Guia da Semana

Como ficam os pequenos?

Quando o trabalho te faz ficar algum tempo longe dos filhos, o que fazer?

Foto: Getty Images

Se conciliar carreira, casa e filhos já é uma missão complicada, imagine ausentar-se por alguns dias, às vezes semanas, para atender à empresa em viagens de trabalho... missão impossível? De jeito nenhum!

Primeiro, uma "ótima notícia":  as crianças são plenamente capazes de passar por isso, mais do que podemos imaginar. A má notícia? Muitas mães "acham" que não são capazes de lidar com essa situação!

Para conseguir viajar sem os filhos é necessário colocar pensamentos e emoções em ordem e mandar para bem longe todos os sentimentos de culpa que possam atrapalhar a situação.

É claro que deverá haver uma organização minuciosa para fazer com que tudo dê certo. Mas acredite, isso não será difícil se as mamães pararem de pensar na situação como se fosse o fim do mundo. Segurança é fundamental!

Algumas dicas poderão facilitar a organização:

Algumas mães imaginam que deve haver um momento certo para fazer a primeira viagem, mas não sabem exatamente quando. Na verdade, basta que não esteja mais amamentando... cedo assim? Ao contrário do que se possa pensar, quanto menor a criança, mais fácil essa adaptação.

- Não transforme pequenos fatos do dia a dia em "grandes monstros", supervalorizando os problemas que você "acha" que acontecerão. Pensar com um pouquinho de frieza pode fazer bem. Se você confia nas pessoas que escalou para ficar com a criança, saiba que elas darão conta de resolver tudo;

- Converse com outras pessoas, principalmente as que já passaram por isso, troque ideias, "sugue" tudo o que puder ser útil. Mas fuja, mantenham-se bem longe das pessoas pessimistas que, ao invés de ajudar, estarão trazendo pensamentos negativos sobre a situação. Você não precisa disso!

Para quem ainda não passou pela experiência de viajar e deixar os filhos, mas sabe que, cedo ou tarde, isso acontecerá: comece desde cedo a acostumar a criança (de fato, ainda bebê...) com essa distância. Procure sair, comece passando algumas noites fora ou fazendo uma pequena viagem de dois dias (é um momento para o casal curtir momentos sem o bebê!). Deixe que durmam na casa dos avós ou tios. Essas situações servirão de "testes" para que você esteja pronta para viagens mais longas ou frequentes.

Hoje, os pais (ou pelo menos a maioria deles) estão bem presentes, trocam fraldas, dão banho, fazem a comida, brincam e cantam para os pequenos. Que bom! Mais fácil assim! Mas procure escalar outras pessoas de sua confiança para ajudar, para o caso de não poder contar com o papai o tempo todo, ou mesmo nos casos em que o papai não é presente.

Avalie a melhor solução, que dependerá da disposição das pessoas envolvidas e do tempo que durar a viagem. Pode-se até pensar em fazer opções mistas:

1 - em casa apenas com o pai;
2 - em casa com o papai e uma ajudante;
3 - em casa com uma terceira pessoa de confiança;
4 - Na casa dos avós;
5 - Na casa de tios, padrinhos, etc.

Independente das pessoas que ficarem escaladas para cuidar das crianças no momento da viagem, sempre mobilize outras, pedindo a elas que estejam alertas no caso de alguma necessidade. Desta forma, cercada de pessoas de confiança que poderão ajudar, você se sentirá mais tranquila para seguir viagem.

Para as crianças que já vão à escola, algumas delas contam com pessoas em seu quadro docente que costumam fazer trabalhos "extras" de baby sitter, o que pode ser uma boa pedida, pois são pessoas conhecidas da criança e que conhecem seu jeito de ser, facilitando bastante a adaptação à separação.

Crie uma rotina que possa ser atrativa à criança. Explico: ao invés de colocar pessoas que "apenas" cuidarão da rotina de cuidados, sugira que essa pessoa leve, todos os dias, seu filho a lugares diferentes e divertidos, enquanto você estiver fora, preenchendo o tempo com diversão, amenizando a saudade: vale cinema, lanchonete, parques, casa de amigos e parentes e tudo o mais que a sua imaginação mandar.

Há casos em que é possível levar seu filho à viagem de trabalho, mas saiba que deverá levar alguém junto, pois você não poderá perder de foco o seu objetivo principal, prejudicando seus compromissos profissionais. Também neste caso, é preciso organização: a criança e sua acompanhante deverão ter uma rotina estabelecida para preencher o tempo enquanto você estiver trabalhando. A grande vantagem é que, ao final do dia, você poderá estar junto para matar as saudades.

No caso de uma primeira viagem a trabalho, com crianças um pouco crescidinhas, mas que nunca passaram pela experiência de viagem dos pais: vale a regra de fazer uma "experiência" um pouco antes, ausentando-se para que elas possam acostumar-se, ao mesmo tempo em que você "testa" as opções de rotina e as pessoas que ficarão com eles.

E o que fazer nos momentos de saudades ou dúvidas se está tudo bem? Quando mil pensamentos e culpas aparecerem: "Será que está sentindo `muito` a minha falta"? "Conseguirá dormir bem sem que eu esteja presente para dar-lhe um beijinho e cantar sua canção preferida"? "E se ficar doente"? Use e abuse do telefone, internet e até e-mail para os filhos maiores. Mas cuidado: em excesso, sua rotina de trabalho poderá ficar prejudicada, então, mantenha o foco. E ao falar no telefone com o pequeno, mantenha seus sentimentos em equilíbrio, cuidando para não passar a ele suas angústias.

Leia  as colunas anteriores de Cláudia Razuk:

Sim ou não

Sem medo!

Será que fiz certo?

Quem é a colunista: Cláudia Fernanda Venelli Razuk.

O que faz: Pedagoga e coordenadora do colégio Itatiaia.

Pecado gastronômico: Se é pecado, melhor não comer! Saborear o que eu gosto com prazer e sem culpa, é essencial.

Melhor lugar do Mundo: Minha casa, com meu marido e filhos e em qualquer lugar rodeada dos verdadeiros amigos.

Fale com ela: campobelo@colegioitatiaia.com.br  

Atualizado em 6 Set 2011.

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