Guia da Semana

Os Pinguins do Papai

Um ambicioso executivo de Nova Iorque muda completamente de vida ao conviver com os pinguins - e cada um deles tem nome

Lançado com alarde no Brasil, com a presença de Jim Carrey e massiva atenção da imprensa, Os Pinguins do Papai(Mr. Popper´s Penguins) é um legítimo representante do cinema hollywoodiano "feito para a família" - e o longa cumpre seu objetivo de agradar adultos e crianças igualmente.

 


Despretensioso, o filme prende a atenção ao contar a história do nova-iorquino Tom Popper, um ambicioso e bem-sucedido executivo do ramo imobiliário que recebe uma herança inusitada do pai aventureiro: seis pinguins vindos diretamente da Antártida. É nessa hora que a vida de Popper vira de cabeça para baixo. Ao mesmo tempo em que tenta comprar um tradicional restaurante para se tornar sócio da empresa onde trabalha, Popper tem que lidar com os novos hóspedes. Com relação distante com os dois filhos e tentando reconquistar a ex-mulher (Carla Gugino), Popper vê nos bichinhos gélidos uma oportunidade de recuperar a afeição da família, que se apaixona à primeira vista pelas aves. O afinado elenco conta ainda com Clark Gregg, o Richard da série The New Adventures of Old Christine.


Com orçamento de 55 milhões de dólares, Os Pinguins do Papai é baseado em um livro de 1939 escrito por Florence e Richard Atwater e traz Jim Carrey no papel que lhe cai melhor: cômico, porém sensível. Versátil, o ator já provou que consegue circular bem não só em comédias rasgadas como Debi e Loide e O Máskara, sucessos que o consagraram na década de 90, mas também em filmes como O Show de Truman, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças e na obra de 2009 O Golpista do Ano, no qual ele interpreta com maestria o homossexual que faz par com Ewan McGregor.

O filme alterna efeitos de computação gráfica com participações de pinguins verdadeiros (Carrey contou na coletiva que chegou a atuar com os bolsos cheios de sardinha). Algumas passagens são hilárias: merece destaque a cena em que os seis pinguins - Matraca, Galã, Bicão, Lesado, Capitão e Fedô - sim, os animaizinhos têm nome - deslizam pelo Museu Guggenheim em um evento beneficente depois de dar uma voltinha na Big Apple. Melhores ainda são as cenas em que Popper transforma sua casa numa filial do Polo Sul para deixar os amiguinhos se sentirem à vontade - para isso, prefere dormir todo encapotado no rigoroso inverno da cidade e deixar a varanda aberta para que a neve se alastre no ambiente.

Como não poderia deixar de ser em um filme do gênero, a chegada dos pinguins humaniza o personagem de Popper, que chega a questionar o que é de fato importante em sua vida. Com essa reflexão, seu status e apartamento luxuoso acabam ficando em segundo plano. Até a relação que ele teve com o pai, distante e marcada por mágoas, tem a chance de ser revista por Popper nessa jornada pessoal. O público deve se conectar mais ainda com o personagem quando ele tenta descobrir como "chocar" um ovo de pinguim que não vingou.

Engraçado na medida para conquistar também os mais crescidinhos, Os Pinguins do Papai vale o ingresso. É só se deixar levar pelos simpáticos bichinhos e embarcar na diversão.

Leia as colunas anteriores de Vivian Ragazzi:

Mr. Big


Autocrítica francesa

The Cult

 

 

 

 

 

Quem é a colunista: Alguém que gosta de ouvir (e de contar) histórias.

O que faz: Jornalista.

Pecado gastronômico: Comida japonesa e qualquer prato que leve camarão.

Melhor lugar do mundo: Normalmente, me atraem lugares com culturas milenares, como Turquia, India, Marrocos...

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Rock clássico, MPB.

Para falar com ela: vragazzi@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Atualizado em 10 Abr 2012.

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