Guia da Semana

Birras e crises de choro

Mais do que repreender, procure entender o que está incomodando a criança e mostre a ela que nem sempre ela terá tudo o que quer


Foto: Getty Images


O choro é a primeira forma de comunicação do bebê com o mundo. Por meio dele, o recém-nascido expressa dor, fome, sono, frio, calor, carência ou qualquer tipo de desconforto, chamando a atenção dos adultos - em especial da mãe - para suas necessidades.

Nas primeiras semanas de vida, o choro do bebê pode ser bastante angustiante para os pais. Trata-se de um período de adaptação e, aos poucos, vai ficando mais fácil reconhecer cada tipo de choro da criança e atendê-la, eliminando seu desconforto.

Ter as suas necessidades atendidas neste primeiro momento irá colaborar para que o bebê sinta-se seguro neste novo mundo do qual agora faz parte, tão diferente da vida intrauterina. A partir da nona semana de vida, geralmente o choro vai diminuindo e, com o passar dos meses, a criança vai aprendendo e desenvolvendo novas maneiras de expressão.  Ainda assim, durante toda a primeira infância, chorar será uma das principais maneiras da criança comunicar seu desagrado.

Conforme os pequenos vão crescendo, porém, entra em cena um outro tipo de choro - as birras e chiliques. Como lidar com eles?

Vale lembrar que expressar emoções verbalmente exige amadurecimento emocional, e que este não é inato, será desenvolvido com o passar dos anos. As birras fazem parte deste processo de amadurecimento.

A criança pequena ainda não aprendeu a identificar e, especialmente, a lidar com sentimentos como frustração, tristeza e raiva; por isso, ao passar por situações que provoquem essas emoções, pode não encontrar recursos próprios para lidar com o problema. Sem saber como reagir, ela chora.

Da mesma forma que no bebê, as crises de choro, nestes momentos, são uma forma de chamar atenção para algo que ela não está conseguindo solucionar: neste caso, a maneira de lidar com esses sentimentos tão desagradáveis. Caberá ao adulto ensinar a criança a acalmar-se, a compreender seus próprios sentimentos, a conseguir expressá-los por meio da fala, aceitá-los e conviver com eles.

Para isso, é importante manter a calma. Quando perdemos o controle e brigamos com uma criança que está chorando ou a ignoramos, podemos dar a entender que seus sentimentos não são aceitáveis, e não que a maneira como ela os está expressando é que não é adequada. Se fizermos isso, reforçamos na criança a sensação de que esses sentimentos são "maus", que ela só será aceita e amada quando está bem, feliz e tranquila, e a ensinamos a reprimir e esconder seus sentimentos negativos.

O ideal é que o adulto, nestas situações, ajude a criança a acalmar-se, e, uma vez que esta esteja mais tranquila, converse a respeito de suas emoções, ajudando-a a encontrar uma forma de solucionar o problema quando possível; ou explicando para ela porque que seus desejos não podem ser atendidos naquele momento, ajudando-a a lidar com a frustração decorrente disso.

Leia as colunas anteriores de Renata Peixoto:

Meu filho é especial

Crianças e videogames

Ciúme entre irmãos

Quem é a colunista: Psicóloga, com experiência em Educação Infantil e Recursos Humanos.

O que faz: Psicóloga da Consultoria Familiar Babá Ideal.

Pecado gastronômico: Petit gateau - irresistível!

Melhor lugar do mundo: Qualquer um - se estiver acompanhada das pessoas que amo.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: MPB, rock, pop... tudo misturado...

Fale com ela: atendimento@babaideal.com.br


 


Atualizado em 1 Dez 2011.

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