Guia da Semana

Ajuda sem preço

No Dia das Crianças, colaborar com quem precisa pode ser o melhor presente tanto para quem recebe quanto para quem doa

                 Fotos: Aldeias Infantis SOS



Na hora de ajudar uma instituição filantrópica, muitas dúvidas vêm à mente: qual entidade escolher, como saber se é confiável, o que doar e como doar. Alguns receios também pesam como a quantidade necessária e os valores aceitos pelas casas assistenciais. A boa notícia é que fazer uma criança carente feliz é fácil, rápido e custa pouco.

Não é preciso dinheiro em espécie para contribuir com projetos sociais ou lares que abrigam crianças carentes ou em risco social. Muitas ONGs (Organizações Não-Governamentais) aceitam doações de roupas, brinquedos, alimentos, leite, fraldas descartáveis, móveis, televisores, remédios e livros. E as quantidades também não precisam ser grandes: há casas-lar com cinco, dez e vinte crianças, e toda a ajuda é bem vinda. Outra forma de colaborar é patrocinar uma conta da instituição, como água, luz e telefone.

Em São Paulo, o Lalec (Lar Amor, Luz e Esperança da Criança) abriga 20 crianças que estavam em situação de abandono, maus tratos ou desnutrição com risco de vida. No lar, os pequenos recebem seis refeições diárias, são matriculados na escola e têm acesso a tratamentos médicos, odontológicos e psicológicos, além de serem reinseridos na sociedade por meio de atividades externas como passeios a parques, zoológicos, teatros, circos e cinemas.

A casa, com crianças entre 0 e 3 anos de idade, sobrevive com contribuições financeiras mensais ou únicas, com as vendas do bazar beneficente e doações em geral. As necessidades da instituição vão desde materiais de limpeza e higiene até alimentos. "No momento, precisamos com urgência de fraldas tamanhos M e G, lenços umedecidos, leite Nan AR ou Aptmil Ar e seringas sem agulhas de três e cinco mililitros", diz Milene Neves Anjos da Silva, presidente do Lalec. 

Outras instituições 


Em Curitiba, o Lar Moisés abriga 21 crianças de 2 a 9 anos, além de acompanhar 107 famílias. No abrigo, as crianças que ainda não estão em idade escolar participam de um projeto especial, voltado ao desenvolvimento por meio das artes plásticas.

Atualmente, a casa necessita de doações de alimentos e materiais de higiene pessoal e limpeza. "Costumamos dizer que somos uma casa com despesas multiplicadas por 21. Aqui, focamos nossas atividades no atendimento psicológico e na auto-estima, pois as crianças que chegam até nós foram vítimas de negligência, falta de acesso à escola e alimentação, agressões físicas ou violência sexual", explica João Ricardo Rocha, coordenador geral do Lar Moisés.

A ONG Aldeias Infantis SOS, presente em dez estados brasileiros e Distrito Federal e em 132 países, trabalha pela promoção integral de crianças e adolescentes. A entidade atua em duas vertentes: acolhimento e fortalecimento social e comunitário.

Para o abrigo de crianças que foram retiradas do convívio familiar, a ONG oferece casas-lares que comportam até nove crianças e adolescentes, sem separar irmãos. No novo lar, os moradores ficam sob os cuidados de uma mãe-social, profissional contratada para ser "mãe" de todos os abrigados da casa e manter a referência familiar.



Atualmente, cerca de 1700 crianças e adolescentes estão acolhidos nos abrigos da instituição, que se mantém por meio de colaborações mensais de pessoas físicas, parcerias com empresas e doações em geral. A entidade aceita livros, brinquedos, alimentos e roupas.

As ONGs Lalec, Aldeias Infantis e Lar Moisés não possuem telemarketing para pedir colaboração financeira nem percorrem casas pedindo doações. Quem quiser conhecer de perto o trabalho dessas instituições pode agendar visitas e entregar os presentes diretamente para as crianças.

"Nós preferimos e recomendamos que as pessoas interessadas em ajudar conheçam o trabalho de perto e tenham contato com as crianças atendidas, porque é uma experiência única, que nada do que seja dito poderá descrever. É bom para que recebe e é bom para quem ajuda", afirma Fernanda Volner, gerente de comunicação e de captação de recursos da Aldeias Infantis SOS.


Serviço:

Lalec - Lar Amor, Luz e Esperança da Criança
Endereço: Avenida Indianópolis, 2077 - Planalto Paulista, São Paulo.
Telefone: (11) 2275.0713
Site: www.lalec.org
Como Ajudar: sócio-contribuinte, transferência bancária, boleto bancário, festas beneficentes, bazar beneficente e doações de roupas, alimentos, fraldas descartáveis, seringas sem agulha, lenços umedecidos, leite e brinquedos.

Lar Moisés
Endereço: Rua da Trindade, 1686, Cajuru, Curitiba, Paraná.
Telefone: (41) 3226-1017
Site: www.larmoises.org.br
Como Ajudar: depósito bancário, pagamento de contas e doação de roupas, alimentos, calçados, materiais de limpeza e higiene, fraldas, livros e brinquedos.


Aldeias Infantis SOS

São Paulo
Endereço: Rua José Antonio Coelho, 400, Vila Mariana, São Paulo (Sede Nacional).
Telefone: (11) 5573-1533
Site: ww.aldeiasinfantis.org.br
Como Ajudar: doações periódicas ou únicas e doações de roupas, alimentos, brinquedos, livros e fraldas.

Brasília: SGAN W-5, quadra 914, conjunto F, s/nº, Asa Norte, Brasília, Distrito Federal- (61) 3272-2738

Caicó: Praça da Áustria, s/ nº, Castelo Branco, Caicó, Rio Grande do Norte - (84) 3421-2327.

Campinas: Rua Coronel Joaquim José de Oliveira, 543, Jardim Dom Bosco -(19) 3395-3425.

Engenho do Meio: Rua Manoel Alves Deus Dara, s/ nº, Engenho do Meio, Recife, Pernambuco - (81) 3273-2092.
 
Goioerê: Sítio São Luís - Estrada para Rancho Alegre, km 2, Via Sanepar, Goioerê, Paraná - (44) 3522-1365.

Igarassu: Rua Santina Gomes, s/ nº, Centro, Igarassu, Pernambuco - (81) 3543-3898 / 81. 3543-1882.

Jacarepaguá: Estrada da Boiúna, 485, Taquara, Jacarepaguá, Rio de Janeiro - (21) 2440-9793.
 
João Pessoa: Avenida Hilton Souto Maior, 555, Mangabeira, João Pessoa, Paraíba - (83) 3238-8383 / 8384.

Juiz de Fora: Avenida Juiz de Fora, 667, Grama, Juiz de Fora, Minas Gerais - (32) 3224-7240/ 7101.

Lauro de Freitas: Avenida Amarilio Thiago dos Santos, 144, Centro, Lauro de Freitas, Bahia - (71) 3378-4066.

Manaus: Rua Professora Cacilda Pedroso, 600, Alvorada 1, Manaus, Amazonas - (92) 3651-3043.

Poá: Avenida Nossa Senhora de Lourdes, 85, Jardim Débora, Poá, São Paulo -(11) 4636-6341.

Porto Alegre: Avenida Caldeia, 250, Santo Agostinho, Porto Alegre, Rio Grande do Sul - (51) 3364-2967/ 7999.

Rio Bonito: Avenida Fernando Amaro Miranda, 61, Jardim Colonial, Rio Bonito, São Paulo - (11) 5661-0026.

Rio de Janeiro: Rua Jardim do Seridó, 200, Itanhangá, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - (21) 2493-2861.

Santa Maria: Rua Doutor Erico Ferrari, 160, Parque D. Antonio Reis, Santa Maria, Rio Grande do Sul - (55) 3211-1722.

São Bernardo do Campo: Rua Vicente Galasassi, 513, Nova Petrópolis, São Bernardo do Campo - (11) 4335-6647/ 4354-0272.

Atualizado em 10 Abr 2012.

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