Guia da Semana

A mordida na educação infantil

Se as mordidas e outros comportamentos agressivos forem constantes, é fundamental procurar ajuda especializada

Foto: Getty Images


Durante a infância, na faixa etária de um ou dois anos, a criança que não tem total domínio da fala tenta se comunicar através de atitudes às vezes agressivas, como empurrões, puxões de cabelos e até mordidas para expressar seus desejos.

Bebês usam o choro como instrumento de defesa. Já as crianças, quando se sentem contrariadas, podem usar mordidas para se expressar, pois ainda não têm a fala totalmente desenvolvida.

Isso também ocorre porque elas ainda não sabem que a mordida dói e não conseguem compreender o que os outros estão sentindo. Muitas vezes, a mordida é o meio das crianças mostrarem que estão sobrecarregadas, cansadas, estressadas, frustradas e, como elas ainda não sabem se expressar através da fala, criam meios para demonstrarem o que sentem - como um gesto, um grito ou uma mordida.

Quando existem casos de mordidas (seja de um bebê em outro ou na berçarista), precisamos realizar um trabalho mais minucioso entre pais e escola para, juntos, encontrarmos caminhos e soluções para que esse hábito não torne corriqueiro nem proposital.

Na Educação Infantil, isso costuma ocorrer nas salas dos maternais, pois, nessa idade, a criança se encontra na fase oral. Quando isso ocorre na escola, a criança está descobrindo novas reações como ver o susto e o choro do amiguinho.  Nesse momento, é importante mostrar que não devemos revidar as mordidas, porque, dessa forma, estaremos incentivando um ato de agressividade nas crianças.

Por isso, podemos dizer que a criança que morde está procurando uma maneira de se expressar, já que não domina a fala. É importante também não rotular as crianças, pois, além da descoberta do corpo e da expressão de sentimentos, elas ainda estão construindo a sua identidade. Dessa forma, uma fase que seria transitória pode se cristalizar num comportamento permanente.

Ao se deparar com essa situação, não brigue com a criança, mas seja firme. Explique que ninguém gosta de sentir dor e peça ajuda para cuidar do machucado do amigo. Procure descobrir o que motivou o comportamento e mostre outras formas de expressão.

Para as crianças nessa faixa etária, não basta dizer "não". Temos que explicar o "não", como, por exemplo, dizer que não precisa gritar para pedir o que quer - porque, no ambiente que a criança vive, todos gritam para pedir as coisas e, até mesmo, para fazer prevalecer as suas regras. Isso provoca uma imensa confusão.

É preciso ter calma quando isso acontece, pois é uma fase de amadurecimento. Não devemos supervalorizar as mordidas, mas sim compreender que as crianças ainda não têm um repertório de vocabulário eficiente para se comunicar. Somos os espelhos das crianças e elas repetem os nossos comportamentos.
 

Quem é a colunista: Giseli Guaraldo Pegoraro. Realizada profissionalmente.

O que faz: Coordenadora Pedagógica.

Pecado gastronômico: Pizza e carpaccio.

Melhor lugar do mundo: Praia (Peruíbe).

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Desde sertanejo a Ivete Sangalo.

Fale com ela: otavionebias@colegioitatiaia.com.br.

 

Atualizado em 10 Abr 2012.

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