Guia da Semana

Pré-estreia em alto nível

A primeira exibição de Tropa de Elite 2 recebeu vários elogios dos espectadores pela produção e por levantar questões ainda mais polêmicas

Foto: Guia da Semana

Thiago, Odete, Flávia e Raul foram alguns dos contemplados na promoção do Guia da Semana que deu acesso livre para a pré-estreia de Tropa de Elite 2

'Faca na caveira' foi um dos poucos bordões que acompanhou o segundo filme do Tropa de Elite. Os clássicos 'pede para sair', 'cadê o baiano' e 'você é um fanfarrão' ficaram de fora da continuação do longa, que teve sua pré-estreia na última terça-feira, dia cinco, e chega aos cinemas no dia oito. A sede do evento foi o teatro de Paulínia, no interior de São Paulo, cidade que também abrigou parte das gravações do filme. A première foi uma grande festa, com bela decoração, estrutura de segurança fortíssima e um público ilustre, como todo o elenco e os produtores do filme, além de distribuidores, celebridades, políticos, convidados especiais e representantes da imprensa em geral.

Dentre os convidados especiais da pré-estreia, estavam os ganhadores da 'Promoção Tropa de Elite 2', que o Guia da Semana pode realizar com exclusividade para os seus leitores. O Guia foi o único veículo de mídia digital que teve autorização para cobrir o lançamento do Tropa de Elite 2 e levar sua equipe e os contemplados da promoção. "O evento foi fantástico e Tropa de Elite 2 superou minhas expectativas", revela a analista de RH e uma das vencedoras, Odete da Silva Ribeiro.

Foto: Guia da Semana

O Theatro Municipal de Paulínia, no interior de São Paulo, foi a sede da première do segundo longa de Tropa de Elite

De capitão a secretário de segurança

As mudanças para o segundo Tropa são várias, começando pelo fato que se passam 15 anos na história e, consequentemente, na vida do personagem principal do filme, o Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura. Agora, na maior parte do filme ele é chamado de Coronel Nascimento e do cargo de comandante do Bope, passa a ser secretário de segurança no Estado do Rio de Janeiro. "Ele está mais sério, na meia-idade, mas continua com aquela virilidade de sempre do Capitão Nascimento", opina Thiago Alzani, que é jornalista e foi outro contemplado do Guia.

Por outro lado, Odete destaca a outra face da personalidade do ex-comandante do Bope que não havia sido mostrada no primeiro longa. "O Capitão Nascimento está mais emocional, mostra que ele não é tão durão. Ele se porta dessa maneira, porque tem que ser, porque é o sistema", comenta a analista de RH, referindo ao 'sistema' muito comentando no primeiro longa quando faziam referência ao tráfico de drogas. O personagem de Wagner Moura contracena com seu filho adolescente Rafael, vivido pelo estreante Pedro Van Held, em várias partes do filme. O destaque vai para as cenas que os dois passam em cima do tatame, lutando jiu-jitso.

Foto: Guia da Semana

Após assistirem ao filme, os vencedores da Promoção Tropa de Elite 2 deram seus depoimentos sobre o longa para a equipe do Guia da Semana

Do tráfico para a política

O enfoque central do primeiro Tropa é tráfico de drogas na capital carioca e que refletia por todo o país. Já o segundo, segue mais para o viés político e desmantela a ligação do governo com a polícia e as milícias. Coincidência ou não, o Tropa de Elite 2 passa em um ano de eleições e as relações de compra de voto, suborno e financiamento de campanha pelo tráfico ficam escancaradas. "Na jogada eleitoreira que aliou o policial corrupto do morro ao governo, ficou bem claro aquela política do pão e circo em troca de votos", expõe Alzani.

O estudante Raul de Souza Olveira - outro vencedor da promoção do Guia - gostou muito do enfoque político que trouxe o Tropa 2. Segundo ele, a película representa muito bem o Brasil e é importante para que os brasileiros pensarem muito bem em quem vão eleger, pois podem colocar no governo políticos como os mostrados no longa. "Essas cenas deu até certa angústia, pois a verossimilhança era demais", completa.

O jornalista Alessandro Fiocco, que também esteve na première, reforça a questão do realismo apresentando nas cenas, a identificação com o que acontece na sociedade brasileira atualmente e define o filme como questionador. "Sabemos que há invasões nas favelas, nos presídios, mortes violentas relacionadas ao tráfico, mas quando se para e pensa na questão política apresentada no filme, não sabemos até que ponto aquilo não é vida real", comenta. A última cena do explica bem a origem dessas indagações do filme e deixa a conclusão para seus ilustres expectadores.

Atualizado em 6 Set 2011.

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