Guia da Semana

“A Mansão Mágica” capricha no 3D e é opção divertida para crianças

Animação belga tem casa assombrada, objetos curiosos e gatinho esperto como protagonista

Nem só de estúdios americanos vive a animação infantil nos dias de hoje. Dois anos depois de lançar “Sammy: A Grande Fuga” e ganhar algum reconhecimento fora da Europa, o diretor belga Ben Stassen e sua produtora nWave trazem aos cinemas internacionais um projeto mais maduro e muito mais comercial, mostrando que aprenderam a lição. “A Mansão Mágica”, co-dirigido pelo animador Jeremy Degruson, é uma aventura simples, adorável e, acima de tudo, divertida.

Trovão é um gatinho doméstico que foi abandonado pela família quando seus donos perderam a casa. Sem ter aonde ir, ele acaba entrando numa mansão antiga e com fama de assombrada. Logo, descobre que aquela é a casa de Leonardo, um mágico aposentado que hoje leva seus truques a um hospital infantil da região. Também descobre que o local é habitado por um coelho (Zeca), uma ratinha (Nina), um casal de pombos e uma legião de objetos animados.

Zeca e Nina são os mandachuvas da casa quando Leonardo não está olhando. Mais velhos, eles têm medo de serem substituídos pelo novato e fazem de tudo para expulsar Trovão. O problema é que eles precisam do gato para afastar o sobrinho do mágico, um corretor de imóveis que quer vender a casa e é alérgico a felinos.

Os personagens cativam em questão de segundos, mas não demora para percebermos qual é, realmente, a vocação daquele desenho: “A Mansão Mágica” foi planejado como uma experiência de imersão em 3D e, de olho no mercado, foi lançado junto com dois curtas em 4D voltados para parques de diversão (“The House of Magic 4D” e “Haunted Mansion 4D”).

Já no longa, podemos imaginar algo como uma montanha russa acompanhando os movimentos do gato – que salta de uma armadilha para outra e escorrega por longos corrimões com a câmera na altura de seus olhos. A ideia funciona, para quem gosta, e o 3D dá uma vertigem nostálgica das brincadeiras de criança, sem pesar.

O roteiro pode não ser inovador, mas cumpre a missão de empolgar as crianças sem apelar ao mau gosto. O herói é esperto e criativo; a figura paterna é generosa; os adversários eventualmente se tornam amigos e o vilão é vencido sem violência.

“A Mansão Mágica” não tem o orçamento nem a ousadia de um blockbuster infantil, mas é aquele filme seguro que qualquer mãe poderá levar seu filho para ver no cinema, curtindo uma sessão leve e com algumas risadas para ambos. A fofura é garantida.

Assista se você:

  • Gosta de filmes infantis
  • Gosta especialmente de filmes fofos
  • Gosta de filmes com casas assombradas e invenções malucas

Não assista se você:

  • Não gosta de filmes infantis
  • Não liga para personagens fofos
  • Espera ver um filme de arte ou inovador

Atualizado em 4 Nov 2014.

Por Juliana Varella
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