Guia da Semana

Cola 2.0

Deixando o papelzinho escondido de lado, alguns estudantes passaram a utilizar a tecnologia para fugir da nota zero



"Quem não cola não sai da escola", com o perdão do clichê, quem nunca ouviu essa frase clássica? Independente se você costuma recorrer a esse recurso (que vamos combinar, é errado), não dá para negar que os "lembretes" para as provas ganharam uma nova roupagem tecnológica. Mensagens de celular, transferência via bluetooth e gravações em iPods passaram a ser utilizados por quem não estudou e ficou com medo de chegar com aquele zero estampado no boletim.

Via SMS

Além de fazer ligações e enviar mensagens, alguns alunos passaram a usar o celular para lembrar de respostas para questões como "quem foram os responsáveis pela Queda de Constantinopla". A estudante Suzana Moreira, 20, que em momentos de desespero já recorreu ao seu handset, conta como funciona o esquema. "Um amigo saiu primeiro da sala, conferiu o gabarito e me passou as respostas. Infelizmente não deu pra acertar todas, pois já tinha marcado algumas no cartão-resposta". Além do celular, Suzana já viu amigos substituindo músicas do MP3 por gravações com fórmulas de matemática. "Eles fazem isso principalmente em provas de cálculo. Deixam as fórmulas rolando em um áudio e o fone bem escondido entre os cabelos".

Pagando mico

Para quem pensa em utilizar a tecnologia, é bom lembrar que os professores sempre estão de olho. Aliás, isso pode levar a situações constrangedoras, como ocorreu com *Arthur Soares, 17, que pagou um mico no meio da sala de aula por conta da desconfiança. "Eu estava fazendo uma prova e uma ficante me mandou uma mensagem no celular. Quando fui ver, o professor pensou que era cola. Pegou meu celular e leu para todo mundo o que estava escrito. Depois ele me pediu desculpas, mas já era tarde", relembra.



Mas o galã do celular confessa que não é completamente inocente na história. Ele costuma utilizar o bluetooth para enviar e receber ajuda dos amigos nos testes do colégio. "Antigamente eu usava papeizinhos e boca-a-boca mesmo. Hoje uso muito o bluetooth. Tiramos fotos da prova, de respostas e mandamos para amigos. Mas tem que tomar cuidado. Dependendo do professor não dá para vacilar".

Amigos da HP

Números, contas, circunferências. Muita coisa para lembrar. Quem faz engenharia sabe bem como é isso. Devido ao número exorbitante de fórmulas e cálculos complicados, é permitido aos estudantes do curso utilizar calculadoras científicas durante as provas. E nessa hora, eles não deixam barato. É exatamente o caso de *Larissa Mitie, 21, que faz do aparelho seu companheiro de cola. "Alguns modelos de calculadora (a famosa HP) possuem cartão de memória e armazenam textos. Assim consigo gravar as fórmulas e muita matéria. Como ela é necessária nas provas, os professores não têm como pegar. Mas às vezes rola um flagra e eles apagam tudo".

Vale a pena?



Mesmo com tantos recursos, o bom e velho papelzinho dobrado dentro do estojo ainda não foi completamente descartado. Mas segundo os coladores Suzana e Arthur, a prática (tecnológica ou antiquada) só deve ser utilizada em casos extremos. Afinal de contas, como já diziam nossos avós, a melhor cola sempre é estudar. "Você até pode sentar do lado de um CDF e tirar uma nota boa. Mas no vestibular ele não vai estar lá para te ajudar. Claro que é melhor estudar e não precisar disso", comenta Suzana. "Eu só uso cola quando, por algum motivo não consigo estudar a matéria. Acho que o que vale mesmo é o conjunto das coisas e não o detalhe. Se eu prestar a atenção na aula consigo ir bem na prova sem colar", completa Arthur.

* Nomes trocados a pedido dos entrevistados.

Atualizado em 6 Set 2011.

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