Guia da Semana

O homem do ano

De Los Angeles


Depois do estrondoso sucesso com Homem de Ferro, não há limites para Robert Downey Jr. O ator passou de sinônimo de porta de cadeia para sucesso certeiro e, agora, estrela mais um inevitável estouro de bilheterias. Em Trovão Tropical, Downey Jr. é Kirk Lazarus, um renomado ator de dramas que se envolve em um filme sobre o Vientã e decide pigmentar a pele para viver um personagem negro. Claro que isso causou controvérsia na realidade fictícia do filme, assim como na vida real, já que o personagem foi considerado ofensivo e exagerado por parte da comunidade norte-americana.

Com um bom-humor impagável e sem a menor preocupação com política ou polêmicas, Downey Jr. conversou com nosso correspondente internacional. Confira o papo!

Fábio Barreto: Qual seu filme de guerra favorito?
Robert Downey Jr.:
Nada é tão bom quanto a vida real, cara. Danem-se os filmes de guerra, eu gosto de assistir ao bom e velho Military History Channel e conferir os bravos soldados americanos lutando pela democracia em tempo real. Acho melhor retirar esse comentário, deu um branco aqui. Acho confuso falar sobre isso, acho que você vai me julgar baseado no tipo de filme que eu escolher, então, não me sinto pronto para esse tipo de avaliação. (risos).

Qual foi o maior exagero que você pediu durante as filmagens?
Robert Downey Jr.:
Pedi uma réplica de um ônibus espacial do tamanho de um carro para colocar dentro do meu trailer. Mas ela ocupava todo o maldito trailer, o que significa que acabei ficando sem um trailer, então, tivemos que dar um jeito nisso. Queria ter pedido a melhor casa do Havaí, mas Stiller já tinha conseguido isso, então, deixei pra lá!

De onde você tirou aquele sotaque australiano?
Robert Downey Jr.:
Essa é boa. (risos). É o seguinte: Kirk Lazarus é irlandês e tem um trailer com esse sotaque no começo do filme, então, ficaria muito igual e não sei se conseguiria fazer isso muito bem o tempo todo. E eu já tinha feito sotaque australiano em Assassinos por Natureza, certo? Uni o útil ao agradável!

Você se preocupou com a controvérsia sobre Robert de interpretar um ator negro?
Robert Downey Jr.: Claro que a gente pensou nisso e, particularmente, sempre espero o pior de coisas desse tipo, mas nada ficou tão complicado quanto imaginei. Felizmente, Ben causou mais problemas por causa do deficiente mental que ele interpretou. Sorte minha, agora, as minorias estão atrás dele, não de mim. Obrigado, Ben!

Por falar em Ben, você foi dirigido por ele em tomadas em conjunto. Como foi "receber ordens" do cara que estava ao seu lado?
Robert Downey Jr.:
Isso é hilário. Quando fizemos a cena de Simple Jack [personagem com deficiência mental vivido num dos filmes de Tugg Speedman, papel de Ben Stiller], lá estava Ben, olhando para a minha cara e repassando as falas comigo. Aí, ele pede para eu dizer: "Você é estúpido". Eu disse, só que fui um pouco mais além e também disse : "Você é estúpido. Você é o filho da mãe mais estúpido que já pisou neste planeta". Aí, do nada, ele pediu para usar isso na gravação. Tá falando sério? Ele disse que sim e filmamos assim. Essa foi uma das poucas situações em que não agüentei e comecei a rir, pois foi tão retardado ter o diretor pedindo para que eu o xingasse em cena.

Os atores representados no filme são inseguros, isso é normal em Hollywood?
Robert Downey Jr.: Não sei, prefiro deixar os outros inseguros e defensivos comigo. Neste ano, eu posso tudo! (gargalhadas)


Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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