Guia da Semana

Cada um na sua

À procura de sua identidade, os jovens enxergam nas tribos um lugar seguro

Foto: Sxc.Hu


"Qual é o meu lugar no mundo? Quem sou eu?". Muitos fazem estas perguntas quando começam a questionar sua existência. Mas junto com as reflexões, existem também a insegurança, a angústia e o medo de não acharem seu espaço e sua identidade. Na hora de se encontrar, terminam procurando outras pessoas de características parecidas com as suas, formando o que é chamado de "tribo".

Não se trata de seita ou religião. Você não precisa nem se reunir com as outras pessoas se não quiser. Estas tribos são grupos de pessoas com afinidades entre si. Basta ter (ou incorporar) algumas das características que identificam cada uma: roupas, atitudes, gostos musicais e até filosofia de vida.

Se você gosta de praia, usar bermuda, ouvir reggae e Jack Johnson, isso te faz pertencer à tribo dos surfistas. Já quem gosta de se vestir de preto, escutar metal e visitar cemitérios, pode ser considerado gótico. Enquanto isso, as pessoas que cultivam franjas penteadas para o lado, curtem bandas como Simple Plan e Fresno, e gostam de chorar os amores e as tristezas da vida, são chamados de emos.

Mas como você já deve ter percebido, esta história de tribo é um pouco controversa. Só porque você gosta disso ou faz aquilo, não quer dizer que as pessoas podem te rotular, certo? Muitos ficam extremamente ofendidos e até chateados quando são taxados de emo, por exemplo. Isso porque aqueles que não aceitam do estilo deste grupo acabam ridicularizando quem faz parte dele, o que torna o termo pejorativo.

Entretanto, se pensarmos na razão destas tribos, existirem, é possível que passemos a respeitá-las um pouco mais - afinal, cada um tem o direito de escolher o que gosta. Alguns se sentem solitários quando não se encaixam, por não terem afinidade com as pessoas da escola ou familiares  e se perguntam: "Por quê sou diferente? Será que não sou normal?".


Não há nada de errado em procurar seu lugar no mundo. Pelo contrário! Estranho seria se não tentássemos participar de galeras com pessoas semelhantes, que nos completam de alguma forma. Foi assim que se formaram as sociedades, nações e religiões: a partir da necessidade do homem de viver em comunidade, com outros iguais a ele.


Então se hoje você é emo, nada impede que amanhã você deixe de ser, e que esta tenha sido apenas uma fase de descobrimento e experimentação. Muitos precisam disso para poder amadurecer e encontrar seu caminho, o que é completamente compreensível. O importante é se respeitar e respeitar os outros, independente de como eles se vestem ou gostam de escutar.

Leia as colunas anteriores de Fernanda Carpegiani


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Quem é o colunista:Fernanda Carpegiani - Uma jovem enérgica queaproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata Frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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