Guia da Semana

Sarah Bolger, a fada irlandesa

A jovem estrela fala sobre os planos para a carreira e a grandiosidade de seu novo longa, As Crônicas de Spiderwick

De Los Angeles

A belíssima Sarah Bolger, natural de Dublin, na Irlanda, encantou uma parcela do cinema quando, ao lado da irmã, estrelou Terra de Sonhos, de Jim Sheridan, ao lado de Samantha Morton e Djimon Hounsou. Simpática, bonita e irreverente, essa garotinha de 16 anos surpreende ao lidar com a imprensa e fala de seus planos com uma certeza incomum para sua idade. Agora ela estrela As Crônicas de Spiderwick, ao mesmo tempo em que conquista fãs na TV por fazer parte do elenco de The Tudors. Confira entrevista exclusiva!

Fábio Barreto: Como sua carreira de atriz começou?
Sarah Bolger:
Aos seis anos, eu fiz Dorothy em O Mágico de Oz, na peça da escola. Nesse dia eu senti que queria atuar, mas nunca havia pensado em ser atriz profissional. Quando Terra de Sonhos estreou [ela e sua irmã de verdade, Emma, atuam lado a lado com parte de uma família de imigrantes da Irlanda que se mudou para os Estados Unidos], tudo mudou em relação ao trabalho e começaram a me chamar para outros filmes.

Você foi convidada para Spiderwick?
Sarah Bolger:
Mandei uma fita de teste e fui chamada para a leitura com o Freddie [Highmore]. Não achei que fosse dar certo, porque nós dois somos europeus. Tudo é americano no filme, era meio estranho a gente ali. Até conversamos bastante e tínhamos certeza de que não daria certo. Mas deu.

O diretor diz que não achou ninguém melhor que vocês...
Sarah Bolger:
Não sei de nada! (risos)


Você é da Irlanda, terra das fadas e criaturas mágicas do folclore. Você cresceu ouvindo essas histórias, não é? E agora está numa delas!
Sarah Bolger:
Com certeza. Uma das coisas que as crianças irlandesas sabem é sobre o folclore e nossa tradição. Existe uma delas, Finn McCool, que conta como esse herói da mitologia ganhou todo o conhecimento do mundo depois de ter comido um pedaço do Salmão da Sabedoria. Também existem todas as histórias sobre leprechauns e fadas, mas não tem nenhum leprechaum em Spiderwick. Ufa! (risos) Eles são arrepiantes!

Qual a cena mais difícil?
Sarah Bolger:
Quando todos os goblins estão me atacando e eu tenho que agir como se estivesse acertando alguma coisa para valer. Chutando, cortando, etc. As cenas de susto também são complicadas, pois eu tenho que parecer realmente assustada e não tem nada ali.

Como é alternar entre o mundo do cinema e a vida normal? Família, escola, amigos?
Sarah Bolger:
Eu chorei muito no último dia das filmagens. A equipe do filme parece uma família alternativa. É estranho. Você é jogado no meio daquele pessoal, que é bem legal, e, de repente, tem que recriar ligações com os amigos e, embora a gente não queira, as pessoas mudam. Não acho que eu tenha mudado tanto, mas continuo com minhas três grandes amigas desde sempre e a gente se acostuma. Na escola, faço todos os trabalhos que os professores pedem enquanto estou fora nas filmagens. Eles são ótimos comigo, não posso desapontá-los. E tem outra coisa: estudar é fundamental, quero ter uma boa profissão caso atuar não dê certo no futuro.

E em casa?
Sarah Bolger:
Sabe, tudo isso é meio doido. Eu falo tanto, que meus pais mandam eu ficar quieta. Mas quem consegue ficar quieta depois que o Tom Cruise canta parabéns para você? Foi demais! Mas nem por isso eu saio por aí esnobando as pessoas e jogando na cara de todo mundo.

Você comentou que ficou impressionada com as campanhas de publicidade para seus trabalhos. O que te impressionou em Spiderwick?
Sarah Bolger:
Vim de Dublin para essa entrevista e não imaginei o tamanho do filme até ver todos os outdoors espalhados pela cidade, pontos de ônibus e em todos os lugares. Não tem como não pensar: nossa, eu só atuei. Agora tudo isso nasceu de um pedaço da minha vida. É grandioso demais.

Ficar "grandiosa demais" te preocupa?
Sarah Bolger:
Um pouco, sem dúvida. Já é difícil balancear tudo depois de Terra de Sonhos, agora, então, pessoas já perguntam se eu vou mudar para Los Angeles, se vou me tornar atriz tempo integral e esse tipo de coisa. A cobrança parece exagerada às vezes.

Então, quer dizer, que você não tem planos de mudar ou assumir atuação efetiva?
Sarah Bolger:
Não, quero terminar os estudos primeiro. Depois disso, atuar pode, ou não, ser um trabalho.

Você pratica esgrima no filme. Está afiada com a espada?
Sarah Bolger:
Pode apostar! Não cruze comigo de noite! (Risos) Treinei cinco semanas com 4 horas por dia. Ajudou como exercício cardíaco. Foi ótimo! Recomendo para quem quer um esporte diferente! Adorei!


Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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