Guia da Semana

Com medo do dia seguinte

A pílula do dia seguinte funciona como saída de emergência para os desprevenidos. Saiba quais são os riscos causados pelo contraceptivo.

Por Larissa Coldibeli

A pílula do dia seguinte representa a salvação para muitas meninas que já tem vida sexual ativa mas que, por vergonha de irem ao ginecologista ou por medo dos pais descobrirem, não usam nenhum método freqüente de contracepção. Entretanto, o nome técnico deste medicamento, diz em quais situações ele deve ser utilizado: anticoncepção de emergência. Ou seja, o uso é recomendado quando ocorrem situações que não estavam programadas, por exemplo, quando a camisinha se rompe ou em caso de estupro.

A alta dosagem de hormônios é eficiente para evitar a gravidez, mas deve ser ingerida em, no máximo, 72 horas após a relação sexual. A embalagem contém dois comprimidos, tomados com um intervalo de 12 horas entre um e outro. Quanto mais cedo melhor: a eficácia chega a 95% se ingerida nas primeiras horas após o ato sexual, diminui para 80% nas 48 horas seguintes e 70% até 72 horas.

O ginecologista Dr. Mariano Tamura Vieira Gomes explica os três mecanismos de ação da pílula do dia seguinte: "Ela altera as característica das tubas uterinas, do útero e dos ovários, dificultando a subida do espermatozóide pelas trompas. Ela impede a ovulação, mas caso isso já tenha acontecido, ela impede a fixação do óvulo no útero".

Pílula: método frequente

Não existem estudos seguros que afirmem que a ingestão freqüente deste medicamento diminua sua eficácia. O uso rotineiro não é recomendado, pois se trata de grandes doses hormonais, que podem desregular o ciclo menstrual. "A menina pode ovular numa data imprevisível, causando o efeito inverso e aumentando os riscos de engravidar", afirma o ginecologista. Outros efeitos colaterais são dores de cabeça, enjôos e vômitos.

O ciclo hormonal de uma adolescente que teve a primeira menstruação há pouco tempo é diferente do de uma mulher adulta, que é mais regular. Mas a ação da pílula é a mesma. Entretanto, se você estiver fazendo uso constante, o ideal é procurar um ginecologista que possa lhe indicar um método contraceptivo freqüente. Além disso, a camisinha nunca deve ser descartada, pois é a única capaz de evitar também, as doenças sexualmente transmissíveis.

Camisinha sempre

Um certo preconceito ainda ronda a pílula do dia seguinte, como alguns religiosos que a consideram um método abortivo. Entretanto, o Conselho Federal de Medicina não a considera como tal, até porque o aborto é proibido no Brasil. Ela é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo Conselho Federal de Medicina.

O Dr. Mariano defende o uso da contracepção de emergência quando necessário: "É melhor a menina tomar a pílula quando julgar necessário do que correr o risco de engravidar precocemente, sem preparo psicológico".

Serviço:
Dr. Mariano Tamura Vieira Gomes
Avenida Ibirapuera, 2907 - conj. 406
Telefone: 5042-4848 / 5096-5849

Atualizado em 1 Dez 2011.

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