Guia da Semana

Amar a si mesmo não é pecado!

Os pequenos também precisam ter confiança para construírem sua personalidade

Foto: Sxc.Hu


Nada é tão importante como o amor que cada um de nós tem por si mesmo. Não se trata de apologia ao hedonismo. Amar a si próprio é um aprendizado importante, fundamental, que deve começar bem cedo em nossas vidas. Exige um mínimo de autoconhecimento e o reconhecimento de que merecemos o amor e a admiração de outras pessoas pelo que somos.

É claro que essa poderosíssima ferramenta  - que nos ajuda a vencer dificuldades, e estabelecer relações saudáveis - nos é forjada no convívio com a nossa família, onde descobrimos que somos dignos de sermos queridos, amados, perdoados e que apesar dos muitos erros que possamos cometer, somos os eternos campeões para alguém. Dessa maneira, criamos confiança na nossa própria capacidade de manejar as diferentes situações da vida.

Vamos criando ao longo da infância uma imagem de nós mesmos e nos conferindo valores, ao mesmo tempo em que o meio externo nos sinaliza nossas conquistas e derrotas de diversas formas, algumas adequadas e outras infelizmente devastadoras.

Em geral, quando os pais se preocupam com as questões relacionadas à baixa autoestima de seu filho, não reconhecem sua parcela de responsabilidade. Um dos maiores erros é comparar o desempenho entre irmãos, não reconhecendo as diferenças naturais ente eles e desprezando características pessoais que não lhes agradam. O passo seguinte é rotular a criança, o que a leva a uma imagem muito ruim de si mesma: "se meus pais acham que sou burra, com certeza eu o sou".

O extremo oposto, o "elogio vazio", o excesso de adjetivos e presentes dados à criança, sem qualquer merecimento, também constrói a baixa autoestima, a partir da sensação desse comportamento ser apenas uma compensação pela pouca atenção que lhe é dada pela família. Ter contato com as consequências de seus atos, vivenciar o sucesso e o fracasso, são momentos excelentes para o amadurecimento e o desenvolvimento da responsabilidade.

Críticas devem ser feitas sim, com jeito, com amor e sempre relacionadas ao comportamento e nunca à criança em si. Assim como as chantagens emocionais, que devem ser evitadas a todo custo, mesmo sendo um meio eficaz  de conseguir a obediência rápida.

Crianças com boa autoestima são bem sucedias na vida escolar, social e muito mais responsáveis e cuidadosas quando as coisas não vão tão bem. Do contrário, temos crianças e jovens agressivos, indisciplinados e com problemas no rendimento escolar. É natural a demonstrar ao meio ambiente o modo como se percebe interiormente, provocando a atenção, custe o que custar!

Uma forma certeira de contribuir para o desenvolvimento da autoestima, por exemplo, além do respeito às características da criança, é estabelecer limites para ela, de forma que perceba que seus pais se preocupam com o seu bem-estar e a amam da forma como ela é.

Crianças com problemas comportamentais ou de aprendizado, em geral, possuem um histórico calcado em experiências que aumentam seus problemas de autoestima. A atenção dos pais deve ser redobrada com elas, mas não no sentido de se exceder no mimos, mas de lhes dar a certeza de que não estão sozinhas, de que há um adulto no comando e que está sendo protegida, enquanto cresce e ganha força para vencer seus próprios desafios. Elas devem ter certeza de que são amadas e que devem amar a si mesmas, pois são merecedoras desse amor.

Leia as colunas anteriores de Maria Irene Maluf:

A favor da educação

Impondo nossa autoridade

Agressividade infantil
Quem é a colunista: Maria Irene Maluf - Especialista em Educação Especial e em Psicopedagogia; Membro Honorário da Associação Portuguesa de Psicopedagogos; Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia- ABPp - gestão 2005/07; Organizadora de algumas publicações na área da psicopedagogia pela Vozes e WAK Editora; é colunista da revista Direcional Educador. Consultora de Publicações Científicas da ABPp e Editora da revista Psicopedagogia .

O que faz: Atende crianças e adolescentes com dificuldades e transtornos de aprendizagem em seu consultório de Psicopedagogia em São Paulo; Leciona como professora convidada no Curso de Aperfeiçoamento em Psicopedagogia do Instituto Sedes Sapientiae; Dá assessoria Psicopedagógica às escolas de ensino fundamental e médio, além de ministrar palestras, cursos e conferencias.

Pecado gastronômico: C H O C O L A T E !!!

Melhor lugar do mundo: Barcelona - Espanha. Mas, para esse lugar ser perfeito de verdade, é preciso estar lá e junto das pessoas que se ama .

Como falar com ela: irenemaluf@uol.com.br ou ligue (11) 3258-5715.

Atualizado em 1 Dez 2011.

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