa do ponto —, Andrew não desiste e continua firme na busca pelo sonho de ser um grande músico.

Aprenda a balancear as coisas

No filme, o jovem protagonista conhece uma garota que se apaixona por ele. O problema é que o músico não consegue balancear muito bem suas prioridades e acaba largando o relacionamento para se focar apenas nos estudos. Essa decisão faz com que sua vida fique ainda menos equilibrada e ele, mais infeliz.

Saiba que a vida é dura

Sabe aquela ideia de que a “vida não tá fácil pra ninguém”? Pois é, isso fica bastante claro em “Whiplash”. Mesmo sendo capaz de produzir solos com uma técnica quase perfeita, Andrew parece nunca agradar o seu professor, que sempre busca extrair um pouco mais do aluno. Apesar de duro, é exatamente isso que vai fazer ele se destacar como bateirista.

Siga os seus sonhos

Talvez essa seja a mensagem principal do filme: ainda que tudo pareça complicado e quase impossível, o importante é sempre buscar aquilo que lhe dê prazer. E, se isso for atuar como baterista numa banda de jazz, vá em frente!

Um filme para refletir

Recheado com atuações arrasadoras, músicas sensacionais e uma edição perfeita, “Whiplash” é um filme que nos faz refletir ao som do melhor do jazz. E, como acontece com todo filme que nos faz pensar, nunca é tarde para revê-lo e tentar enxergar mais algum detalhe por ali.

Algumas das perguntas que acabamos nos fazendo ao subir dos créditos são: até que ponto temos que tolerar algum tipo de pressão para fazer parte de um grupo, seja ele social ou musical? E até que ponto vale a pena aceitar um abuso de poder ou autoridade, se isso for o necessário para se evoluir como profissional? As questões são polêmicas e as respostas vão depender de cada um.

Se você também assistiu a “Whiplash” e saiu cheio de reflexões, conte para a gente o que achou do longa e se concorda com o método de ensino de Terence Fletcher aqui nos comentários!

Atualizado em 23 Set 2015.

Por Redação
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