Guia da Semana

Campeãs do Enem

Conheça como é a rotina de duas escolas que ficaram com os primeiros lugares da avaliação nacional de 2009

Foto: Divulgação

Sala de aula do Colégio Vértice, em São Paulo

Às 7 horas da manhã, toca o primeiro sinal. Mas a maioria dos alunos do ensino médio do Vértice, localizado na zona sul da capital paulista, só deixa a escola às 19 horas. Talvez seja essa rotina puxada de estudos que fez com que a instituição alcançasse o topo do ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009. Além de aulas em período integral, os estudantes seguem uma proposta pedagógica super exigente, com avaliações semanais e exercícios diários.

"Desde o ensino infantil, nós trabalhamos para que nossos alunos tenham hábitos de estudo. Isso é importante para evitar que só haja preparação na véspera da prova. É um contínuo de preparação", diz o diretor da escola, Adilson Garcia. Segundo ele, os professores sempre sugerem uma leitura prévia do conteúdo que será abordado em aula e fazem uma verificação para ver se isso de fato aconteceu. "Isso desencadeia uma sequência didática", garante.

Garcia explica que o Vértice nunca teve preocupação de estar entre os primeiros. Entretanto, sempre perseguiu algumas competências e habilidades que também são estabelecidas pelo Enem. "Foi um casamento feliz. Essa coincidência acabou nos favorecendo", diz. "Não temos nenhum tipo de preparação específica para a prova, mas, com a nossa estratégia de ensino, os alunos ficam preparados para os vestibulares", completa.

Foco nos estudos

Foto: Camila Silveira

Fernanda Silva e Alexandra Ismael são alunos do terceiro ano do ensino médio do Vértice

Segundo Fernanda Silva, que estuda na escola desde o primeiro ano do ensino médio, o fato de fazer com que o aluno estude e analise as próprias dificuldades contribuiu para que a escola ficasse entre as melhores."Quando entrei no Vértice senti muito mais necessidade de estudar. No primeiro e no segundo ano, existem as verificações de aprendizagem semanais. Mas no terceiro, não são os professores que cobram. A gente acaba se cobrando", conta.

Já Alexandre Ismael, que estuda no Vértice desde o sexto ano do ensino fundamental, conta que os alunos estranham quem tem um comportamento diferente e não segue os padrões de estudos. "Sempre tem aquele que é mais bagunceiro e aquele que estuda mais do que o normal, mas, no geral, todo mundo é meio parecido. Para aguentar ficar das 7 às 19 horas, tem que querer alguma coisa. Tem que estar focado", conclui.

Hoje, o colégio, cuja mensalidade média é R$ 1800, conta, em média, com 900 alunos e30 alunos por sala. Como consequência das boas colocações em vários anos (o Vértice foi o segundo colocado em 2005 e em 2006, e ocupou a terceira posição nacional em 2007), vários alunos de outras escolas particulares desejam ocupar as cadeiras da escola. "Para cada seis vagas disponibilizadas, temos de oito a dez famílias interessadas. Se nós tivéssemos uma mentalidade mais comercial, poderíamos abrir uma outra escola, mas não temos esse interesse", garante Adilson Garcia.

Ensino exemplar

Foto: Site Oficial

Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni) que conquistou a primeira colocação nacional entre as escolas públicas

Enquanto no colégio paulista o aluno desembolsa um valor alto, no Colégio de Aplicação Coluni, que foi eleito a melhor instituição pública no Enem 2009 e alcançou o oitavo lugar, não é preciso pagar nada para ter um ensino de qualidade. A instituição, que é um órgão da Universidade Federal de Viçosa, tornou-se referência em Minas Gerais, sendo considerada um grande paradigma para as escolas da região.

O colégio só oferece Ensino Médio. Para entrar, é preciso passar por dois dias de prova e concorrer, em média, com mais 12 pessoas. "Os diferenciais são a qualificação dos professores, a estrutura física e o corpo discente. Os alunos passam por um exame de seleção. Isso beneficia a prática pedagógica", explica Eunice Bohnenberger, diretora do Coluni.

Universitários precoces

Segundo Eunice, quem estuda lá tem muita liberdade, já que o portão é aberto e não há uniforme. Porém, a responsabilidade na sala de aula é muito cobrada. "Como há um processo de seleção, todos sabem que a escola vai exigir". Apesar de não ser período integral, grande parte passa o dia todo no campus para estudar. "Eles têm uma rotina de universitários. Percebem que não adianta estudar só antes da prova", diz.

Outro grande diferencial do Coluni é a qualificação dos docentes. Todos trabalham em regime de dedicação exclusiva, sendo que dos 37 professores, 13 possuem mestrado, dez têm doutorado e dois já contam com pós-doutorado. "Como o professor dedica-se somente ao colégio, há horários de atendimentos à tarde. Assim, o aluno consegue ter autonomia para estudar".

Por causa do alto nível de exigência, o índice de reprovação é muito baixo e, consequentemente, a grande maioria dos estudantes ingressa em universidades públicas. "Nos vestibulares 2010, aprovamos 92% dos alunos. Nossos estudantes não fazem universidade particular. Eles só procuram instituições públicas. É o que o cidadão mereceria ter para o seu filho. O ideal seria que todas as escolas públicas pudessem ter um padrão como o nosso"

Atualizado em 6 Set 2011.

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