Guia da Semana

Entrevista Edson Celulari

Em bate-papo exclusivo, o ator fala de seus personagens marcantes, o estigma de galã e como faz para se manter atualizado

Considerado um dos galãs da TV brasileira, Edson Celulari está com tudo. Em cartaz em São Paulo com a peça Nem Um Dia se Passa sem Notícias Suas, divide o palco com o sobrinho, Pedro Garcia Netto, que interpretou o Nando, em Insensato Coração (veja entrevista com o ator) onde vivem uma história que resgata as origens familiares.

Separado da atriz Cláudia Raia, desde julho de 2010 e natural de Bauru, interior de São Paulo, Edson Celulari está namorando novamente e assume os seus 53 anos com muito vigor.

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Afastado do tablado desde personagem feminino em Hairspray, o queridinho do casting do autor Sílvio de Abreu esteve no elenco de pelo menos seis novelas assinadas por ele.

Longe das telonas desde 2006, Celulari está cotado para dar vida ao personagem de Sílvio Santos no cinema, em 2012. Porém, o ator afirma que, por enquanto, não houve nenhum convite formal e que toparia se o roteiro for bom.

Edson Celulari e Pedro Garcia Netto em cena do espetáculo (Crédito: Divulgação)

Confira uma entrevista exclusiva com o ator.

Guia da Semana: Como surgiu o projeto da peça Nem Um Dia se Passa sem Notícias Suas?
Edson Celulari: Surgiu de um encontro com a autora em uma outra peça no Rio. Ela propôs um texto para mim e o Pedro, juntos. Um ano depois ela me liga e nos convida para lermos algumas páginas. Foi um processo muito interessante.

Guia da Semana: Você divide os palcos com seu sobrinho, Pedro Garcia Netto, como está sendo essa experiência familiar?
Edson: Minha irmã, mãe dele, é minha produtora. Fica tudo me família. Moramos juntos alguns anos e ele é um orgulho para mim. Agora, juntos no palco está sendo um prazer. Para mim é um exercício ótimo. Depois de ter saído de uma produção tão grande, como foi Hairspray, protagonizar um texto que fala de família, com uma interpretação intimista, em um palco menor está me fazendo bem.

Guia da Semana: Você já protagonizou diversos trabalhos. O que te motiva a aceitar um papel desse tipo?
Edson: Nós atores representamos a vida, o humano, e todo texto que tenha uma boa qualidade de material me interessa muito. O que me atrai é isso, um bom material. Usufruir o olhar sobre o humano, as questões familiares, de homem e mulher. Acredito que uma pessoa saia de casa para ver um espetáculo pensando em acrescentar alguma coisa e se divertir. E essa é minha função.

Guia da Semana: Entre tantos trabalhos em TV, teatro, qual você acredita que tenha sido o divisor de águas na sua carreira?
Edson: Todos têm sua importância. Mas para destacar no meu trabalho, Que Rei Sou Eu?, marcou uma revolução em termos de formato da TV, em Fera Ferida, como o Raimundo Flamel, Calígula, no teatro, o Vadinho na minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos. São vários.

Guia da Semana: Voltando um pouco na sua carreira, você se mudou para São Paulo com apenas 16 anos. Se pudesse voltar atrás, faria algo diferente?
Edson: Começaria tudo de novo e com o maior prazer. O que me motivou a escolher esse ofício continua muito vivo e latente em mim. Enquanto puder quero estar em cima de um palco, em um set de filmagem, estúdio, fazendo o que escolhi fazer da minha vida e por muito prazer. Sou privilegiado por ter esse poder de falar para tanta gente, espectadores, platéias, e ainda ganhar por isso. Tem até salário (risos).

Guia da Semana: A principio você era tido como galã e hoje reverteu esse quadro e é visto com um grande ator. Já teve receio de ficar marcado com esse rotulo?
Edson: Não, não. É um oficio que oferece, a quem executa, a diversificação. Fiz uma mulher gorda em Hairspray, agora sou um médico. Esse privilégio de mudar é muito bom. Quero aproveitar sempre e caminhar pelos mais diversos caminhos. Quem faz isso de rótulo não é o ator. Isso sai na mídia, existem tendências temporárias, e seguir isso não dá certo. Um ator tem que ser capaz de fazer tudo e deve fazer tudo.

Guia da Semana: Você acompanhou um período de transformação na TV, entre anos 80, 90 e atualmente. O que sentiu de mudança no perfil dos atores e programas?
Edson: Naturalmente as novelas se modificam e isso é normal. Há uma disputa de mercado e o nível que se faz no Brasil é de muita qualidade. A troca e a renovação são naturais. Tudo isso cria um movimento no mercado. Sempre vejo com bons olhos. Sempre pode melhorar e acho que isso só se mantém se houver a procura, e há.

Guia da Semana: Você já teve atuações marcantes no cinema e recentemente foi divulgado que você poderia interpretar o Silvio Santos em um filme para 2012. Já tem algo confirmado?
Edson: É uma coisa de mercado. Fiz poucos, mas bons papéis. Eu era bastante procurado e depois isso parou. Mas é uma linguagem que eu adoro e se acontecer um convite eu vou analisar com muito carinho. Ninguém me procurou para viver o Sílvio Santos no cinema. É uma notícia virtual, uma ideia, mas não existe roteiro pronto e ninguém me chamou. Mas se for, eu faria, claro. Admiro muito o Silvio Santos, é um homem com uma história única no país. Tomara que seja um bom roteiro e que eu me veja dentro disso.

Bate-Bola

O que curte na TV: esportes em geral, noticiário, seriados, séries brasileiras, adoro O Astro, Mulhere Invisíveil, Tapas e Beijos e ver meus colegas, sou noveleiro.
Música: jazz, hip-hop, samba, são muitos. Música está presente na minha vida, inclusive meu filho Enzo é músico.
Cantor: Jason Mraz
Cantora: Maria Gadú
Ator: Al Pacino
Atriz: Fernanda Montenegro
Prato predileto: cozinha italiana, francesa, coisas mais leves, sou um gourmet. E pratos com belas histórias.
Melhor lugar do mundo: minha casa 

Atualizado em 2 Mai 2012.

Por Marcus Oliveira
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