Guia da Semana

Samba, cigarros e romance

Depois de O Invasor, Boleiros 2 e Estômago, Paulo Miklos estrela mais uma produção nacional. Em É Proibido Fumar o vocalista dos Titãs contracena com Glória Pires e vive um amor regado à fumaça, ironia e música

Foto: Divulgação


Com ar de galã, mas sem cigarros na mão, o roqueiro e ator Paulo Miklos volta às telonas com o filme É Proibido Fumar, que estreia 4 de dezembro nos cinemas. No longa, ele vive o personagem Max, par romântico de Baby, uma professora de violão interpretada por Glória Pires. Na trama dirigida por Anna Muylaert, Max é um músico que, para sobreviver, toca samba em uma churrascaria, apesar de gostar de Jorge Ben Jor. Já Baby é uma mulher démodé e solitária que se enclausurou no apartamento herdado pela mãe e vê no cigarro a sua grande companhia. O destino dos dois passa por transformações quando ele torna-se vizinho da fumante obsessiva.

Para conquistá-lo, Baby entra em uma luta conta o cigarro. Porém, ela não imagina que isso vai gerar amor, ironia e fatalidade. A atuação de Miklos em É Proibido Fumar rendeu o prêmio de melhor ator no 42º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. A produção de Muylaert também faturou mais sete troféus e foi a grande vencedora do evento. Além de melhor filme, conquistou os prêmios de melhor atriz (Glória Pires), atriz coadjuvante (Dani Nefussi), roteiro (Anna Muylaert), direção de arte (Mara Abreu), trilha sonora (Márcio Nigro) e montagem (Paulo Sacramento). Confira a entrevista com Paulo Miklos sobre o longa.

Guia da Semana: Como surgiu o convite para protagonizar É Proibido Fumar?
Paulo Miklos: A Anna Muylaert estava fazendo uma série de testes e me convidou para fazer o que ela chama de demo-filme, que é fazer uma prévia do filme inteiro em dois dias. Eu topei participar e isso serviu de teste para mim. E eu agarrei a oportunidade com unhas e dentes. Levei meu violão e mostrei tudo o que eu era capaz de fazer.

Foto: Divulgação


Guia da Semana: No longa você interpreta um músico. Quais foram as dificuldades que você enfrentou para viver o personagem Max?
Paulo: Foi um grande desafio fazer o Max. Ele é totalmente diferente do Anísio de O Invasor, que era um bandido. Ele é mais cheio de nuances. No início, ele causa uma certa desconfiança. Mas depois ele se revela um cara que quer um compromisso e é fiel. Ele possui mais possibilidades e é uma pessoa real. Eu conheço vários Max e tenho um também um lado Max. Foi muito bacana fazer esse personagem.

Guia da Semana: Como foi contracenar com Glória Pires?
Paulo: Foi fantástico. Ela tem muita experiência e topou o desafio de trabalharmos juntos. A Ana tinha como proposta fazer essa união na tela e acreditava que a nossa combinação daria uma 'eletricidade'. E eu acho que ela tinha razão. A Glória foi sensacional e assisti de camarote ao trabalho que ela faz nesse filme. Foi uma aula.

Guia da Semana: Você participou da trilha sonora do filme. O que pautou as escolhas das músicas que embalam o casal Baby e Max?
Paulo: Eu contribuí com sugestões para a trilha sonora, o que foi algo que eu ainda não tinha feito. Eu mandei quase 200 músicas para Ana e três entraram no filme.

Guia da Semana: Quais foram?
Paulo: A música que termina o filme foi uma delas. Como o enredo discute o samba, pois ele gosta do Jorge Ben (Jor) e ela de Chico Buarque, eu sugeri Do You Like Samba?, de Marcelo Duran, que mostra essa discussão e é romântica ao mesmo tempo. Também sugeri o Bola Sete que é um cara do samba, que tocou com Pixinguinha e com grandes feras do samba, mas que também é um guitarrista. É a música que toca quando há a mudança do Max para a casa da Baby. A outra é uma instrumental que a gente tirou de um grande sucesso do Juca Chaves, Take Me Back To Piauí. São músicas movimentadas para momentos para cima do filme. A trilha também tem o Villa-Lobos que está em alta, mas é pouco ouvido. A Ana fez praticamente toda a seleção com base no Villa-Lobos.

Foto: Divulgação


Guia da Semana: O que significa para a sua carreira ganhar o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília?
Paulo: Significou muito. Eu estreei em Brasília com o prêmio de ator revelação (O Invasor), o que para mim foi uma surpresa fantástica e mostrou o reconhecimento de um esforço que eu tinha feito em um terreno ainda desconhecido. Desde então eu fiz uma série de programas, minisséries, uma novela e mais dois filmes (Boleiros 2 e Estômago). Eu me empenhei muito e acho que esse prêmio vem comprovar que eu estou no caminho certo. Foi meu diploma de formatura.

Guia da Semana: Quais são seus próximos projetos no cinema?
Paulo: No cinema ainda não tenho, porque estou em excursão nacional com os Titãs por causa do disco novo Sacos Plásticos. Está bem puxado.

Guia da Semana: Você se sente mais à vontade nos palcos, com a música, ou na telas, como ator?
Paulo: Para mim uma coisa é extensão da outra. Eu sou um interprete, canto, toco. Estar no palco é o que eu mais gosto. O trabalho de ator é uma extensão disso. Talvez seja algo mais total como intérprete, porque na atuação é necessário usar todos os recursos. Eu vejo uma continuidade daquilo que faço, não vejo como algo diferente.

Atualizado em 6 Set 2011.

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