Guia da Semana

Conheça Biel Baum, o chef prodígio que dedica a vida ensinando crianças a comerem melhor

O brasileiro de 13 anos já lançou até livro e hoje cursa faculdade de gastronomia

Como era sua vida aos 13 anos? Brincar, ouvir música, assistir TV... Quando lembramos da infância, sempre associamos essa memória a um tempo em que não havia responsabilidades, em que a única preocupação era estudar para as provas do bimestre.

Porém, com essa mesma idade, 13 anos, um brasileiro já tem uma bagagem imensa nas costas – que muitos adultos não têm. Biel Baum começou a realizar seus sonhos aos 8 anos e hoje é um dos grandes – e provavelmente o mais jovem – embaixadores da alimentação saudável.

Biel é vegetariano, ativista, chef, palestrante, apresentador de TV, escritor e agora faz faculdade de gastronomia no Méixico – isso tudo conquistado antes mesmo de se tornar pré-adolescente. Ele passou a se interessar pela alimentação saudável depois que o seu melhor amigo passou a sofrer com um câncer causado por agrotóxicos usados nas plantações da própria família. Foi assim que ele passou a  se interessar pelo tema, chegando à conclusão de que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas deixassem de lado os alimentos industrializados, transgênicos e cheios de agrotóxico, optando pelo orgânico.

O garoto tem diversos projetos já realizados, como o lançamento do livro, “Meu diário para Jamie Oliver – Realizando sonhos e inventando receitas”, onde conta como foi realizar o sonho de conhecer o famoso chef inglês. Ele também já foi palestrante no TEDx Talks e viaja o mundo na missão de disseminar a importância da alimentação saudável para as crianças, tudo isso com o apoio de sua mãe.

Em entrevista ao Guia da Semana, Biel contou um pouco de como tem lutado para que os brasileiros se conscientizem sobre sua alimentação, sobre como é fazer faculdade aos 13 anos e sobre seus próximos projetos. Confira:

- Sabemos que você teve consciência sobre a importância da alimentação saudável muito cedo. Mas qual foi o momento crucial para isso tudo começar?
O momento foi quando eu percebi que não gostava da comida da minha mãe. Ela era muito nova, não sabia cozinhar e daí eu disse que queria aprender a cozinhar e ela deixou.

- Você já deve ter conhecido muitas crianças com realidades diferentes, qual foi a história que mais te marcou?
De uma menina que não suportava frutas. Na verdade, ela não gostava de nada doce. Daí comecei a colocar flocos de sal nas frutas dela e aos poucos começou a comer. Também tinha um menino de uns 8 anos, que detestava verduras e a família só misturava no liquidificador, tipo purê. Ele não sabia o gosto. Então comecei a brincar com ele, de adivinhar com os olhos vendados. Foi provando, sentindo cheiro, textura, tudo e lembro que a mãe dele chorava de emoção e não parava de me abraçar! Acho que os pais precisam ter paciência e tornar tudo divertido!

- Quais projetos você já realizou e quais ainda pretende realizar?
Cara, já fiz tanto projeto! Oficinas nas escolas, aproveitamento de alimentos que seriam jogados no lixo (de feira), programas de televisão, rede de aprendizagem livre, plataforma de intercâmbio entre jovens, jornal de boas notícias, publicar meu livro. Agora estou bem focado na faculdade de gastronomia e criar formas de ajudar as crianças e jovens do México a diminuir a obesidade.

- Quando menor, seu sonho era conhecer Jamie Oliver. E agora, qual seu grande sonho?
Meu grande sonho nunca mudou: quero que todas as pessoas possam ter uma alimentação saudável sem agrotóxicos, ou seja, orgânica.

- Sua educação foi toda feita em casa? Você e sua mãe sofreram muitas críticas por isso?
Não. Saí da escola com 8 anos e minha educação não foi feita em casa e sim no mundo! Eu tenho e tive muita gente me apoiando para descobrir as coisas que eu quis. Sim, fomos criticados no começo, mas hoje todo mundo que criticou viu que existe outras formas de viver...

- Como está sendo fazer faculdade com 13 anos em outro país? Você sente que tem muito mais responsabilidades do que os outros meninos e meninas da sua idade? Não é estressante?
Eu gosto bastante! Porque todos os jovens que estão comigo adoram cozinhar também. Então, não me sinto "o" estranho por causa disso. A gente se diverte juntos, conversamos, fazemos esporte. A galera vai pra minha casa de fim de semana para fazer trabalho - que é criar receitas. A única coisa chata é ter que acordar todo dia às 5h30 da madrugada... Chego na faculdade quase às 7h com muito sono!

- Como você acha que os pais e crianças no Brasil podem começar a ter uma alimentação mais saudável? Você acredita que é algo acessível para todos?
Eu acho que sim, que é acessível. Se mais pessoas comprassem direto dos produtores, fossem nas feiras de orgânicos e se alimentassem melhor, gastariam menos em tratamento médico e remédios... Então, é bem melhor viver de forma saudável, aprender a fazer horta, comprar na feira, que consumir produtos industrializados.

Para quem se interessar, o livro Diário para Jamie Oliver: Realizando Sonhos e Inventando Receitas — vol. 1 (Ed. Magia de Ler, 100 págs., R$ 49,90) está à venda neste link.

Atualizado em 9 Out 2015.

Por Marina Marques
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